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Categoria: Saúde

Uma nova subvariante da Covid-19 já começou a circular fora do Brasil e tem sido monitorada por cientistas. Conhecida como “Cicada”, a BA.3.2 foi identificada em ao menos 23 países e se destaca pelo número elevado de mutações.

Dados iniciais, no entanto, indicam que a linhagem não está associada a aumento de casos graves ou de hospitalizações, mantendo o padrão observado nas subvariantes mais recentes da Ômicron.

A seguir, especialistas explicam o que é a subvariante, quais são os sintomas e o que se sabe sobre a proteção das vacinas e o risco de circulação no Brasil.

Entenda o que é a subvariante ‘Cicada’
A BA.3.2 é mais uma subvariante da Ômicron, e não uma nova variante independente. Isso significa que ela faz parte de um processo contínuo de evolução do vírus, que acumula mutações para se manter em circulação.

Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), explica que essa dinâmica já era esperada.

Desde a chegada da Ômicron, o vírus deixou de apresentar grandes “saltos” entre variantes —como ocorreu entre Alfa, Delta e a própria Ômicron— e passou a evoluir por meio de sublinhagens.

Essas mudanças seguem uma lógica adaptativa: à medida que a população desenvolve imunidade, o vírus sofre mutações que permitem escapar parcialmente dessa proteção e continuar se espalhando.

O que tem de diferente na linhagem
O principal diferencial da “Cicada” está na proteína Spike, estrutura usada pelo vírus para invadir as células humanas.

Segundo Juarez Cunha, diretor da SBIm, a subvariante apresenta cerca de 75 mutações nessa proteína —número considerado elevado.

Esse tipo de alteração pode impactar a forma como o sistema imunológico reconhece o vírus, favorecendo o chamado “escape de anticorpos”, fenômeno já observado em outras fases da pandemia.

Na prática, isso pode aumentar o risco de infecção mesmo em pessoas vacinadas ou previamente infectadas, sem necessariamente significar quadros mais graves.

Sintomas: há algo diferente?
Até agora, não.

De acordo com os especialistas ouvidos pela reportagem, o perfil clínico permanece semelhante ao das versões recentes da Ômicron, com sintomas como:

febre
dor de garganta
tosse
coriza
cansaço
Não há sinais de manifestações novas ou mais agressivas associadas à subvariante.

Cunha afirma que os relatos atuais não indicam mudança no padrão da doença, que segue predominantemente leve na maioria dos casos.

Vacinas continuam funcionando?
Sim, especialmente contra formas graves.

Mesmo com mutações que permitem algum escape imunológico, as vacinas seguem desempenhando seu papel mais importante: evitar hospitalizações e mortes.

Kfouri destaca que os imunizantes nunca acompanham exatamente a versão mais recente do vírus, mas ainda assim mantêm proteção consistente contra quadros graves, geralmente entre 6 e 12 meses após a dose.

Esse padrão se mantém porque todas as subvariantes atuais descendem da Ômicron, o que preserva parte da resposta imunológica induzida pelas vacinas.

Há aumento de casos graves?
Até o momento, não há evidências de aumento de gravidade ou de internações associadas à “Cicada”.

O que se observa, em alguns países, é um possível aumento proporcional de casos em crianças —hipótese que ainda está sendo investigada e pode estar relacionada ao fato de muitas delas não terem tido contato prévio com o vírus.

A variante já chegou ao Brasil?
Até o último boletim disponível, não havia confirmação oficial da circulação da BA.3.2 no país. Ainda assim, especialistas consideram provável que isso aconteça.

Isso porque a subvariante já demonstrou capacidade de disseminação internacional rápida, o que historicamente leva à sua introdução em diferentes regiões do mundo em pouco tempo.

O que preocupa agora
Mais do que a subvariante em si, o principal ponto de atenção apontado pelos especialistas é a queda na vacinação.

Cunha alerta que a Covid-19 continua causando hospitalizações e mortes, especialmente entre idosos, crianças pequenas e gestantes —justamente os grupos com menor cobertura vacinal recente.

Hoje, a doença tem comportamento semelhante ao de vírus respiratórios sazonais, como a influenza, mas ainda com impacto relevante na saúde pública.

Fonte: g1

O câncer de intestino está entre os tumores mais frequentes no mundo e tem chamado a atenção de especialistas pelo aumento de diagnósticos em pessoas mais jovens. A doença, também conhecida como câncer colorretal, está associada a diversos fatores, entre eles hábitos de vida, alimentação e condições metabólicas.

Apesar da alta incidência, um dos principais desafios no combate ao câncer de intestino é que ele pode evoluir por muito tempo sem provocar sinais claros. Isso faz com que muitos casos sejam descobertos apenas em fases mais avançadas da doença.

“Ele é silencioso. Nas fases mais avançadas, surgem os sintomas alteração do ritmo intestinal, mudança no padrão das evacuações, afilamento das fezes, presença de muco ou sangue nas fezes, anemia sem causa definida, perda de peso sem explicação e dores abdominais recorrentes”, explica a coloproctologista Geanna Resende, do Instituto Órion do Aparelho Digestivo.

Esses sinais podem ser confundidos com outros problemas gastrointestinais, o que reforça a importância de procurar avaliação médica sempre que houver mudanças persistentes no funcionamento do intestino.

Sintomas do câncer de intestino


– O câncer colorretal não apresenta sintomas em seu estágio inicial e, quando os sinais começam a surgir, em geral são inespecíficos.
– Quando o tumor causa sintomas, muitas vezes, já está em uma fase mais avançada.
– Os sintomas mais comuns incluem alteração do ritmo intestinal, presença de sangue nas fezes, cólicas ou desconforto abdominal, sensação de empachamento, perda de peso e anemia.

Rastreamento é fundamental


A prevenção e o diagnóstico precoce são considerados as estratégias mais eficazes para reduzir a mortalidade associada à doença. Isso porque a maioria dos cânceres de intestino se desenvolve lentamente, a partir de pólipos, que são tumores inicialmente benignos.

Com o passar dos anos, essas lesões podem sofrer alterações celulares e se transformar em tumores malignos.

Nesse cenário, a colonoscopia desempenha um papel essencial, pois permite identificar e retirar esses pólipos antes que evoluam para câncer.

“Caso você não apresente nenhum sintoma e não tenha histórico familiar de câncer ou pólipos intestinais, o consenso é iniciar o rastreamento por meio da colonoscopia aos 45 anos, independentemente do sexo. Quando há casos na família, o exame pode precisar ser feito mais cedo”, explica Geanna Resende.

Como reduzir o risco da doença?


Obesidade, sedentarismo, alimentação inadequada, consumo excessivo de álcool e tabagismo estão entre os principais fatores associados à doença. Por isso, além do rastreamento, mudanças no estilo de vida são importantes para reduzir o risco de desenvolvimento do câncer de intestino.

Adotar uma alimentação rica em fibras, manter uma rotina de atividade física, evitar o cigarro e reduzir o consumo de bebidas alcoólicas são medidas que ajudam a proteger a saúde intestinal.

A oncologista Daiana Ferraz, da Cetus Oncologia, destaca que a combinação entre prevenção e atenção aos sintomas pode fazer diferença no prognóstico da doença.

“É fundamental realizar exames de rastreamento, como a colonoscopia, especialmente a partir dos 45 anos ou antes quando há histórico familiar. Também é importante ficar atento a qualquer sinal suspeito e procurar avaliação médica. O diagnóstico precoce e a prevenção podem salvar vidas”, finaliza.

Metrópoles

As canetas emagrecedoras revolucionam mais do que a perda de peso. Elas transformam a relação com o corpo. O peso fica sob controle. Mas e o resto? As histórias de pessoas que usam essas drogas e sentiram seus efeitos, para o bem e para o mal, ilustram os desafios da era dos corpos moldados por canetas, o que já se sabe e o que se precisa descobrir.

Os efeitos positivos e negativos vão bem além da perda de peso e o preço que não é pago só com dinheiro. Ele varia de acordo com características individuais e a forma como as canetas são usadas. Spoiler: o mau uso custa mais caro.

Quando vale a pena?


As amigas Maria e Natalia viram as canetas emagrecedoras transformarem a vida, para melhor. Conquistaram uma perda de peso que impressiona. Em três meses de caneta Mounjaro (tirzepatida, cuja patente não caiu), perderam mais de dez quilos cada uma. Mas isso não sem sofrer efeitos colaterais.

Mas ambas adoram o resultado da caneta. Estão de bem com o espelho e felizes com exames médicos favoráveis — Maria era pré-diabética. Porém, planejam trocar de caneta. Não pelos efeitos adversos. E sim pelo preço elevado. Como milhões de pessoas, esperam ansiosas por novas versões mais baratas da semaglutida, após a queda da patente.

Maria Odete Ramim, de 43 anos, teve dor de cabeça, mal-estar, letargia, indigestão, enjoo e episódios alternados de prisão de ventre e diarreia. De início, não aguentava nem sair do sofá. Natalia Batista, de 20 anos, sofreu com vômitos, indigestão e diarreia. E tinha permanente letargia.

Mas as duas amigas estão satisfeitas com o emagrecimento. Tinham recomendação médica, fizeram tudo certo e superaram os problemas.

— Fui criada por “avó”, mimada. Adoro comer de tudo, coisas que engordam. Para piorar, sou sedentária e trabalho sentada. Amo cozinhar e nunca consegui seguir uma dieta. A caneta mudou isso — diz Maria, que só resolveu fazer o tratamento depois que ficou pré-diabética.

A família dela é amiga da de Natalia e fazer “invenções” na cozinha era um programa frequente. Não mais.

— Sempre fui meio gordinha, mas também muito ativa, gosto de dançar, de exercício. Mas não conseguia seguir uma dieta. Sei que obesidade é uma doença crônica, a caneta me ajuda muito. Me deixa confortável com minha imagem — afirma Natalia.

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Quase 40% dos casos de câncer poderiam ser evitados com mudanças em fatores de risco modificáveis. A estimativa aparece em análises epidemiológicas amplas publicadas na revista científica CA: A Cancer Journal for Clinicians, uma das publicações médicas mais influentes na área de oncologia.

Os estudos indicam que hábitos como fumar, consumir álcool em excesso, manter alimentação inadequada ou ter obesidade estão entre os principais fatores que aumentam a probabilidade de desenvolver tumores. Ao mesmo tempo, intervenções de saúde pública —como campanhas antitabagismo, vacinação e programas de rastreamento— já evitaram milhões de mortes nas últimas décadas.

Dados do National Cancer Institute mostram que, apenas entre 1975 e 2020, quase 6 milhões de mortes por câncer foram evitadas graças à prevenção, ao diagnóstico precoce e aos avanços no tratamento.

A seguir, veja sete estratégias baseadas em evidências científicas que ajudam a reduzir o risco de câncer.

1. Não fumar (a medida mais eficaz)

O tabagismo continua sendo a principal causa evitável de câncer. Estudos indicam que ele está associado a pelo menos 17 tipos de tumores, incluindo pulmão, boca, garganta, esôfago, pâncreas e bexiga.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o cigarro é responsável por cerca de 19% de todos os casos de câncer e quase 30% das mortes pela doença.

A interrupção do hábito traz benefícios relativamente rápidos. Pesquisas mostram que 10 anos após parar de fumar, o risco de câncer de boca, laringe e faringe pode cair pela metade.

2. Manter peso saudável

O excesso de peso é hoje um dos fatores de risco mais relevantes para câncer. Estimativas indicam que 7,6% dos casos da doença estão associados à obesidade.

O acúmulo de gordura corporal pode aumentar a produção de hormônios como estrogênio e insulina e favorecer inflamação crônica, mecanismos que ajudam a explicar a relação com tumores como:

  • mama
  • endométrio
  • fígado
  • rim
  • cólon
  • pâncreas

Estudos também mostram que perder peso pode reduzir o risco de câncer relacionado à obesidade.

3. Melhorar a alimentação

Padrões alimentares também influenciam diretamente o risco de câncer.

Dietas ricas em carnes processadas, alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas têm sido associadas a maior incidência de alguns tumores, especialmente câncer colorretal.

Por outro lado, pesquisas indicam que dietas com maior consumo de:

  • frutas,
  • vegetais,
  • grãos integrais,
  • peixes e
  • oleaginosas

estão associadas a menor risco de vários tipos de câncer.

Uma meta-análise publicada em 2024 na revista científica PLOS ONE, que reuniu dados de 95 estudos com quase 5,8 milhões de participantes, observou que pessoas com maior hábito de consumo de peixe tiveram cerca de 15% menos risco de desenvolver câncer colorretal.

4. Praticar atividade física regularmente

A prática de exercícios ajuda a reduzir o risco de pelo menos nove tipos de câncer, incluindo mama, cólon e endométrio.

Pesquisadores estimam que mais de 46 mil casos de câncer por ano poderiam ser evitados se todas as pessoas atingissem os níveis recomendados de atividade física.

Além da prevenção, o exercício também parece melhorar o prognóstico de pacientes já diagnosticados com câncer.

5. Reduzir o consumo de álcool

O álcool está associado a pelo menos sete tipos de câncer, incluindo:

  • mama,
  • fígado,
  • esôfago,
  • intestino e
  • cavidade oral.

Mesmo níveis moderados de consumo aumentam o risco. Estudos internacionais indicam que cerca de 5% dos casos de câncer são atribuíveis ao álcool.

A substância pode causar danos ao DNA, aumentar a inflamação e interferir no metabolismo de hormônios.

6. Vacinar-se contra vírus associados ao câncer

Alguns cânceres são provocados por infecções virais ou bacterianas.

O principal exemplo é o Human papillomavirus (HPV), responsável por quase todos os casos de câncer de colo do útero e pela maioria dos cânceres de ânus e parte dos tumores de garganta.

A vacina contra HPV pode quase eliminar o risco desses cânceres relacionados ao vírus.

Outros microrganismos associados à doença incluem:

  • vírus da hepatite B e C (ligados ao câncer de fígado),
  • bactéria Helicobacter pylori (associada ao câncer gástrico).

7. Proteger-se da radiação ultravioleta

A exposição excessiva ao sol é a principal causa de câncer de pele.

A radiação ultravioleta responde por cerca de 92% dos casos de melanoma, o tipo mais agressivo da doença.

Queimaduras solares repetidas —especialmente na infância— aumentam significativamente o risco.

Medidas simples ajudam a reduzir a exposição:

  • usar protetor solar,
  • evitar sol intenso no meio do dia,
  • usar chapéus e roupas de proteção e
  • evitar câmaras de bronzeamento artificial.
Prevenção depende também de fatores sociais

Para o oncologista do grupo Oncoclínicas e da Americas Health Foundation, Stephen Stefani, as medidas de prevenção exigem constância e devem fazer parte de uma rotina de saúde ao longo da vida.

“Nunca é tarde para começar. Não precisa ser necessariamente um paciente de alto risco para adotar esses hábitos. Eles não têm impacto imediato de um dia para o outro. É preciso criar uma agenda de prática para que as pessoas incorporem essas mudanças. E quanto antes isso acontecer, maior tende a ser o ganho em termos de prognóstico.”

Segundo ele, condições como acesso limitado a alimentos saudáveis, falta de espaços para atividade física ou exposição à poluição também influenciam o risco de câncer.

Com informações de g1

 

A ciência contemporânea tem consolidado o papel da microbiota intestinal como um pilar central da saúde humana, influenciando desde a imunidade até funções cerebrais. Nesse cenário, o consumo de sucos 100% fruta — tanto naturais quanto versões prontas para consumo — surge como um aliado estratégico para o equilíbrio dessas bactérias benéficas. Segundo o nutricionista Pedro Perim, mestre em ciência e especialista em Nutrição Esportiva, essas bebidas são opções práticas para complementar a dieta e promover o bem-estar geral.

Entenda
– Microbiota em foco: o conjunto de bactérias intestinais regula processos vitais e pode ser favorecido por compostos presentes nas frutas.
– Praticidade nutricional: versões “de caixinha” 100% fruta são aliadas na rotina para quem busca densidade nutritiva com conveniência.
– Compostos bioativos: vitaminas e flavonoides em sucos cítricos e de uva auxiliam na redução de inflamações intestinais.
– Suporte terapêutico: a bebida é uma alternativa eficaz para pacientes com náuseas ou saciedade precoce devido ao uso de medicamentos.

Para desmistificar o impacto dessa bebida no organismo, Pedro Perim esclarece dúvidas frequentes que permeiam o consultório e as redes sociais. Um dos principais equívocos é acreditar que o suco prejudica o intestino. Na realidade, quando consumido sem adição de açúcares, ele estimula a diversidade microbiana.

“Os compostos bioativos, como a vitamina C e os flavonoides, apresentam efeitos positivos diretos na saúde do trato digestório”, pontua o especialista.

Outra questão recorrente envolve o controle de peso. De acordo com Perim, evidências científicas indicam que a ingestão moderada (entre 120 ml e 250 ml diários) não está associada ao aumento do Índice de Massa Corporal (IMC). O especialista reforça que o ganho de peso depende do contexto alimentar global, e não de um alimento isolado.

Uso de medicamentos e suplementação alimentar
Um aspecto inovador destacado pelo nutricionista é o benefício para usuários de análogos de GLP-1. Pacientes sob esse tratamento frequentemente enfrentam desafios nutricionais devido à saciedade extrema e enjoos. Por ser um líquido de fácil digestão, o suco 100% fruta ajuda a manter a oferta de minerais e vitaminas essenciais, preservando a microbiota desses indivíduos.

Apesar dos benefícios, o especialista alerta: o suco é um complemento e não deve substituir integralmente as frutas in natura. “O suco é uma excelente opção para preencher lacunas nutricionais, especialmente para quem não atinge a recomendação de cinco porções diárias de vegetais”, explica. Escolher versões de qualidade e manter a moderação é, portanto, uma estratégia inteligente para integrar saúde física e mental através da nutrição.

Metrópoles

Publicado no Journal of Investigative Dermatology, um estudo abordou a melhora dos níveis de vitamina C e da função cutânea após o consumo de uma determinada fruta. Conforme os pesquisadores, recomenda-se comer dois kiwis por dia a fim de obter os benefícios do alimento e, consequentemente, melhorar a aparência da pele. Informação do Metrópoles.

Para discorrer sobre a análise, a coluna Claudia Meireles conversou com a nutricionista Ingrid Albuquerque, de Brasília (DF). De acordo com a especialista em intestino, o estudo mostrou que o consumo de dois kiwis por dia “aumentou significativamente a quantidade de vitamina C no sangue e na pele.”

A expert salienta que o estudo não teve um grupo controle, ou seja, indivíduos que não comeram a fruta. “Por ser tratar de uma pesquisa pequena, não é possível afirmar que esse fator isolado foi a causa dessa única melhora. Mas sim, sabe-se que é justamente por meio da alimentação que se obtém os nutrientes necessários para a saúde”, cita.

Segundo Ingrid, o kiwi é uma fruta nutricionalmente “muito interessante” para a saúde da cútis. “Destaca-se principalmente por ser rico em vitamina C, um nutriente essencial para a produção de colágeno, proteína responsável pela firmeza e sustentação da pele”, menciona a especialista.

A nutricionista argumenta que a fruta em questão fornece polifenóis e antioxidantes que ajudam a combater o estresse oxidativo, considerado um dos principais fatores do envelhecimento cutâneo. Ela detalha sobre o kiwi “ter algo que o diferencia” de outras opções.

Kiwi e conexão intestino-pele
“Recentemente, as diretrizes britânicas de nutrição incluíram o kiwi como aliado do funcionamento intestinal, e isso impacta diretamente a saúde da pele”, referencia a expert. Ingrid ressalta que a fruta engloba uma “combinação interessante de fibras solúveis e insolúveis que melhora o trânsito intestinal.”

O kiwi também traz na composição enzimas digestivas, especialmente a actinidina, ativo que auxilia na digestão de proteínas.

“Essa ação melhora a digestão dos alimentos e facilita a formação e a eliminação de fezes, reduzindo episódios de constipação e fermentação excessiva no intestino”, sustenta a especialista.

Ingrid Albuquerque enfatiza que quando o intestino funciona melhor, há uma redução da inflamação sistêmica e a cútis colhe os frutos: “Isso é importante porque processos inflamatórios intestinais podem aumentar a liberação de citocinas inflamatórias no organismo e, consequentemente, acabam por impactar também a pele.”

Conforme a profissional de nutrição, um intestino equilibrado tende a favorecer uma microbiota mais saudável, o que pode proliferação de bactérias associadas a processos inflamatórios da cútis, a exemplo da acne. “Ou seja, o kiwi não beneficia a pele apenas pelos nutrientes antioxidantes, mas também por atuar indiretamente por meio do intestino”, garante.

De acordo com a expert, a pele “reflete muito do que acontece internamente no organismo”. “Mais do que um alimento isolado, o que realmente faz diferença é um padrão alimentar rico em frutas, verduras, proteínas de qualidade, gorduras boas e boa hidratação, aliado a um estilo de vida saudável”, conclui Ingrid.

 

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte descartou, nesta quarta-feira (25), que a jovem de 19 anos internada em Mossoró esteja com monkeypox. O exame realizado pela paciente teve resultado negativo.

Ela foi atendida inicialmente na UPA do Alto de São Manoel na sexta-feira (20) e transferida na terça (24) para o Hospital Rafael Fernandes. Segundo o infectologista Fabiano Maximino, o quadro é estável.

De acordo com a Sesap, o Rio Grande do Norte registra 147 casos confirmados desde 2022, sem óbitos: 131 em 2022, 11 em 2023, 5 em 2024, 2 em 2025 e, até agora, nenhum caso confirmado em 2026.

Foto: Magnus Nascimento 

O Hospital Walfredo Gurgel, principal unidade de urgência e trauma do Rio Grande do Norte, enfrenta mais um colapso nos atendimentos. Com tomógrafos quebrados, exames de imagem estão suspensos, enquanto profissionais da saúde denunciam a falta de insumos até para procedimentos básicos. Em nota, a Secretaria de Saúde Pública (Sesap) informou que, após a quebra dos equipamentos, a empresa responsável pela manutenção foi acionada. A previsão é de que os exames retornem na unidade no máximo até quinta-feira (18).

O presidente do Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed/RN), Geraldo Ferreira, informou que a rotina no Walfredo Gurgel é marcada por sobrecarga, improviso e estresse constante. Faltam itens elementares como luvas, gazes estéreis e antibióticos adequados para o tratamento de infecções graves. “Nós convivemos diariamente com essa situação. E tudo isso eu não vou nem colocar no ponto de vista psicológico, que isso aí é degradante para o médico. Eu quero colocar do ponto de vista ético, que a gente já está ultrapassando a fronteira da ética, aceitando trabalhar em ambientes que não têm condições do correto tratamento ao paciente”, denunciou.

Ele ainda revela que há denúncias de profissionais que atuam no Hospital Walfredo Gurgel relatando situações graves de improviso devido à falta de insumos. Em um dos casos, médicos teriam sido obrigados a realizar drenagem de tórax em uma criança utilizando sondas nasogástricas, devido à ausência do dreno torácico apropriado.

Tribuna do Norte 

A australiana Krystal Maeyke, de 40 anos, mãe de um menino de 12, teve a vida transformada após ser diagnosticada com câncer colorretal metastático em estágio 4. Saudável e ativa, ela ignorou por três meses sintomas persistentes como dores abdominais, fadiga extrema, alterações intestinais, perda de apetite e suores noturnos, atribuindo-os ao cansaço da maternidade.

O diagnóstico veio em maio de 2023, após uma internação emergencial a 450 km de sua casa. Desde então, Krystal compartilha sua rotina de tratamento no TikTok, onde reúne mais de 50 mil seguidores, com o objetivo de conscientizar sobre os sinais do câncer de intestino e a importância do diagnóstico precoce.

“O peso da minha luta não está só na minha dor, mas no que meu filho de 12 anos poderá perder”, desabafa Krystal, que também criou uma campanha no GoFundMe para garantir o futuro do filho.

Entre os sinais de alerta do câncer colorretal, especialistas destacam:

Sangue nas fezes (vermelho vivo ou escuro)

Alteração do hábito intestinal (diarreia crônica ou constipação recente)

Cólicas, inchaço e sensação de evacuação incompleta

Fadiga, perda de peso e anemia

Krystal reforça: “O corpo dá sinais e precisamos ouvi-los.” Ela segue em tratamento com sessões de quimioterapia e lembra que, muitas vezes, sintomas sérios são confundidos com estresse ou má alimentação. A história dela reforça a necessidade de atenção e diagnóstico precoce.

“A luta é por mim, mas eu faço isso pelo meu filho”, conclui.

A escritora norte-americana Elisa Beth Magagna, de 42 anos, viu sua vida mudar drasticamente após sentir dores intensas nas costas, em 2020. Apesar de exames iniciais não detectarem nada grave, a dor se intensificou a ponto de comprometer sua locomoção e causar atrofia muscular nas pernas. Um novo exame de raio-x revelou o pior: uma vértebra completamente corroída por um tumor, além de massas suspeitas em outras áreas e dois tumores no cérebro.

Elisa foi diagnosticada com melanoma estágio 4 — um câncer de pele agressivo e já em metástase. O pesadelo, no entanto, começou antes: em 2018, uma pinta roxa no pulso foi removida e, após biópsia, identificada como melanoma em estágio 2. Na época, Elisa passou por uma cirurgia intensa, que removeu pele, músculo e osso. O câncer parecia sob controle, mas retornou anos depois com força devastadora.

Agora, mesmo após tratamentos intensivos, os médicos informaram que ela pode ter apenas de três a seis meses de vida, caso a próxima radioterapia não funcione. “É como estar amarrada aos trilhos do trem e eu simplesmente não sei quando ele vai chegar”, declarou em entrevista ao The Sun.

Apesar da gravidade do diagnóstico, Elisa decidiu viver plenamente. Realizou sonhos como saltar de paraquedas, visitar a Itália e cantar em público em um jogo de beisebol. Criou também um blog para relatar suas experiências e escreveu posts programados para os filhos, que serão publicados mesmo após sua morte. “São como cartas de amor que sobreviverão”, afirmou.

Melanoma e prevenção
O melanoma é o tipo mais grave de câncer de pele e está ligado, em 90% dos casos, à exposição solar sem proteção. Especialistas recomendam o uso diário de protetor solar com FPS 30 ou superior, roupas adequadas e atenção a sinais ou pintas que mudem de forma, cor ou tamanho. Evitar o sol entre 11h e 15h também é fundamental.

A história de Elisa serve como alerta para os riscos do câncer de pele e reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

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