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Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES

O PL já tem um plano estruturado para tentar votar a anistia mesmo sem o aval do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A estratégia é simples e considerada audaciosa: esperar Motta deixar o país e, no momento em que o vice-presidente da Casa, Altineu Côrtes (PL-RJ), assumir como presidente interino, colocar o tema imediatamente em votação. A cúpula bolsonarista já tenta essa manobra há semanas.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, chegou a ligar para Côrtes durante a viagem de Motta à COP30, pressionando o aliado para abrir a sessão com a anistia na pauta. O vice, no entanto, recuou alegando que não poderia atropelar a agenda deixada por Motta. A pressão veio até de dentro da bancada: o líder Sóstenes Cavalcante exigiu pessoalmente que Altineu cumprisse a promessa feita à família Bolsonaro. Mesmo assim, ele resistiu.

A operação quase foi deflagrada novamente nesta semana, mas os planos ruíram quando Motta cancelou uma viagem à Europa — justamente o cenário que permitiria ao PL forçar a pauta. O partido insiste na promessa feita publicamente por Altineu em agosto: de que, na primeira oportunidade como presidente interino, colocaria a anistia para votação.

Hugo Motta, porém, segue irredutível. Aliados afirmam que ele não vê clima político para votar o tema e avalia que a proposta seria derrotada em plenário. O presidente da Câmara e líderes do Centrão tentam se distanciar de uma votação que, em plena reta final do ano legislativo, poderia gerar um desgaste ainda maior para o Congresso.

Com informações do Metrópoles

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se pronunciou após o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pedir explicações à defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sobre o parlamentar ter utilizado o celular quando foi visitar o ex-chefe do Executivo.

Nikolas visitou o ex-presidente no dia 21 de novembro, quando Bolsonaro ainda cumpria prisão domiciliar. Na ocasião, segundo Moraes, o deputado utilizou o aparelho durante a visita “apesar da expressa proibição judicial”.

“Em decisão de 11/11/2025, autorizei a visita do Deputado Federal Nikolas Ferreira ao réu Jair Messias Bolsonaro, à época em cumprimento de prisão domiciliar, no dia 21/11/2025, ressaltando que, todas as visitas devem observar as determinações legais e judiciais anteriormente fixadas”, disse o ministro na decisão.

Por meio do X, Nikolas afirmou que não recebeu orientação sobre a proibição do aparelho.

“Meu celular estava comigo para uso pessoal e não foi usado para comunicação externa. Não recebi orientação sobre proibição do aparelho. As proibições dizem muito sobre o estado do país”, escreveu o deputado.

Ele ainda ironizou: “Criminosos usam celular na cadeia para comandar facções inteiras e ninguém da Suprema Corte dá 24h pra explicar nada. Mas celular de visita agora vira caso de “gravidade institucional”. Não é justiça, é teatro pra intimidar. Patético”.

No despacho, o ministro citou uma reportagem da TV Globo, na qual foi noticiado que, durante a visita autorizada, Bolsonaro e o Nikolas “foram vistos conversando na área externa da casa, nos fundos da casa, enquanto o Deputado Federal usava o celular”.

Moraes então determinou que os advogados de Jair Bolsonaro expliquem, em 24 horas, o uso irregular do aparelho celular.

CNN Brasil

Fonte: Portal Grande Ponto

Foto: reprodução

A Polícia Federal apreendeu o celular e o computador de Rebeca Ramagem, esposa do deputado Alexandre Ramagem, durante seu embarque para Miami há cerca de dez dias. Os investigadores buscam informações sobre a possível rota de fuga do parlamentar, condenado a 16 anos de prisão por participação em uma trama golpista e que deixou o país antes do início do cumprimento da pena.

A PF suspeita que Ramagem tenha viajado por Roraima, seguido para a Guiana e, de lá, voado para os Estados Unidos. Ele deixou o Brasil primeiro, enquanto a esposa e as filhas embarcaram entre os dias 16 e 17 de novembro.

Já dentro do avião, Rebeca fez uma publicação afirmando que teve o celular apreendido e que a filha também teve o aparelho retido após buscas da PF. Segundo ela, as malas da família foram retiradas da aeronave para revista, o que teria causado pânico nas crianças, de 7 e 14 anos. Rebeca disse não ser alvo de investigação e classificou a operação como um abuso atribuído ao ministro Alexandre de Moraes.

Rebeca Ramagem é procuradora do Estado de Roraima e segue no cargo, sem pedido de afastamento.

Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

O Congresso Nacional impôs um novo revés ao governo Lula nesta quinta-feira ao derrubar uma série de vetos presidenciais e restabelecer pontos centrais do Orçamento de 2025, do Propag e do novo marco do licenciamento ambiental. A sessão conjunta de deputados e senadores marcou uma das maiores demonstrações de força do Legislativo desde o agravamento da crise entre governo e Congresso.

Apesar do movimento, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), negou que a votação seja uma resposta política e afirmou que o Parlamento apenas cumpre seu papel constitucional.

Propag: derrota mais sensível

A maior preocupação da equipe econômica foi a derrubada de trechos essenciais do Propag, o novo programa de renegociação das dívidas estaduais. A articulação foi conduzida pelo governador do Rio, Cláudio Castro (PL), que passou os últimos dias no Congresso em reuniões com líderes do Centrão, governistas e oposição.

O acordo que destravou a votação foi fechado na manhã desta quinta-feira na residência oficial do Senado. Com isso, foram derrubados vetos que o Ministério da Fazenda tentava preservar, como:

  • uso de recursos do FNDR para abater juros;

  • permissão para estados reduzirem dívida ao executar obras federais;

  • dedução de despesas realizadas pelos estados entre 2021 e 2023.

A reversão aumenta o risco fiscal, segundo a Fazenda, e exigirá que o Tesouro refaça cálculos e negociações com os estados.

Licenciamento ambiental: pontos estruturais caíram

No licenciamento ambiental, o Congresso manteve alguns vetos, mas derrubou dispositivos considerados estratégicos pelo governo, como:

  • dispensa de licenciamento para atividades de impacto mínimo;

  • redução das exigências de estudos prévios;

  • diminuição do peso de pareceres de órgãos como Funai e Iphan.

A Frente Parlamentar da Agropecuária atuou para recompor o texto original aprovado pelo Congresso.

Crise política como pano de fundo

A ofensiva ocorre em meio ao desgaste entre Planalto e Legislativo. Na véspera, Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), não compareceram à cerimônia de sanção da ampliação da faixa de isenção do IR, gesto visto como recado político.

Alcolumbre segue insatisfeito com a escolha de Jorge Messias para o STF, enquanto Motta acumula atritos com o PT — da PEC da Blindagem à recente crise envolvendo a fuga de Alexandre Ramagem.

Mesmo após tentativas de aproximação, como a reunião entre Motta e a ministra Gleisi Hoffmann, as votações desta quinta-feira evidenciam que a relação com o Congresso ainda está longe de pacificada.

Com informações de O Globo

Uma sondagem realizada pelo Seta Instituto de Pesquisa, em Macaíba, apontou excelente índice de aprovação do prefeito Emídio Júnior. O prefeito é aprovado por 77% das pessoas ouvidas pela pesquisa. A Seta realizou a pesquisa em 15 de novembro, com 400 entrevistas.

Emídio Júnior desponta como uma liderança crescente, ultrapassando os limites de Macaíba e vem fazendo uma gestão com destaque em várias áreas, como a criação da Guarda Municipal e realização do primeiro concurso que está na fase de formação da primeira turma e inauguração do Centro de Operações Integradas de Segurança Pública (Coisp), além de inaugurações da da Policlínica Municipal, ABA Reabilitação, creches e escolas, Praça da Juventude, reforma de quadras, desassoreamemto do Rio Jundiaí, merenda escolar de qualidade e o mais completo kit escolar da história.

Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros. Para ter acesso completo a matéria acesse gustavonegreiros.com.br

Em relatório produzido neste domingo (23/11), os médicos de Jair Bolsonaro (PL) relataram que o ex-presidente apresentou, na noite de sexta-feira (21/11), quadro de “confusão mental e alucinações”, que teria sido provocado pelo uso de um medicamento. Com informações do Metrópolels.

De acordo com os médicos, o remédio Pregabalina foi receitado por outra profissional, com o objetivo de otimizar o tratamento de Bolsonaro, mas sem o consentimento da equipe que o acompanha.

A reação levou à suspensão do medicamento, segundo o documento, “sem sintomas residuais até o momento”.

Os profissionais registram que a Pregabalina “apresenta importante interação” com outras medicações que Bolsonaro utiliza para tratar soluços — Clorpromazina e Gabapentina — e que tem como efeitos colaterais “alteração do estado mental com a possibilidade de confusão mental, desorientação, coordenação anormal, sedação, transtorno de equilíbrio, alucinações e transtornos cognitivos”.

Ainda, de acordo com os médicos, o ex-presidente passou a noite de sábado (22/11) sem intercorrências e encontra-se estável do ponto de vista clínico.

O relatório também será utilizado pelos advogados de Bolsonaro para pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ele cumpra prisão domiciliar humanitária.

O ex-presidente teve prisão preventiva decretada nesse sábado (22/11) pelo ministro Alexandre de Moraes, após a Polícia Federal apontar risco de fuga, além do registro de violação da tornozeleira eletrônica.

Segundo o documento, o cirurgião-geral Cláudio Birolini e o cardiologista Leandro Echenique atestam que Bolsonaro é “portador de múltiplas comorbidades e faz uso de diversos medicamentos em decorrência das internações e cirurgias prévias ocorridas desde 2018”.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A Primeira Turma do STF começa nesta segunda-feira (24) a analisar se mantém ou não a prisão preventiva de Jair Bolsonaro (PL), determinada pelo ministro Alexandre de Moraes no sábado. O julgamento será feito no plenário virtual, entre 8h e 20h, em sessão convocada pelo presidente do colegiado, ministro Flávio Dino.

O grupo é formado por Dino, Moraes, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. A saída recente de Luiz Fux para a Segunda Turma retirou a única voz tendencialmente divergente, o que, segundo ministros do próprio tribunal, torna provável uma decisão unânime pela manutenção da prisão. Bolsonaro está desde sábado em uma cela especial na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Moraes justificou a preventiva citando a vigília organizada por aliados do ex-presidente e a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, apontando risco de fuga. A medida ainda não representa início do cumprimento da pena de 27 anos e três meses pela condenação no caso da tentativa de golpe — Bolsonaro ainda tem prazo até hoje para apresentar seu último recurso no STF.

No domingo (23), durante audiência de custódia realizada por videoconferência, o ex-presidente afirmou ter sofrido um surto provocado por medicamentos e negou intenção de fugir. A juíza auxiliar responsável pela sessão homologou a prisão, após verificar a legalidade da detenção e ouvir Bolsonaro sobre eventuais maus-tratos ou irregularidades.

Com informações da CNN

Foto: Reprodução/CNN

A aprovação do projeto antifacções na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (18), reorganizou forças políticas e ampliou a pressão sobre o governo Lula. A pauta da segurança pública aproximou Centrão e direita, que votaram juntos para validar o relatório de Guilherme Derrite (PP-SP), aprovado por 370 a 110. O bloco governista ficou isolado ao tentar barrar trechos do parecer e reverter dispositivos que divergiam do texto elaborado originalmente pelo Ministério da Justiça.

A informação é da coluna do William Waack, da CNN. Durante a tramitação, o Planalto acusou falta de disposição para negociar e reclamou da rapidez com que a votação foi conduzida pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), responsável por indicar Derrite como relator. O PT ainda tentou retirar o projeto de pauta, sem sucesso. Mesmo partidos que integram a Esplanada — como MDB, PSD, PDT, PP e União Brasil — deram maioria ao texto de endurecimento, movimento visto por líderes do centrão como politicamente vantajoso em ano pré-eleitoral e alinhado ao apoio popular à recente megaoperação no Rio, criticada por Lula.

O presidente, por sua vez, voltou a atacar o formato aprovado, afirmando nas redes sociais que o texto “troca o certo pelo duvidoso” e pode fragilizar o combate ao crime organizado. Motta reagiu indiretamente, acusando o governo de difundir “inverdades” sobre o projeto e afirmando que a Câmara não se submeteria a “falsas narrativas” sobre segurança pública. No PT, a avaliação é de que o episódio expôs uma crise de confiança entre o governo e a presidência da Casa, agravada por escolhas de relatoria e por votações aceleradas que desagradaram ao Planalto.

A tensão também alcança o Senado. A análise do projeto deve ser palco da nova disputa, enquanto Lula tenta emplacar Jorge Messias para a vaga no Supremo, enfrentando resistência do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que prefere Rodrigo Pacheco. O impasse adiciona mais uma camada de atrito institucional para um governo que tenta recompor pontes em meio a sucessivos enfrentamentos no Congresso.

Com informações da CNN

Um motorista por aplicativo de 54 anos foi baleado na madrugada desta quinta-feira (20) ao entrar na comunidade do Fio, em Felipe Camarão, zona Oeste de Natal. De acordo com familiares, o caso teve início após a saída de uma festa na Arena das Dunas, quando ele pegou duas passageiras com destino ao local onde ocorreu o ataque. Ao chegar à comunidade, o condutor foi surpreendido por vários disparos — um deles atingiu sua perna. As informações são do Via Certa Natal.

Com quase três anos de experiência na plataforma, ele seguia as recomendações de segurança: vidros baixos e identificação visível de Uber. Mesmo assim, não conseguiu entender o motivo para os tiros nem identificar quem atirou. As passageiras abandonaram o veículo, e o motorista conseguiu dirigir até a UPA da Cidade da Esperança. De lá, foi transferido para o Hospital Walfredo Gurgel, onde passou por cirurgia.

O Via Certa Natal ouviu o filho da vítima, que relatou a insegurança enfrentada diariamente pela categoria. “Faz uns 15 dias que ele passou por uma ocorrência em Mãe Luiza. Tenho certeza que não é só com meu pai — muitos motoristas convivem com situações parecidas no dia a dia”, afirmou.

Esse já é o segundo caso em que um motorista é baleado durante uma corrida de aplicativo. No domingo (16), um outro condutor foi atingido após entrar, por engano, em uma rua considerada de risco na Vila de Ponta Negra, na zona Sul de Natal. Ele transportava um casal de turistas de Currais Novos quando o GPS indicou a rota, levando o veículo para uma área dominada por criminosos.

Fonte: Portal Grande Ponto

A partir de 2026, a comunidade científica dará um passo inédito: começam os primeiros testes em humanos da LungVax, a primeira vacina do mundo desenvolvida para prevenir o câncer de pulmão. Criada pela Universidade de Oxford em parceria com a University College London, a pesquisa recebeu investimento de R$ 13 milhões e propõe uma estratégia inovadora: treinar o sistema imunológico para reconhecer e eliminar células pulmonares que começam a apresentar alterações suspeitas — antes mesmo da formação de um tumor.

A tecnologia usada na LungVax se baseia em um vetor viral não replicante, semelhante ao da vacina de Oxford/AstraZeneca. Dentro desse vetor, os pesquisadores inserem um fragmento de DNA que leva o organismo a produzir a proteína NY-ESO-1, marcador típico de células que iniciam mutações precoces. Ao expor o corpo a esse sinal antes da doença existir, a vacina cria um sistema de vigilância contínua, capaz de identificar e atacar possíveis focos de câncer logo no início — uma abordagem definida por especialistas como uma nova camada de proteção imunológica.

Os primeiros testes serão divididos em duas etapas. A fase 1, com 30 participantes, vai avaliar a segurança, possíveis efeitos colaterais e a dose ideal. Já a fase 2 deve envolver 560 voluntários com alto risco de desenvolver ou voltar a ter câncer de pulmão, permitindo identificar os primeiros sinais de eficácia. Inicialmente, a vacina será testada em pacientes já operados e em pessoas que participam de programas de rastreamento, mas especialistas afirmam que fumantes, ex-fumantes e grupos de risco podem ser considerados futuramente, caso os resultados sejam positivos.

O câncer de pulmão segue como o tipo que mais mata no mundo há três décadas, em parte pela dificuldade do diagnóstico precoce. Por isso, pesquisadores destacam o potencial transformador da LungVax, que aposta na prevenção antes que o tumor exista. Embora os especialistas enfatizem que o estudo está apenas no início e requer cautela, a expectativa é que a vacina inaugure uma nova geração de estratégias contra o câncer, focadas em impedir que a doença se forme.

Com informações do G1

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