O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta segunda-feira (23), que verbas de caráter indenizatório, os chamados penduricalhos, somente podem ser pagas a integrantes do Poder Judiciário e do Ministério Público quando estiverem previstas em lei aprovada pelo Congresso Nacional.

A decisão também define que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) devem se restringir à regulamentação do que já estiver previsto em lei, com indicação clara da base de cálculo, do percentual aplicado e do limite máximo do benefício.

Por meio de liminar, o ministro firmou um prazo de 60 dias para que tribunais e Ministérios Públicos estaduais interrompam o pagamento dos penduricalhos com fundamento em leis estaduais.

Também deu 45 dias para que sejam suspensos os pagamentos instituídos por decisões administrativas ou por atos normativos secundários.

“O pagamento de quaisquer verbas, após os prazos acima assinalados, em desconformidade com a presente decisão consubstanciará ato atentatório à dignidade da justiça e deverá ser apurado no âmbito administrativo-disciplinar e penal, sem prejuízo do dever de devolução de tais valores”, afirmou.

Ainda na decisão, Mendes aponta um “enorme desequilíbrio” nos “penduricalhos”.

Ele lembra que a Constituição determina que os magistrados recebam 90% do subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que é o teto do funcionalismo público. Por isso, quando há aumento no salário dos ministros da Corte, esse reajuste impacta automaticamente a remuneração dos juízes.

De acordo com o relator, essa regra foi criada para garantir a independência do Judiciário, evitando que a definição dos salários da magistratura dependa de decisões políticas tomadas nos estados.

Mendes também destacou a dificuldade em fiscalizar a criação dessas verbas, o que, na avaliação dele, reforça a necessidade de uma regra única em todo o país.

A decisão de Mendes segue a mesma linha dos atos do ministro Flávio Dino. No início de fevereiro, Dino determinou que os Três Poderes revisem e suspendam os “penduricalhos” ilegais do serviço público, isto é, sem fundamento legal específico.

Com informações de g1

O ex-presidente Jair Bolsonaro escolheu a esposa, Michelle, e a deputada federal Bia Kicis, ambas do PL, como candidatas ao Senado pelo Distrito Federal nas eleições de 2026. As informações são do Metrópoles.

A informação foi divulgada inicialmente pelo deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS), após visitar Bolsonaro no sábado, e confirmada por Bia Kicis ao Metrópoles nessa segunda-feira (23).

A dupla do PL deve apoiar Celina Leão (PP) como candidata a governadora do DF. Celina também terá no palanque o atual governador Ibaneis Rocha (MDB), que mantém candidatura a senador.

Ibaneis disse que continuará articulando para haver apenas um palanque de centro-direita no DF. “Afinal, nossos inimigos são outros. Entendo a fidelidade dos Bolsonaros à Bia, afinal, ela é uma das maiores escudeira deles”, comentou o governador, que citou ter o apoio da maioria dos partidos dessa ala política.

O América estreia nesta terça-feira (24) na Copa do Brasil contra o Grêmio Atlético Sampaio (GAS/RR), às 21h30, na Arena das Dunas, em Natal. O jogo é eliminatório e válido pela segunda fase da competição nacional. Quem vencer garante vaga na próxima etapa. Em caso de empate, a decisão será definida nos pênaltis. A partida terá transmissão do canal pago Prime Video.

Para o duelo decisivo, o técnico Ranielle Ribeiro terá apenas um desfalque confirmado. O zagueiro Guilherme Paraíba passou por cirurgia de emergência de apendicite e se recupera bem. Renzo surge como provável substituto na defesa, enquanto Nycollas Lopo ainda realiza fase de transição física após deixar o departamento médico.

A provável escalação do América conta com Renan Bragança, Lucas Mendes, Lucas Rodrigues, Renzo e Evandro; no meio-campo, Coppetti, Alexandre Aruá, Souza e Alisson Taddei; e, no ataque, a dupla Cassiano e Salatiel.

A arbitragem ficará sob responsabilidade de Paulo Roberto Alves Júnior, do Paraná, escolhido pela Confederação Brasileira de Futebol para conduzir o confronto.

Os ingressos seguem à venda para a torcida. Os bilhetes do setor Leste custam R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia), enquanto as cadeiras Premium são vendidas a R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia).

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), reuniu-se por cerca de 2h30 com os investigadores da Polícia Federal que apuram a fraude no Banco Master. No encontro, iniciado às 17h desta segunda-feira (23), os delegados da PF apresentaram relatório sobre o andamento das apurações.

De acordo com a Secretaria de Comunicação do STF, a PF apresentou a Mendonça um relato atualizado sobre o estágio das apurações do caso. “O encontro também serviu para apresentação à Polícia Federal da lista dos processos da Operação Compliance Zero e desdobramentos correlatos que tramitam na Corte sob a relatoria do ministro”, diz nota.

O encontro foi o segundo entre Mendonça e investigadores, sendo o primeiro de maneira presencial. O detalhamento das investigações ajudará o ministro na definição dos próximos passos.

Mendonça assumiu a relatoria do caso Master em 12 de fevereiro, com a saída de Dias Toffoli, após uma série de polêmicas.

Com informações de Metrópoles

A esposa do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro parece concordar com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) sobre o estado de saúde de seu marido.

“Ele pode não estar bem, mesmo! É humano, carrega uma cobrança e um peso absurdo nas costas, além da dor da saudade”, escreveu Heloísa Bolsonaro nesta tarde de segunda-feira (23), em uma rede social.

Além de abordar a saúde do marido, Heloísa fala do “sofrimento” da família diante da postura de Eduardo, especialmente da pressão que ele exerce contra o Supremo Tribunal Federal (STF), a instituição que condenou e prendeu seu pai.

“Eduardo sabia dos riscos. Sabia que quanto mais pressionasse o Supremo Tribunal Federal, mais sua própria família poderia sofrer. Mesmo assim, ele seguiu e segue firme. Mas, Eduardo não está bem… porque continua trabalhando, todos os dias, de forma voluntária, pelo Brasil que acredita. Ele acredita na união, na justiça e na liberdade. Acredita que o momentos difíceis exigem coragem, fé e perseverança”, afirmou ela.

Depois de reexaminadas, as contas de governo da Prefeitura de Mossoró referentes ao exercício financeiro de 2021, primeiro ano da gestão do prefeito Allyson Bezerra (UB), seguem com recomendação de desaprovação no Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE/RN), de acordo com o despacho do processo número 000628/2023.

O processo passou por auditoria da área técnica do Tribunal, que apontou irregularidades na condução da gestão fiscal e orçamentária. Mesmo após a apresentação de defesa e documentação complementar por parte do gestor, o corpo técnico da Diretoria de Controle de Contas de Governo e Gestão Fiscal manteve o entendimento desfavorável. Quatro foram as irregularidades mantidas após a análise da defesa.

Uma delas aponta não remessa ou remessa incompleta de documentos. De acordo com o parecer do TCE, a ausência desses documentos “compromete a transparência e a rastreabilidade das contribuições recolhidas”.

O TCE também apontou abertura de crédito suplementar superior ao autorizado. Apesar da defesa argumentar que o cálculo deveria incluir excesso de arrecadação, a análise técnica manteve a irregularidade. O entendimento é que “o parâmetro a ser considerado é a despesa fixada na LOA, e não a dotação atualizada nem tampouco a previsão de receita reestimada ao longo do exercício”. Tal ação “configura infração político-administrativa”.

Ausência de autorização para abertura de crédito especial também foi fator para o parecer pela desaprovação das contas de Allyson Bezerra. “A ausência de lei específica afronta o princípio da legalidade orçamentária”, lembrou a análise técnica.

A auditoria do Tribunal incluiu, ainda, o descumprimento do prazo de envio da. O atraso no envio da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2021 foi mantido como um achado formal, pois o prazo venceu durante a gestão atual.

Dois achados foram afastados após a defesa. São eles a contratação de operações de crédito sem anuência legislativa e as inconsistências apuradas na evidenciação das informações.

A conclusão do corpo técnico sugeriu a emissão de Parecer Prévio pela Desaprovação das Contas da Prefeitura Municipal de Mossoró, relativas ao exercício de 2021, em razão das irregularidades mantidas. A conclusão consta na Informação Conclusiva nº 173/2025, com fundamento no artigo 61 da Lei Complementar Estadual nº 464/2012.

Com o avanço do processo, o conselheiro relator Antônio Ed Souza Santana determinou o encaminhamento dos autos ao Ministério Público de Contas, onde o feito seguirá para análise e emissão de parecer pela procuradora Luciana Ribeiro, etapa obrigatória antes do julgamento definitivo pelo plenário do TCE.

O parecer prévio do Tribunal de Contas tem caráter técnico e serve de base para o julgamento político-administrativo das contas pela Câmara Municipal de Mossoró, responsável pela decisão final. O documento ainda deverá ser analisado pelo pleno do TCE.

Fonte: Carol Ribeiro, Diário do RN

Luiz Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, anulou e remeteu ao arquivo a investigação sobre o juiz José Antonio Dias Toffoli. A informação é da coluna de José Casado, da revista Veja.

O presidente do STF era relator da ação de Arguição de Suspeição de Toffoli no caso Master — o processo “AS 244”, classificado como “sigiloso”. A decisão é definitiva, sem possibilidade de recurso, e foi tomada neste sábado (21/2).

Toffoli renunciou à relatoria do caso Master sob pressão das indicações feitas pela Polícia Federal, diretamente a Fachin, a respeito de negócios com o grupo privado, que é responsável por fraude bilionária no sistema financeiro.

Ao anular e arquivar a investigação contra Toffoli, o presidente do tribunal cumpriu um acordo interno, feito em reunião na véspera do Carnaval.

Por unanimidade, confirmada em nota pública, os juízes do STF resolveram recusar a “arguição de suspeição”, apresentada a Fachin pela Polícia Federal, ao mesmo tempo em que julgaram a “plena validade dos atos praticados pelo ministro Dias Toffoli” na relatoria do caso Master.

Entre as múltiplas consequências, duas se destacam. Uma delas é que, na prática, os dez juízes passam a compartilhar a responsabilidade pela investigação sobre a fraude bilionária que só foi possível com a rede de apoio político construída pelos empresários do grupo Master no governo, no Congresso e no Judiciário. Outra é a permanência de Toffoli no caso. Ele foi deposto da relatoria, sob suspeita de conflito de interesses, mas segue com direito a voto no processo.

A Transparência Internacional criticou, na noite desta quinta-feira (19), o que classificou como gesto de “autoritarismo estarrecedor” do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, na determinação para que a Polícia Federal interrogue o presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco), Kleber Cabral.

Para a ONG, a decisão de Moraes evidencia o “declínio democrático brasileiro”, por que seria motivada por críticas do líder sindical ao fato de o ministro ter ordenado a operação contra servidores da Receita suspeitos de vazar dados fiscais envolvendo ministros da cúpula da Justiça do Brasil e seus familiares.

A reação da Transparência Internacional ainda considera que a fala de Kleber Cabral defendeu os auditores fiscais de “evidente abuso de autoridade” do ministro Alexandre de Moraes. E considerou o depoimento do presidente da Unafisco, marcado para esta sexta-feira (20), como um ato de “intimidação” vindo de um juiz constitucional.

A procuradora de Roraima Rebeca Ramagem, esposa do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, afirmou sofrer “perseguição política” após o governo estadual determinar seu retorno ao trabalho presencial. Ela está nos EUA com a família desde setembro, período em que o marido passou a ser considerado foragido após condenação por tentativa de golpe.

Em vídeo, Rebeca disse que exerce funções de forma remota desde 2016, sem prejuízo ao serviço, e que cerca de um terço dos procuradores atua em teletrabalho. Segundo ela, a exigência presencial seria arbitrária.

A procuradora também pediu licença médica de 60 dias por impactos emocionais ligados à situação familiar e tenta no Supremo Tribunal Federal desbloquear suas contas bancárias, em ação apresentada ao ministro André Mendonça. A defesa afirma que a medida impediu o recebimento do salário e gerou dificuldades financeiras para ela e as duas filhas.

Ramagem deixou o Brasil em 2025, foi condenado a 16 anos e teve o mandato parlamentar cassado. A defesa nega irregularidades e fala em perseguição política.

O pré-candidato a deputado federal Coronel Brilhante (PL) entrou em uma troca de tiros durante a noite de quinta-feira (19) em Caraúbas, cidade da região Oeste do Rio Grande do Norte.

A ação criminosa ocorreu após a gravação de um podcast no município, segundo relato do Coronel Brilhante à 98 FM. Ao passar pela via, o motorista do veículo em que Brilhante estava percebeu pedras colocadas no meio da pista, uma prática utilizada para forçar a parada de carros.

Ao reduzir a velocidade, dois homens encapuzados efetuaram disparos de arma de fogo em direção ao automóvel. Brilhante afirmou que os suspeitos, encapuzados, estavam a certa distância no momento dos tiros.

Ainda segundo o pré-candidato, ao perceber a aproximação dos criminosos, ele desceu do carro e reagiu, efetuando disparos. Os suspeitos fugiram em seguida. Após ultrapassar o bloqueio improvisado, ele retornou ao local e encontrou uma espingarda calibre 12 abandonada.

A Polícia Militar foi acionada e realizou diligências na área. Até a publicação desta matéria, os criminosos não foram localizados. Ninguém ficou ferido.

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