Ao que parece, vários parlamentares já tiveram acesso as informações a respeito da quebra do sigilo do banqueiro Daniel Vorcaro, o que inclui as mensagens que ele trocou com pessoas de todos os tipos. Dentre elas, inclusive, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Contudo, um detalhe que chamou a atenção de muita gente foi uma fala do deputado federal Kim Kataguiri, que disse que há “diálogos constrangedores” de Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro sobre modelos. Em vídeo publicado no Instagram, o parlamentar afirma:
“As mensagens mostram uma relação de proximidade muito grande com o ministro Alexandre de Moraes. Eu nem vou entrar no detalhe de diálogos constrangedores com modelos e tals, porque assim né? Isso não interesse para fins criminais. Mas fica muito claro, o Vorcaro fazia questão até de se gabar para mulheres com quem ele trocava mensagens, que estava em reunião com Alexandre, que estava com Alexandre.”
Alexandre de Moraes é casado com a advogada Viviane Barci, que tem um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master de Vorcaro.
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A CPI do Crime Organizado recorreu ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra a decisão do ministro Gilmar Mendes que suspendeu a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da empresa Maridt Participações S.A., que tem entre os sócios o ministro da Corte Dias Toffoli.
A notícia é do R7. Nos requerimentos, os senadores também pedem a correção da distribuição da relatoria desse processo.
A decisão de suspender a medida se deu após a companhia contestar a quebra dos sigilos. Ao analisar esse requerimento, Gilmar concluiu que houve desvio de finalidade da CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito], por ultrapassar os limites do fato que justificou a abertura dela.
Presidente da comissão, o senador Fabiano Contarato (PT-ES) argumentou que essas medidas buscam “assegurar o funcionamento da comissão e preservar as prerrogativas constitucionais de investigação do Poder Legislativo”.
Para o parlamentar, a decisão da Corte não é “razoável” e, para que um mandado de segurança seja concedido a pessoa jurídica, é necessário um instrumento judicial voltado à proteção da liberdade de pessoas físicas.
“Os Poderes são independentes e harmônicos entre si. Serei um verdadeiro guardião dessa premissa constitucional. Mas, como presidente [do colegiado], recorro da decisão porque, se a CPI não puder quebrar sigilo bancário ou telemático, se não puder convocar pessoas e se as testemunhas puderem simplesmente deixar de comparecer, esvazia-se o próprio sentido constitucional da existência dela. Precisamos dar uma resposta à altura, com legalidade e responsabilidade”, afirmou Contarato.
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O ex-atacante Reinaldo Aleluia morreu aos 53 anos na madrugada desta quinta-feira (5). Ele sofreu uma parada cardiorrespiratória na última terça-feira (3). O ex-jogador tratava um problema crônico no rim e não resistiu às complicações de saúde.
Natural de Salvador, o atleta iniciou sua formação nas categorias de base do Bahia no ano de 1992. O jogador participou do grupo campeão baiano de 1994, marcado pelo famoso gol de Raudinei. Seu retorno à equipe ocorreu para uma segunda passagem na temporada de 2008.
A carreira do profissional teve destaque também no estado do Rio Grande do Norte. Reinaldo defendeu o ABC nas temporadas de 2000, 2003 e 2004. O atacante integrou o elenco que venceu os dois turnos e conquistou o Campeonato Potiguar de 2000. Essa vitória assegurou o tetracampeonato em sequência para o time alvinegro.
Já no América, Reinaldo teve uma curta passagem de 12 jogos durante a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro de 2003.
Outra passagem marcante ocorreu no estado do Ceará entre os anos de 2004 e 2007. Ele disputou 97 partidas pelo time alvinegro local e anotou 20 gols. O clube cearense emitiu comunicado oficial desejando conforto aos entes próximos e informou que a família divulgará os detalhes sobre o velório e o sepultamento.
O currículo esportivo de Aleluia registrou atuação em diversas outras agremiações ao longo dos anos. A relação de equipes inclui América Mineiro, Vila Nova, Juventude e Sport. Ele defendeu ainda as camisas do Remo e do Brasiliense. A trajetória contou também com uma breve experiência internacional no Espérance, da Tunísia.
Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, obtidas pela Polícia Federal (PF), mostram que o ex-banqueiro classificou como “ótimo” o encontro que ele teve em dezembro de 2024 com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros do governo no Palácio do Planalto.
O GLOBO teve acesso às trocas de mensagens entre o ex-banqueiro e a sua então namorada, Martha Graeff, no dia 4 de dezembro de 2024.
Pela manhã, ela escreve para o namorado desejando boa sorte e que ele consiga alcançar o objetivo dele. Pouco antes das duas da tarde, Vorcaro responde que “acabou agora” o encontro. “Foi ótimo/ Muito forte/ Ele chamou o presidente do banco central que vai entrar/3 ministros”, disse.
O encontro, revelado pelo colunista do GLOBO Lauro Jardim, não consta na agenda oficial de Lula. Na época, o dono do Banco Master já se articulava para sanar os problemas de liquidez do banco. O ex-ministro da Economia do petista Guido Mantega intermediou o encontro com o presidente, que também teve participação dos ministros Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Silveira (Minas e Energia).
Com a reunião já em curso, o presidente mandou chamar o futuro presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Neste ano, Lula afirmou em entrevista que Vorcaro disse a ele que sofria uma “perseguição”.
Questionado, em entrevista ao portal UOL, sobre o encontro que teve com o banqueiro, Lula disse já ter recebido outros empresários. O presidente também confirmou que Vorcaro fora levado ao seu encontro por Mantega, que prestou consultoria ao banco.
“Primeiro, eu já recebi o Itaú, Bradesco, Santander, BTG Pactual, e não tinha uma agenda comigo. E quando o Guido veio com o André Vorcaro (sic) a Brasília e pediu para eu atender, eu chamei o (Gabriel) Galípolo (presidente do Banco Central), o Rui Costa (ministro da Casa Civil), da Bahia, que conhecia ele. E ele então me contou da perseguição que estava sofrendo, que tinha gente interessado em derrubar ele, não sei das quantas”, disse Lula.
“O que eu disse pra ele: não haverá posição política pró ou contra o Banco Master. O que haverá será uma investigação técnica, feita pelo Banco Central. Foi essa a conversa. ‘Você fique tranquilo, que a política não entrará na investigação do seu banco, o que entrará será a competência técnica do Banco Central pra saber se está errado, se você quebrou, se não quebrou, se tem dinheiro lavado ou não tem. E é isso que está sendo feito”, acrescentou o presidente.
Ministros do Supremo Tribunal Federal avaliam, reservadamente, como “positiva” uma eventual declaração de impedimento do ministro Dias Toffoli no julgamento da nova fase da Operação Compliance Zero, que pode confirmar a prisão do empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.
A decisão que determinou a prisão foi assinada pelo ministro André Mendonça e será analisada pela Segunda Turma em sessão virtual a partir de 13 de março.
Nos bastidores da Corte, magistrados afirmam que não há impedimento técnico para a participação de Toffoli, mas avaliam que um eventual afastamento ajudaria a encerrar o desgaste institucional gerado pelo caso.
Toffoli deixou a relatoria da investigação em fevereiro, após reunião convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, depois que a Polícia Federal informou a existência de menções ao ministro em mensagens encontradas no celular de Vorcaro.
Apesar disso, como não houve declaração formal de suspeição, Toffoli ainda pode participar do julgamento. Caso se declare impedido, existe a possibilidade de empate na Segunda Turma — formada também por Gilmar Mendes, Kássio Nunes Marques e Luiz Fux — situação em que prevalece a decisão mais favorável ao réu.
A decisão de Mendonça também autorizou a terceira fase da operação, que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes no sistema financeiro, envolvendo crimes como gestão fraudulenta, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Deflagrada em 2025, a Operação Compliance Zero já teve três fases e apura suspeitas de venda de créditos sem lastro, uso de fundos de investimento para circulação de recursos e tentativas de interferência nas investigações.
Com Flávio Dino, a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) já tem dois votos para manter a decisão do ministro Alexandre de Moraes que negou a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A negativa está sendo analisada pela Primeira Turma em sessão virtual. Como a decisão foi monocrática, ela passa agora pelo referendo dos colegas do colegiado.
No modelo virtual, os ministros da Primeira Turma terão até 23h59 desta quinta para registrar os votos na página on-line do processo. Até o momento, o placar está em 2 a 0 para manter a decisão. A maioria é alcançada com três votos.
Compõem o grupo Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
A concessão de domiciliar a Bolsonaro foi negada por Moraes na segunda-feira (2). A defesa do ex-presidente alegou que ele apresenta um quadro clínico complexo, com múltiplas comorbidades, e pediu a conversão da pena para prisão domiciliar por razões humanitárias.
Após passar por avalição médica, porém, os peritos conluíram que as doenças do ex-presidente estão sob controle clínico e medicamentoso e que a Papudinha tem estrutura adequada para a permanência dele.
Outro ponto considerado na decisão foi a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, quando ele ainda respondia ao processo sobre tentativa de golpe de Estado. Bolsonaro tentou remover o equipamento queimando ele com um ferro de solda. Para Mores, isso demonstrou uma possível tentativa de fuga e desrespeito às ordens judicias.
“A dolosa e ostensiva tentativa de fuga com destruição aparelho de monitoramento eletrônico é mais um fator impeditivo para a cessação da prisão em estabelecimento prisional e concessão de prisão domiciliar, conforme entendimento pacifico na jurisprudência”, escreveu.
O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado para se manter no poder mesmo após a derrota nas eleições de 2022. Ele hoje cumpre pena em uma sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar, no Complexo da Papuda, em Brasília.
CNN Brasil
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O presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana, e o relator da Comissão, o deputado Alfredo Gaspar, fizeram duras críticas a decisão do ministro Flavio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a quebra de sigilo da empresária Roberta Luchsinger, apontada como “amiga de Lulinha”. Assista abaixo:
“Recebo com profunda indignação e enorme preocupação institucional a decisão liminar proferida pelo ministro Flávio Dino, que suspende os efeitos da quebra de sigilo aprovada pela comissão parlamentar mista de inquérito do INSS. Essa decisão ocorre após o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, ter analisado formalmente os questionamentos levantados e concluído, de forma expressa, que a votação realizada na CPMI respeitou integralmente o regimento e a Constituição brasileira”, declarou Viana.
Investigar
Na avaliação do presidente da CPMI, a Presidência do Senado reconheceu a legalidade do procedimento e manteve a decisão soberana da comissão. Além disso, Viana disse que a CPMI ainda não foi informada oficialmente pelo STF e que ele soube da decisão pela imprensa.
“A comissão apenas exerceu o poder constitucional de autorizar medidas investigativas, como fazem CPIs no Congresso Nacional há décadas. Investigar não é condenar. Investigar é buscar a verdade. Também causa estranheza a alegação de que não teria havido debate ou fundamentação adequada nos requerimentos aprovados pela comissão. Isso simplesmente não corresponde à realidade dos fatos”, protestou Viana.
O senador acrescentou que, durante a votação de requerimentos em bloco na CPMI, deputados federais e senadores puderam defender ou criticar as matérias votadas. Disse também que a fundamentação está registrada nos requerimentos, com justificativa detalhada dos indícios e da necessidade de cada medida para a investigação.
“Será que, agora, porque estamos muito próximos de núcleos de poder, de revelar ao país grandes influências políticas que levaram a sustentar todo esse esquema de roubo na Previdência brasileira, será que é por isso que nós estamos [enfrentando] essa tentativa de impedir, atrapalhar e atrasar os trabalhos da CPMI? É uma pergunta que eu deixo aqui em nome do povo brasileiro”, questionou o parlamentar.
Fiscalizar
Viana afirmou que o STF já reconheceu anteriormente que CPIs constituem direito público subjetivo das minorias parlamentares, essencial para o equilíbrio entre os Poderes da república. Para ele, as CPIs são instrumentos de um Parlamento livre que existem para fiscalizar o poder em nome da população.
“Nós estamos diante de uma decisão que desrespeita este Parlamento e que tenta criar uma possibilidade dentro de uma investigação que está muito próxima de revelar ao país todos os esquemas desse subterrâneo que foi a roubalheira no INSS. O Congresso Nacional não é órgão decorativo da república. O Congresso representa o povo brasileiro, e nós exigimos respeito. Quando o Congresso decide investigar crimes contra aposentados, viúvas e idosos, o Congresso está cumprindo exatamente o papel que a Constituição nos atribuiu (.). Não vamos fazer outra votação”, declarou Viana, acrescentando também que não pretende desrespeitar as decisões do Supremo.
O relator da CPMI, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), disse que a decisão de Dino é atípica e “um péssimo exemplo para a democracia”. Para ele, o ministro do STF “atacou a independência do Congresso Nacional e a harmonia entre os poderes”.
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A defesa de Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, entrou no STF para tentar derrubar a decisão da CPMI do INSS que determinou a quebra de seus sigilos fiscal e bancário. O pedido foi encaminhado ao ministro Flávio Dino, sorteado relator do caso.
Segundo a apuração, a iniciativa foi protocolada após decisão judicial desta quarta-feira (4) suspender a quebra de sigilo da empresária Roberta Luchsinger, apontada como amiga de Lulinha. A defesa sustenta que o mesmo entendimento adotado para ela deve ser estendido ao filho do presidente.
A quebra de sigilo — medida que permite acesso a dados fiscais e movimentações bancárias — havia sido aprovada pela CPMI do INSS em votação em bloco. O pedido agora é para que os efeitos dessa decisão sejam suspensos no caso de Lulinha.
Com o caso sob relatoria de Flávio Dino no STF, outros investigados atingidos na mesma votação também poderão recorrer à Corte para tentar suspender as medidas aprovadas pela comissão.
O ministro do STF Flávio Dino suspendeu a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e de outros alvos aprovada pela CPMI do INSS em votação na quinta-feira (26/2).
A decisão foi proferida após a empresária Roberta Luchsinger, também alvo de quebra de sigilo, ingressar com um mandado de segurança no Supremo pedindo a suspensão da medida.
“Ante o exposto, concedo em parte a medida liminar para suspender os efeitos do ato impugnado e o cumprimento dos ofícios respectivos ou, subsidiariamente, caso já tenham sido encaminhadas informações, determino o sobrestamento e a preservação sob sigilo pela Presidência do Senado Federal. Não há obstáculo a eventual novo procedimento no âmbito da CPMI, desta feita com análise, debate, motivação e deliberação de modo fundamentado e individualizado. A adoção desses passos e ritos deve ser devidamente registrada em ata, como atendimento do dever constitucional de motivação”, escreveu Dino.
O STF está se autodestruindo e ficando mais queimado do que bituca de cigarro em cinzeiro de motel.
Mojtaba Khamenei, filho mais velho do aiatolá Ali Khamenei, surge como o principal candidato a se tornar o próximo líder supremo do Irã. De acordo com uma apuração do The New York Times, três autoridades iranianas afirmaram que o conselho de especialistas na Assembleia de Peritos, responsável pela escolha do novo líder supremo, teria apontado Mojtaba como o favorito ao cargo.
As fontes ouvidas pelo jornal americano indicaram que o anúncio poderia acontecer já na manhã desta quarta-feira (4). No entanto, alguns integrantes da Assembleia de Peritos teriam expressado reservas quanto à nomeação de Mojtaba Khamenei, temendo que ele se torne um alvo potencial para ataques dos Estados Unidos e de Israel.
A Assembleia de Peritos tem realizado reuniões de forma virtual para discutir a sucessão. Na terça-feira (3), o grupo se reuniu duas vezes. A decisão de realizar os encontros remotamente veio após Israel ter lançado um ataque ao prédio onde aconteceria a reunião presencial, embora o local estivesse vazio no momento.
A estratégia de realizar reuniões virtuais foi adotada como medida de precaução para evitar que novas lideranças iranianas fossem atacadas. O processo de sucessão ocorre em um momento de grande tensão geopolítica na região, com o Irã enfrentando pressões externas significativas e a necessidade de manter a estabilidade interna durante a transição de poder.
CNN Brasil
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