Lança-perfume já foi legalizado e teve fábrica em Recife: a história da droga que se tornou símbolo do carnaval

Um dos símbolos dos carnavais do passado, o lança-perfume não se tornou inspiração para uma das mais célebres canções de Rita Lee por acaso: entre a diversão e a contravenção, a alegria e o perigo, o lança surgiu como um instrumento de folia e diversão para o carnaval carioca. Tecnicamente o produto possuía a função que o nome literalmente sugere: para que os foliões e folionas lançassem uns nos outros um líquido perfumado contido dentro de uma garrafa pressurizada, como mera brincadeira. Antes de sua função alucinógena ser descoberta e se tornar popular nas festas como uma espécie de droga-símbolo do carnaval, o lança-perfume era um brinquedo inocente, que começou a se popularizar no Rio – e do Rio para todo o Brasil – no início do século passado.

O produto foi criado pela empresa francesa Rhodia no final do século XIX, e consistia em um solvente a base de cloreto de etila, éter, clorofórmio e diversas essências perfumadas que davam o odor peculiar a cada vidro. Os lanças eram vendidos em tubos de alta pressão, o que permitia que o perfume fosse borrifado – e também que fosse facilmente evaporado e inalado. Inicialmente vinha para o Brasil importado de sua matriz francesa, até que no início do século XX passou a ser fabricado na filial argentina da Rhodia.

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