Categoria: Bastidores da Política Nacional

Sabe-se agora que ao atacar os “defensores” do banqueiro Daniel Vorcaro, Lula (PT) tentava se afastar do Master e desfazer a impressão geral, detectada em pesquisa interna, de que tudo não passava de mais um escândalo do seu governo. É que ele estava informado ser iminente o vazamento da sua reunião fora da agenda com Vorcaro, de 1h30 de duração. Para escalar a posição de Lula, assessores apontaram, em off, que o alvo seria Dias Toffoli, com quem o petista teria contas a ajustar.

SALVO PELA CASA

Depois, Lula deixou vazar sua “irritação” e que gostaria de Toffoli “fora do STF”. A desestabilização seria contida pelo apoio de colegas ao ministro.

VOTOS IMPERDOÁVEIS

Lula é do tipo que não esquece, e não perdoa os votos de Toffoli nos julgamentos do Mensalão e da Lava Jato contra ele e demais implicados.

SEM REAPROXIMAR

Ao assumir seu terceiro mandando, diziam no Planalto que Lula recusava qualquer reaproximação com Toffoli, que ele próprio indicou para o STF.

ELE NÃO ESQUECE

Pouco adiantaram as decisões de Toffoli que sacramentaram o fim da Lava Jato. Afina, Lula não esquece. Ama guardar rancor.

 

Após dedicar seu terceiro governo a gastar sem olhar o amanhã e esfolar quem trabalha e produz, criando três dezenas de impostos abusivos, Lula (PT) começou nesta quinta-feira, primeiro dia do ano, a tomar dinheiro dos informais, que nem sequer sabem disso. Mas logo saberão, quando passarem a ser atormentados pela Receita Federal. Assim, trabalhadores autônomos como cabelereira, pedreiro, personal trainer, pintor, professor particular, eletricista ou faxineira, por exemplo, são obrigados a pagar ao governo petista um quarto do que faturam.

NO CPF, 25% NO RALO

Todos estão obrigados a emitir a nota fiscal eletrônica no próprio CPF, estabelecendo o pagamento de 25% de impostos.

ESCONDE, ESCONDE

Como aposta na desinformação, o governo Lula não divulga que, se a nota for emitida no CNPJ, essa taxação quase desaparece.

MEI VIROU SALVAÇÃO

Se o autônomo abrir MEI (microempresa individual) tem chance de pagar só o DAS (Documento de Arrecadação do Simples), à volta de 80 reais.

ESTADO LADRÃO

Isso tudo faz lembrar a sentença do presidente argentino Javier Milei: “imposto é roubo”. Considerando valores e personagens, faz sentido.

CLAÚDIO HUMBERTO

 

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga o desvio de recursos de aposentados e pensionistas deve retomar seus trabalhos após o recesso. A prioridade será apurar o suposto envolvimento de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no caso. As investigações devem abranger também indícios de irregularidades que envolvem ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master, acusado de causar prejuízos a milhares de investidores, além de esclarecer operações de empréstimos consignados.

MUDANÇA DE POSTURA

A direção da CPMI avalia adotar uma atitude mais incisiva, após decisões do ministro Dias Toffoli e diante da informação sobre um contrato de valor elevado firmado entre a esposa do ministro Alexandre de Moraes e o Banco Master.

MONTANTE DESVIADO

O relator da comissão já divulgou a estimativa de que mais de R$ 90 bilhões tenham sido desviados de idosos por meio de operações de consignado não autorizadas.

IMPEDIMENTO AO ACESSO

A CPMI determinou a quebra de sigilos do Banco Master para investigar os consignados, mas o ministro Dias Toffoli vetou o acesso da comissão aos documentos.

INVESTIGAÇÃO SOBRE REPASSES

A comissão também apura a alegação de que Fábio Luís Lula da Silva recebia repasses mensais de R$ 300 mil de Antonio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

NÃO CAIRÁ SOZINHO

Já vaza na empresa Nacional que o presidente do Banco Master não vai cair sozinho, segundo fontes Daniel Vocaro teria deixado claro que vai levar muita gente com ele caso seus bens não sejam desbloqueados.

MANOBRA

No STF o pânico é tão grande que muitos veem uma possível manobra de Toffoli para tentar reverter a liquidação do Banco Master. Pois é muito nítido que o Banco Central teve mais de 80 bilhões de motivos para realizar essa liquidação, que poderia afetar todo o sistema bancário brasileiro.

MANOBRA II

Até o TCU entrou no jogo pedindo esclarecimentos sobre a liquidação do Master.

ESCÂNDALO SEM PRECEDENTES

O caso envolvendo o Banco Master tem o potencial de impactar não apenas o sistema financeiro, mas todo um esquema que busca se proteger a qualquer custo. A dimensão do problema é tamanha que dificilmente poderá ser contida, com riscos significativos para diversos envolvidos.

SEM EXPLICAÇÕES

Não há justificativa plausível para um contrato superior a 100 milhões de reais firmado entre o Banco Master e Viviane de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. O acordo apresenta indícios de imoralidade e superfaturamento, ferindo gravemente a credibilidade do Supremo Tribunal Federal. Tudo indica que o valor exorbitante tem como único fundamento o matrimônio com o ministro. As duas notas de esclarecimento divulgadas por Alexandre de Moraes são evasivas e não esclarecem os fatos. Em um país com instituições sólidas, o ministro já estaria afastado de suas funções, uma vez que suas ligações com o Caso Master parecem ser profundas.

NOVO HERÓI NACIONAL

O senador Alexandro Vieira ganhou notoriedade nacional após declarar que estaria próximo de ver um membro do Supremo Tribunal Federal ser preso. Ele também prometeu abrir uma CPI para investigar as relações entre o Banco Master e o ministro Alexandre de Moraes. A comissão poderá ainda examinar a ascensão patrimonial e profissional da esposa do ministro, que expandiu significativamente sua carteira de clientes e seu patrimônio após a posse dele no STF. O senador Alexandro Vieira se destaca como uma figura de grande projeção no cenário político atual.

A QUEDA

O escândalo do Banco Master gerou uma crise sem precedentes no STF e pode levar à queda de Alexandre de Moraes. O contrato milionário do escritório da esposa do ministro é considerado imoral, criminoso e injustificável, devido aos valores exorbitantes e incompatíveis com a realidade. A situação indica que o banco buscava, com esse vínculo, conter as consequências de um escândalo financeiro de grande proporção.

A QUEDA II

Alexandre de Moraes causou um impacto sem precedentes na imagem do STF. Apenas Gilmar Mendes se manifestou em sua defesa, enquanto os demais ministros mantêm silêncio. A mesma postura foi observada entre os integrantes da Primeira Turma: Carmen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino. O caso não apenas constrange o tribunal, como também expõe uma divisão interna que pode se intensificar com novas revelações.

OCULTAÇÃO DAS INVESTIGAÇÕES

Outro fato que causou repercussão foi a decisão do ministro Dias Toffoli de suspender todas as investigações, com base em argumentos considerados frágeis. Embora o ministro tenha revertido a decisão e determinado a continuidade dos trabalhos, o processo permanece sob sigilo judicial.

NÃO SÃO INTOCÁVEIS

O alto nível de proteção aos ministros e o receio de que a verdade seja revelada indicam que a corte tem consciência de que seus membros não são intocáveis. Esse temor se reflete, por exemplo, na tentativa de Gilmar Mendes em alterar a lei do impeachment para ministros do Supremo, em uma tentativa de preservar a imagem de inviolabilidade do tribunal. No entanto, é importante ressaltar que ninguém está acima da lei, inclusive os ministros do STF, e o tempo mostrará isso a todos aqueles que tenham cometido excessos.

Foto: Divulgação/Progressistas//AFP//Câmara dos Deputados

Acordos construídos pelo PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ameaçam o futuro eleitoral dos principais líderes do Congresso. Em níveis diferentes, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o ex-presidente da Casa Arthur Lira (PP-AL), e o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), enfrentam dificuldades para fechar acordos políticos em seus estados.

Hoje, o cenário mais difícil se desenha nos casos de Lira e Ciro, que veem seus planos de candidaturas ao Senado esbarrarem na rivalidade com líderes regionais que são aliados de Lula. Em 2026, serão duas vagas por estado em disputa para a Casa.

Já Motta, com uma relação mais próxima do PT na Paraíba, está mais bem colocado para receber a bênção para emplacar o seu pai, o prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), como candidato a senador na chapa governista estadual.

Há, porém, forte concorrência de siglas aliadas, em processo no qual o partido de Lula pode favorecer outros nomes.

Lira quer neutralidade

Distante do presidente da República, Lira busca um acordo com o Palácio do Planalto e também com o bolsonarismo para que sua candidatura a senador não seja inviabilizada.

O MDB, forte no estado, tenta emplacar dois candidatos a senador, o que pode deixar Lira de fora e, além disso, há a possível entrada do deputado bolsonarista Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPI do INSS, na corrida pela vaga, nome considerado forte para a disputa.

Diante disso, o governo Lula não fez nenhuma sinalização a Lira ainda e tem deixado o MDB, de quem é aliado, tomar as rédeas dos acordos.

Em pesquisas locais, a disputa ao Senado é liderada por Renan Calheiros (MDB), seguido por Davi Davino (Republicanos) e Gaspar. Lira só aparece em quarto.

O ex-presidente da Câmara é relator da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, pauta cara ao governo, e o seu partido, o PP, já indicou trabalhar para fazer mudanças no texto na direção contrária do que o Planalto desejaria, como mexer nos critérios de compensações fiscais.

Além disso, ele construiu acordo com bolsonaristas para destravar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, que acabou arquivada no Senado.

Diante das dificuldades para concorrer a senador, é apontada a possibilidade de Lira tentar se reeleger deputado para depois articular a volta à presidência da Câmara em 2027. O deputado do PP descarta esse cenário.

— Não serei candidato a deputado federal e não tenho nenhum plano de voltar para a presidência da Câmara. Eu sou amigo do Hugo Motta, fui eleitor e principal articulador da eleição dele. Sou pré-candidato ao Senado. Davi Davino e Alfredo são aliados e não tem a possibilidade de sair Arthur, Davino e Alfredo (ao mesmo tempo para o Senado), nem tem espaço para isso — disse ao GLOBO.

Lira também apontou que é cedo e que até uma aliança entre o MDB e o PT pode mudar, a depender do cenário nacional. De acordo com ele, se o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), for o candidato da oposição à Presidência, haveria um afastamento entre as duas siglas também em Alagoas:

— Essa contextualização do MDB com o PT vai muito além disso. Se Tarcísio sair candidato dificilmente o MDB fica com o PT.

O presidente do PT, Edinho Silva, diz que é cedo para avaliar as alianças nos estados e que isso não afeta a relação do partido do presidente Lula com as outras legendas no Congresso.

— Muita coisa ainda vai acontecer para já falar em alianças e consequências. Nenhuma aliança ainda foi formalizada. Só conversas. E muita conversa está por vir.

Por sua vez, um dos principais aliados de Motta e presidente do partido de Lira, Ciro Nogueira, é o único dos três que se classifica abertamente como oposição a Lula e ao PT. O senador se elegeu com o apoio do PT em 2018, mas migrou para o bolsonarismo e, sem estar na chapa governista, agora tem o futuro mais ameaçado.

Um acordo no Piauí fechado entre PT, PSD e MDB para as duas vagas para o Senado e para a vaga para governador dificulta os planos do presidente do PP.

Ciro é também quem mais tem articulado contra o governo. Ex-ministro da Casa Civil do ex-presidente Jair Bolsonaro, ele procurou influenciar na aprovação de pautas como a PEC da Blindagem e da anistia e também pressiona para que outros partidos do Centrão se unam em torno de um mesmo candidato contra Lula em 2026.

Com as dificuldades no estado, o senador tenta se projetar nacionalmente e se viabilizar como candidato a vice-presidente. Procurado, o presidente do PP disse que seu plano A é concorrer à reeleição a senador.

Algumas pesquisas locais mostram o senador Marcelo Castro (MDB) e o deputado Júlio César (PSD) à frente. Mas Ciro cita seus próprios levantamentos:

— Estou disparado nas pesquisas no Piauí para o Senado.

No caso de Hugo Motta, apesar da boa relação com o PT, a construção de um acordo ainda precisa passar por acertos. A montagem da chapa para senador tem provocado divergências.

Já há acordo adiantados, por exemplo, para o PP indicar o candidato a governador do grupo governista, que deve ser o atual vice-governador Lucas Ribeiro, e o PSB indicar uma das vagas ao Senado, com o governador João Azevedo.

Nabor Wanderley, pai de Motta, tenta ser candidato a senador na outra vaga, mas o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), que vai tentar a reeleição, tem buscado Lula para um acordo, o que inviabilizaria o projeto da família de Motta.

Ter uma vaga no Senado é uma das metas do presidente da Câmara desde que ele foi reeleito deputado em 2022. Inicialmente o próprio Motta seria candidato a senador, mas o plano foi alterado depois que ele foi eleito presidente da Câmara. Agora, o pai assumiu essa missão.

A mais de um ano do pleito, Nabor já tenta arregimentar uma base de prefeitos para construir sua candidatura a senador.

O Globo

Foto: Victor Piemonte/STF

Com um voto que traz um claro contraponto ao que foi apresentado anteriormente na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luiz Fux defendeu a anulação do processo contra os réus do chamado núcleo crucial da suposta tentativa de golpe de Estado. Em sua deliberação, o magistrado entendeu que o caso não seria de competência da Suprema Corte e que houve cerceamento de defesa.

Além disso, Fux também votou pela improcedência das acusações contra os réus pelo crime de organização criminosa armada. Ao apresentar seus argumentos, o ministro proferiu diversas frases marcantes e que repercutiram nos noticiários ao longo da manhã desta quarta-feira (10).

Confira algumas delas:

– Juízo político

“Não compete ao STF realizar um juízo político, conveniente ou inconveniente, apropriado ou inapropriado. Compete a este tribunal afirmar o que é constitucional ou inconstitucional, legal ou ilegal”.

– Foro competente

“Os réus desse processo, sem nenhuma prerrogativa de foro, perderam os seus cargos muito antes do surgimento do atual entendimento. O atual entendimento é recentíssimo, deste ano”.

– Anulação total

“A minha primeira preliminar, ela anula completamente o processo por incompetência absoluta”.

– Tsunami de dados

“Salta aos olhos a quantidade de material comprobatório apreendido. Foi um verdadeiro ‘tsunami de dados’, bilhões de páginas entregues às defesas em prazo exíguo”.

– Imparcialidade

“O juiz deve acompanhar a ação penal com distanciamento, não apenas por não dispor de competência investigativa ou acusatória, como também pelo necessário dever de imparcialidade”.

– Responsabilização por dano

“Um acusado não pode ser responsabilizado por um dano provocado por terceiro. Especialmente se não houver a prova de qualquer vínculo ou determinação direta”.

– Certeza para condenação

“Aqui reside a maior responsabilidade da magistratura: condenar quando há certeza e, o mais importante, humildade para absolver quando houver dúvida”.

– Organização criminosa

“A denúncia não narrou, em qualquer trecho, que os réus pretendiam praticar delitos reiterados de modo permanente, como exige o tipo de organização criminosa”.

– Deliberação no Plenário

“Ao rebaixar a competência original do plenário para uma das turmas, estaríamos silenciando as vozes de ministros que poderiam esterilizar a forma de pensar sobre os fatos”.

– Banalização do foro

“A prerrogativa de foro sofreu inúmeras modificações. Houve certa banalização dessa interpretação constitucional”.

Com informações de Pleno.News

MASSACRE

Foi um verdadeiro massacre da direita sobre a esquerda a nível nacional. As imagens são claras: a direita mostrou uma superioridade que deixou boa parte do governo Lula em estado de choque e acendeu o alerta máximo do governo. A direita sai extremamente fortalecida, mesmo após toda a pressão do STF, na pessoa de Alexandre de Moraes. A direita mostrou uma determinação implacável e uma força a nível nacional que impressionou o mundo.

MUDANÇA DE DISCURSO

A mudança de discurso de Tarcísio ocorre após uma visita que o governador fez a Bolsonaro, que se encontra em prisão domiciliar. De acordo com informações, o governador de São Paulo teria ficado chocado com o estado depressivo do ex-presidente.

MUDANÇA DE DISCURSO II

Já outra ala atribui essa mudança a uma conversa a portas fechadas com Bolsonaro, onde o mesmo teria reconhecido que Tarcísio seria o nome de sua preferência para a presidência em 2026. O governador teria saído do encontro visivelmente emocionado e determinado a honrar toda a confiança depositada em seu nome.

DESESPERO

A esquerda já percebeu que o candidato à presidência da direita será Tarcísio de Freitas, após um discurso mais firme onde o governador mirou no STF, em especial no ministro Alexandre de Moraes, que vem promovendo um verdadeiro show de perseguições que estão sendo muito bem calçadas com as denúncias da Lava Toga, que mostram com muita clareza o modo como Moraes operava em um esquema de perseguição apenas a perfis de direita.

DESESPERO II

O desespero da linha de frente de Lula é simples e facilmente explicável por esse colunista: Tarcísio hoje é um candidato à presidência que une a extrema direita e a direita. Além disso, Tarcísio une também o centro e quase todos os setores econômicos em torno do seu nome. Isso somado a uma ótima administração em São Paulo, além de ser um nome que não carrega a rejeição de Bolsonaro nem muito menos a de Lula, o governador de São Paulo figura como um candidato imbatível para o pleito presidencial de 2026.

Uma reviravolta garantiu à oposição o comando da CPI Mista do INSS e a investigação do roubo aos aposentados e impôs mais uma derrota a Lula (PT). Mas isso não teria sido possível sem ausência de governistas que mais se beneficiam das benesses do Planalto. Humilhado na derrota, Omar Aziz (PSD-AM), queixou-se em conversas reservadas dos “mui amigos” que deram o bolo: senadores Cid Gomes (PSB-CE) e Renan Calheiros (MDB-AL), que nem deram as caras, e Eduardo Braga (MDB-AM), que só chegou em cima do laço.

TENSÃO NO GOVERNO

A mudança na CPI Mista do INSS, que resultou na presidência e relatoria da oposição, elevou significativamente a tensão no governo. Estrategistas principais projetam efeitos negativos para o governo no ano que antecede as eleições, que devem ser altamente polarizadas entre governo e oposição.

O IMPACTO É SIGNIFICATIVO

Analistas próximos ao governo avaliam que houve uma subestimação do poder de articulação da oposição. Este equívoco pode gerar desgaste político contínuo até o período eleitoral. Essa avaliação causou apreensão na base governista.

CHEGO JÁ

Foi decisiva também a ausência dos deputados Rafael Brito (MDB-AL), Bruno Farias (Avante-MG) e Mário Heringer (PDT-MG).

SALTO ALTO

Omar Aziz passou vergonha: “posou para fotos” como presidente antes do jogo, dando entrevistas como presidente da CPMI.

PERDEU MANÉ

Neolulista dedicado, Hugo Motta (Rep-PB) também pagou mico: até anunciou o correligionário aliado Ricardo Ayres (TO) como relator.

ÁGUA NO CHOPP

A oposição emplacou no comando da CPI o senador Carlos Viana (Pode-MG) e o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) como relator.

Lula (PT) se reuniu fora da agenda com o presidente da Câmara, Hugo Motta, na terça (12), na pauta: Eduardo Bolsonaro (PL-SP), exilado nos Estados Unidos. O petista quer se livrar do rival e também do filho. O governo precisa culpar alguém pelo próprio fracasso, na crise com os EUA, e o escolhido foi o deputado, a quem Lula atribui o enorme prestígio de influenciar decisões do governo Trump. Assim, Eduardo virou o responsável pelas sanções a Alexandre de Moraes, a reunião cancelada de Haddad ou a proibição de Alexandre Padilha ir à Disney.

PROCURANTDO CULPADOS

Lula sabe que sua recusa negociar o tarifaço provocará graves danos ao Brasil, por isso tenta transferir responsabilidades.

É SÓ APRESENTAR

O afável Motta prometeu que encaminharia ao corregedor eventual denúncia contra Eduardo, o que foi imediatamente providenciada.

CUSTO ELEVADO

O presidente da Câmara advertiu que eventual processo contra o deputado tem chances limitadas e pode paralisar as votações.

PAGANDO PARA ADERIR
O PT vê em Hugo Motta desespero por ser “aceito” no Planalto e cobra um preço elevado, “provas de lealdade” como cassar Eduardo.

PT DESCONFIADO 

Petistas que vivem em busca de inimigos imaginários para justificar o derretimento da popularidade de Lula, agora, desconfiam de Diego Coronel (PSD-BA), o corregedor da Câmara dos Deputados. O PT esperava fechar a semana já bem encaminhado o relatório contra os deputados que obstruíram a Mesa Diretora da Câmara, batendo à porta do Conselho de Ética. Acontece que Coronel sinalizou que pode usar o prazo que dispõe de até 45 dias. Foi aí que a coisa azedou.

BB SOB ATAQUE

A queda de 60% no lucro líquido do Banco do Brasil no 2º trimestre fez lembrar o aumento dos seus gastos inspirados em Janja, com viagens, patrocínios e eventos. O governo parece determinado a quebrar o BB.

NÃO TEM INFLUÊNCIA PARA ISSO

“Eduardo Bolsonaro não tem influência para reverter as tarifas impostas por Donald Trump”

Na realidade, essas medidas tarifárias foram motivadas pelas declarações do presidente Lula, que defende a redução do uso do dólar como referência no comércio global. O governo já foi alertado de que o Brasil não tem condições de cumprir os auxílios prometidos, muito menos de abrir mão de um parceiro comercial tão relevante como os Estados Unidos.

 CRISE SEM PRESEDENTES 

As tarifas de Donald Trump não afetaram apenas o Brasil. A questão é que o país parece ser o único a adotar uma postura conflituosa, enquanto nações como China e Índia, integrantes do BRICS, optaram por negociar com os Estados Unidos. Vale destacar que essas economias são mais robustas que a brasileira, mas reconhecem a importância do dólar para seus sistemas financeiros. Enquanto isso, o governo Lula parece conduzir o Brasil a um cenário de instabilidade, com riscos significativos de perda de empregos, consequência direta de posicionamentos considerados desalinhados com a realidade econômica.

NA MIRA

Após decretar a prisão domiciliar de Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes colocou sua esposa, Viviane Barci de Moraes, sob possível aplicação da Lei Magnitsky. De acordo com informações do jornalista Paulo Figueira, os Estados Unidos já estavam preparados para essa medida. Outras fontes jornalísticas indicam que a lei pode ser invocada contra a esposa do ministro a qualquer momento.

NA MIRA II

O problema é que Moraes não teria exposto apenas sua esposa à Lei Magnitsky, mas também parte da Primeira Turma do STF. Isso ocorre no mesmo dia em que surgem acusações contra o ministro, em um vazamento chamado “Vaza-Toga”, que pode comprometer a condução de processos relacionados ao inquérito sobre o suposto golpe.

SUICÍDIO

As recentes decisões de Alexandre de Moraes foram vistas por muitos no STF como um risco grave, que quase se tornou coletivo. Há dúvidas sobre quantos ministros apoiariam a decisão de prender Bolsonaro se o caso fosse submetido à Primeira Turma.

ANULAÇÃO

Há indícios crescentes de que provas teriam sido fabricadas nos casos relacionados ao 8 de Janeiro. Ministros do STF já discutem a possibilidade de anulação de eventuais condenações, diante do material divulgado no “Vaza-Toga”. Um jurista destacou que, se a Lava Jato foi anulada com vazamentos menos graves, o impacto deste pode ser ainda maior.

IMPEACHMENT

Para pressionar Davi Alcolumbre (União-AP) e acelerar a análise do pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes, parlamentares do PL e do PP buscam apoio para apresentar um requerimento assinado pela maioria absoluta do Senado (41 dos 81 senadores). A estratégia visa contornar a resistência do presidente da Casa.

A METADE

Nos partidos PP e PL, os parlamentares totalizam 21 assinaturas, mas, de acordo com documentos que circulam no Senado, esse número ultrapassa 30 senadores.

GENTE NA FILA

Além de PP e PL, também assinaram o documento parlamentares do Podemos, PSDB, Republicanos, União Brasil e PSD.

NA MOITA

Para evitar possíveis pressões do STF, os senadores optaram por não divulgar as adesões até que o processo seja formalmente protocolado e resolvido com Alcolumbre.

OFENSIVA

 

A oposição planeja obstruir as votações até que o pedido de impeachment seja analisado. Para muitos no Congresso, Alexandre de Moraes estaria reinterpretando a Constituição conforme seus interesses. Essa movimentação é considerada a mais significativa até o momento e já conta com o apoio de diversos partidos. Agora, resta aguardar os desdobramentos.

E AGORA, PRIMEIRA TURMA?


A recente revelação sobre a Lava Toga parte 2 trouxe à tona alegações de que o ministro Alexandre de Moraes teria monitorado votos e comentários nas redes sociais. Se Carmen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino continuarem a defendê-lo diante dessas acusações, questiona-se a legitimidade de suas posições. Alguns argumentam que proteger alguém acusado de violar a liberdade de expressão configura apoio a um crime grave. O debate gira em torno da conduta judicial e dos limites do poder, levantando dúvidas sobre a imparcialidade e a legalidade dessas ações.

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