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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu investigados por uma suposta tentativa de golpe de Estado de participar de cerimônias no Ministério da Defesa, na Marinha, na Aeronáutica, no Exército e nas Polícias Militares.

A nova medida cautelar se soma a outras já impostas aos alvos do inquérito. A informação foi divulgada pelo “UOL” nesta sexta-feira (8) e confirmada pela CNN.

A decisão atinge o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros militares, como os ex-ministros e generais Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Paulo Sérgio Nogueira (Defesa) e Walter Braga Netto (Casa Civil).

A medida se estende também a civis, como o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres. Ao todo, 22 investigados estão proibidos de participar de eventos militares.

Entre as medidas cautelares impostas anteriormente estão a proibição de contato entre investigados, suspensão de funções públicas, impedimento de sair do Brasil e prisão.

Em caso de descumprimento, Moraes fixou uma multa diária de R$ 20 mil.

A decisão foi comunicada aos investigados e também ao ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, aos comandantes do Exército, da Marinha e Aeronáutica, bem como e aos comandos das Polícias Militares nos 26 estados e no Distrito Federal.

CNN Brasil, por Jussara Soares

A Prefeitura de Macaíba, por meio da Secretaria Municipal de Educação, iniciou mais uma reforma geral. Desta vez, o trabalho está acontecendo no CMEI Eunice Eugênia de Araújo, no bairro Monte Líbano. A obra contemplará reparos nas partes de hidráulica, cobertura, hidrossanitária e elétrica, além da recuperação de reboco e pintura em toda a unidade.

A reforma vai melhorarar condições estruturais da unidade, que funciona em tempo integral. É importante destacar que as aulas seguirão normalmente.

“Desde que foi inaugurado em 2015, o CMEI Eunice Eugênia nunca passou por uma reforma dessa proporção, com a obra já iniciada e trazendo melhorias para o nosso ensino, bem estar das crianças, professores e demais profissionais. Estamos felizes e já ansiosos para ver nossa escola de cara nova”, declarou a gestora do CMEI, Mariana Azevedo.

O prefeito Emídio Júnior assegurou a realização de pagamento em parcela única, neste mês de março, do retroativo a janeiro e fevereiro do reajuste do piso salarial dos professores, assim como do retroativo da recomposição da inflação para os demais servidores municipais. A afirmação foi feita, na manhã desta terça-feira (05), à diretoria do Sinte/Macaíba, representada por Maria Goreti dos Santos e Jacira Freire. Também participaram do encontro o procurador Geral do Município, Roberto Borges, o secretário de Educação Ademar Júnior e a assessoria jurídica do sindicato.

Além do pagamento do retroativo, o prefeito informou que começou em fevereiro a implantação de mudança de nível a que têm direito 16 profissionais, com a progressão, conforme a ordem cronológica, de quatro profissionais a cada mês até a conclusão da lista em maio. Quanto à mudança de letra dos professores, Emídio Júnior determinou à Educação a realização de um levantamento das pendências para início da implantação conforme a disponibilidade orçamentária do Município. Em 2021, a gestão municipal colocou em dia mais de 250 progressões por letras que estavam atrasadas há seis anos.

No tocante ao fardamento, o prefeito informou que a distribuição dos kits de fardamento começa nesta quarta-feira (6), com as unidades de ensino da educação infantil e, posteriormente, do ensino fundamental do 1º ao 9º ano, e Educação de Jovens e Adultos. Essas ações se somam à política de reestruturação e reforma das escolas, implantação de uma merenda escolar de qualidade, transporte para universitários, alunos dos IFRN’s e Escola Agrícola de Jundiaí, aquisição de equipamentos para as unidades de ensino e ampliação do número de estagiários

O medalhista olímpico Tiago Camilo lançou em Macaíba, na manhã deste sábado (02), o primeiro polo do seu instituto no Nordeste. O projeto Dojô do Brasil atenderá crianças e adolescentes dos 5 aos 18 anos, com aulas de judô na Praça da Juventude, numa parceria com a Prefeitura e o mandato do deputado federal General Girão.

Tiago Camilo destacou a importância que o esporte teve na sua infância e adolescência, e os valores aprendidos por meio do judô. “As medalhas que ganhei são um detalhe. As vejo muito de vez em quando. O que fica são os valores, a diferença que o esporte fez na minha vida. É isso que queremos proporcionar”, afirmou. Tiago Camilo ficou bastante impressionado com a estrutura da Praça da Juventude. “Um dos melhores locais que já encontramos para realizar o nosso projeto”, completou.

Tiago Camilo esteve acompanhado do prefeito Emídio Júnior e do deputado federal General Girão que destinou emenda no valor de R$ 300 mil para viabilizar a ação em Macaíba.

O prefeito Emídio Júnior agradeceu a parceria com o deputado Girão e a escolha de Macaíba para sediar o projeto de judô. “É uma grande honra ter esse grande atleta, campeão na nossa cidade. As ações do projeto do Instituto Tiago Camilo de soma às muitas ações esportivas que temos na nossa gestão como o esporte adaptado, o check mate, jiu-jitsu nas escolas, o apoio e realização de torneios e campeonatos das mais diversas modalidades, além de reforma e reconstrução de dezenas de espaços esportivos, além da construção e inauguração da Praça da Juventude”, afirmou o prefeito Emídio Júnior.

Também estiveram presentes o deputado estadual Kléber Rodrigues, vereadores Denilson Gadelha, Érika Emídio, Jailson Brito, Cacau e Dadaia Ribeiro, presidente da Federação de Judô do RN, Hebert Maia, e o campeão do UFC Renan Barão.

O educador físico e professor de capoeira Filipe Caputo e as crianças do seu projeto e da APAE fizeram uma bela apresentação para os presentes.

Imagens: Edeilson Morais

Projeto será lançado neste sábado (2) e busca atender crianças e adolescentes entre 5 e 18 anos

Um projeto esportivo será lançado em Macaíba no próximo dia 02 de março, a partir das 10h, com a presença do medalhista olímpico Tiago Camilo, idealizador do projeto, e do deputado federal General Girão, que investiu recursos na ordem de R$ 300 mil para a realização das aulas, em parceria com a Prefeitura Municipal. O evento acontece na Praça da Juventude, localizada à Rua Potengi, 258, bairro Alfredo Mesquita.

O projeto do medalhista olímpico Tiago Camilo busca atender crianças e adolescentes entre 5 a 18 anos, com o objetivo de colaborar de forma efetiva na construção do caráter de cada indivíduo com preceitos básicos, como o respeito, a disciplina, autoconfiança, equilíbrio, concentração, humildade, perseverança, determinação, solidariedade e resiliência.

A Prefeitura Municipal de Macaíba cederá o espaço para que a emenda do deputado federal General Girão seja executada com a contratação de um coordenador local que executará o Método Tiago Camilo, que traz em seu programa valores do bushido (código de ética dos samurais). Os recursos preveem ainda a aquisição de tatames e o kit completo (kimonos, camisetas e livro) que será entregue a cada aluno durante a realização do projeto, que funcionará na Vila Olímpica de Macaíba.

Além de outras emendas individuais do General Girão enviadas e que beneficiam a população de Macaíba e outros cidadãos que trafegam pelas vias deste município, o parlamentar enviou recursos de sua emenda individual para a duplicação da Reta Tabajara, pavimentação de diversas ruas, para atendimento e equipamento da saúde pública, restauração de monumentos históricos, reformas de praças e quadras poliesportivas incluindo a ampliação e reforma da Vila Olímpica.

SOBRE O PROJETO
Criado em 2012, o projeto Instituto Tiago Camilo presta atendimento direcionado a crianças e adolescentes de 5 a 18 anos. Em quase 12 anos de projeto, o Instituto já impactou direta e indiretamente a vida de mais de 14 mil pessoas com a missão de fazer do judô uma ferramenta de integração e transformação social, despertando virtudes humanas nos alunos e preparando-os para a vida.

Buscando a implementação de políticas favoráveis aos mais vulneráveis, o projeto se manteve em expansão para outras localidades, desenvolvendo um trabalho sério voltado para áreas como esporte, saúde, educação e cultura. Atualmente o projeto já possui 19 polos em 12 municípios, atendendo a mais de 3 mil alunos.

Prisão do deputado estadual do PL ocorreu na noite desta quarta-feira (28); ele prestou depoimento à Polícia Federal e seria conduzido ao Quartel da Polícia Militar

O deputado estadual Capitão Assumção (PL) foi preso na noite desta quarta-feira (28). A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do partido do parlamentar, que foi levado para prestar depoimento na Polícia Federal. De lá, saiu por volta de 22 horas. Vilmara Fernandes, ele fará um exame de corpo delito.

Em seguida, Assumção deve seguir para o Quartel da Polícia Militar, em Maruípe, Vitória, e passar pela Corregedoria da corporação, que mantém um plantão de 24 horas. Após os trâmites, será transferido para uma cela do presídio militar.

O presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, deputado Marcelo Santos (Podemos), ressaltou que a Casa não foi comunicada oficialmente sobre a prisão. “O procurador está lá no QCG, aguardando a chegada dele (Assumção), para ter ciência do teor da decisão para, uma vez sabendo, a gente adote alguma posição.”

O senador Magno Malta (PL) fez um breve vídeo em redes sociais para comentar a prisão do Capitão Assumção, e sair em defesa do deputado estadual. De acordo com ele, o deputado estadual foi preso dentro de uma igreja. Com críticas à medida, mas sem entrar em detalhes por não saber as circunstâncias da prisão, Malta assegurou que o partido apoia o parlamentar.

“O seu partido, o PL do Estado do Espírito Santo, está do seu lado”, disse o senador.

Terra Brasil 

O prefeito de Macaíba, Emídio Júnior, sancionou nesta terça-feira (27/02) quatro importantes leis para o funcionalismo municipal, incluindo a recomposição da inflação e a atualização do piso salarial do magistério. Os projetos foram votados na Câmara de Macaíba e publicados no Diário Oficial Ano IV – N° 1407, retroagindo seus efeitos financeiros à data de 1º de janeiro de 2024. Os valores referentes a janeiro e fevereiro serão pagos em parcela única, em março.

A Lei n° 2.490 dispõe sobre a atualização do piso salarial dos profissionais do magistério público da Educação Básica no âmbito da rede municipal de ensino, com o acréscimo de 3,62%, conforme legislação federal. O município tem 599 professores. O piso nacional do professor em 2024, para uma carga horária de 40 horas, é R$ 4.580,57. No município, a carga horária é de 30 horas, o que equivale a R$ 3.435,42.

Já a Lei nº 2.494 trata sobre a autorização para que o Poder Executivo municipal promova a recomposição salarial conforme a inflação, com o percentual de 4,62%, aos servidores efetivos e comissionados, ativos e inativos do município de Macaíba. “Nossa vontade seria conceder um reajuste maior, porém a orientação do jurídico foi de que o ajuste fosse feito com base na inflação do ano, por se tratar de ano eleitoral”, afirmou o prefeito Emídio Júnior.

Outras duas leis são as n° 2.492 e n° 2.491 que autorizam a atualização do salário mínimo vigente, aos servidores e aos contratados que recebem abaixo do novo montante estabelecido para este ano.

O ex-ministro da Casa Civil e ex-deputado federal José Dirceu (PT) foi internado no Hospital Sírio-Libanês com pneumonia na segunda-feira (26), segundo boletim médico.

“Ele encontra-se estável e não tem previsão de alta. O paciente está sob os cuidados do Prof. Dr. Roberto Kalil Filho”, informou o comunicado do hospital da capital paulista.

Em fevereiro do ano passado, Dirceu também havia sido hospitalizado. Na ocasião, passou cinco dias internado em um hospital de Brasília, após ter sido submetido a um procedimento neurocirúrgico.

“Estou indo bem no tratamento. Nada grave, mas preventivo, já que estou chegando nos 80”, declarou Dirceu, que está com 77 anos e completa 78 em março. Com informações de g1.

A potiguar Amanda Karoline da Silva Cunha foi destaque hoje numa reportagem da revista Marie Clair, após ficar “famosa” no Brasil por ter sido preso por encomendar a morte do Marido. Amanda contou na reportagem que foi vítima, durante anos, de violência doméstica. O caso dela já foi mostrado no programa A Vida Como Ela É, assista no vídeo acima: 

Segundo o texto, Amanda tinha 12 anos quando conheceu o futuro marido, Rômulo Barbosa, e 15 quando se casaram. A potiguar de Macaíba, região metropolitana de Natal, conta que já no primeiro mês de matrimônio ocorreu a primeira agressão — e a violência teria se perpetuado sistematicamente durante os oito anos de relacionamento.

Foram inúmeras as agressões físicas, psicológicas e sexuais, diz Amanda, e, após Rômulo ameaçar matar a mãe e o sobrinho da então esposa, ela tomou uma decisão: contrataria um pistoleiro para executá-lo.

O crime foi cometido em 2016. Três meses depois, em dezembro daquele ano, Amanda aos 23 anos, foi presa por homicídio. “Tinha dado fim a um sofrimento e naquele momento começava outro”, relata em entrevista a Marie Claire. “Mas o sistema carcerário foi muito melhor do que estar com Rômulo.”.

A Justiça nunca reconheceu Amanda como vítima de violência doméstica e, no total, ela ficou cinco anos e três meses em regime fechado no Centro de Detenção Provisória de Parnamirim.

A revolta diante da sentença e o incentivo de uma agente penitenciária a fizeram escrever um livro autobiográfico, no qual conta seu passado com o então marido e a experiência no cárcere. A obra foi publicada e lançada em 2022, com apoio do Tribunal de Justiça do RN.

Desde março de 2022, Amanda cumpre a pena no regime semiaberto, com uso tornozeleira eletrônica.

Abaixo, o depoimento em detalhes da comerciante e agora escritora:

“Conheci Rômulo aos 12 anos, ele era primo do meu pai. Veio nos visitar, nos conhecemos e começamos a namorar. Meus pais não aceitavam no início, afinal ele tinha 21 anos e eu 12.

Quando completei 15 anos, meu pai descobriu que tínhamos feito sexo. Ele então nos obrigou a casar. E era tudo o que eu queria, era completamente apaixonada por Rômulo. Assim que casamos, ele me proibiu de continuar meus estudos, para cuidar da casa. Depois de um ano, comecei a trabalhar com ele com vendas.

No primeiro mês de casada, ele me bateu pela primeira vez. Rômulo me pediu um copo d’água, me neguei a pegar e ele então jogou uma sapateira em cima de mim. Joguei nele de volta e nessa hora ele me deu um tapa no rosto. Também foi a primeira das muitas vezes que ele se desculpou depois de me agredir e me pediu para não contar aos meus pais, porque senão eles me levariam para casa. Ingênua e apaixonada, não falei nada para ninguém.

As agressões só aumentaram: físicas, psicológicas e morais. Quando veio a violência sexual, eu tinha 18 anos. Estávamos em uma praia de nudismo em João Pessoa, na Paraíba. Um cara perguntou a Rômulo se ele fazia troca de casal. Ele falou que não aceitava, mas a curiosidade ficou na cabeça. E certo dia me obrigou a fazer sexo com um outro cara na frente dele, na praia mesmo. Para mim aquilo foi o fim. O amor acabou naquele dia.

Eu não queria fazer sexo com outro cara, disse isso e ele então começou a ameaçar a minha família. Disse que se eu contasse alguma coisa, mataria meus pais. O ciclo de violência ia aumentando. Você vai se afundando naquela violência, não vê mais saída.

Com 23 anos, eu treinava em uma academia, onde também se exercitava Rômulo e uma moça, que era amante dele. Ele fazia questão de me dizer que estava com outras. Me obrigava a ir para o motel com essa amante, inclusive. Um dia, nessa academia, a moça reparou que eu estava toda marcada. Rômulo tinha me dado uma surra de facão. Contei o que tinha acontecido e então ela me deu a ideia de mandar matar ele. Fui para casa com isso na cabeça, era a única forma do meu sofrimento acabar.

Rômulo me ameaçava de morte constantemente, mas não fiz nenhuma denúncia contra ele, nem boletim de ocorrência. O Estado dá muito estímulo para pouco resultado. Medida protetiva não protege ninguém. Já vi tanta história no jornal de mulher que denuncia e depois é morta… Uma vez comentei que denunciaria e ele me respondeu: ‘Aqui Maria da Penha não funciona’. Isso me calou. Ele disse que se eu fosse, quando voltasse ia ser pior. Me arrependo hoje por não ter feito denúncia porque isso me prejudicou no meu júri popular. Mesmo que fosse para pedir medida protetiva e depois mandar matar ele.

Rômulo era quem mandava em tudo, a última palavra tinha que ser dele. Não aceitava ser contrariado. A gente trabalhava com vendas e muitos clientes no interior atrasavam os pagamentos. Ele queria que eu pegasse peças de volta desses clientes, eu resistia a fazer isso e já era motivo para me agredir. Não tinha motivo para as agressões, era vontade mesmo.

Vieram mais abusos sexuais. Eu tinha que estar disponível sempre que ele quisesse. Na época, não achava que era violentada sexualmente por ele, mas hoje vejo que sim. Rômulo dizia que eu era mulher dele, então tinha que fazer quando ele quisesse. O sexo com pessoas desconhecidas na praia acontecia quase toda semana.

Sou a única filha mulher com dois irmãos. Então ele se preocupava muito em não me deixar hematomas. Mas teve uma vez que estávamos arrumando mercadoria, ele pegou um fio de cadeira e me deu uma chicotada. Entrei chorando no quarto e a mãe dele, que estava em casa, viu. Comecei a vomitar uma baba branca, espumava. A mãe ligou para um dos irmãos dele me levar para o hospital. Me diagnosticaram com gastrite nervosa. Não falei nada das agressões no hospital.

Dei um basta no meu sofrimento aos 23 anos. No dia 18 de agosto de 2016, Rômulo foi morto. Um mês depois que a amante dele me deu a ideia. Quando ela me falou, só fiquei com medo de ser descoberta, mas acreditei que era o fim do meu sofrimento. De uma forma foi, mas só pela metade. Como o crime saiu na mídia, as pessoas falavam que eu tinha mandado matar ele para ficar com os bens. Isso foi o que mais me chateou. Tudo o que a gente tinha era construção de uma relação de 10 anos, e estava quase tudo no meu nome. Isso me machucou mais do que a minha prisão – a forma como fui julgada pela sociedade hipócrita.

O assassinato aconteceu na frente da casa onde morávamos. A gente estava saindo para trabalhar de manhã, às 7h. Ele estava fechando a porta da garagem, o cara para quem encomendei a morte chegou e atirou nele no tórax e abdômen.

De certa forma, quem planejou aquilo foi Rômulo. Ele que me dizia como mandaria me executar, só peguei esse plano e inverti para ser ele a vítima. Ele me dizia: ‘Quando você estiver saindo de casa, cuidado para não levar tiro. Sou réu primário, pego cinco anos de prisão e saio’. E pensei: realmente, coloco um fim no meu sofrimento e cinco anos passam rápido, estou há 10 com ele.

Mas Rômulo não morreu na hora, eu prestei socorro e levei ele para a Unidade de Pronto Atendimento, em Macaíba (Rio Grande do Norte). Tive que fazer o papel de esposa, se não poderiam desconfiar.

Ele entrou na sala médica e fiquei no corredor. Quando me falaram que Rômulo estava bem e medicado, fiquei em choque. Pensei: quando ele sair daqui, vou morrer. Uma hora depois, veio a notícia da morte. A única sensação foi de alívio. Desde 2016, não fui mais ameaçada e nem agredida de nenhuma forma.

Custou cinco mil reais para mandar matar Rômulo. Dei a primeira parte, antes do crime, para a amante dele, no motel. Eu tinha guardado esse dinheiro para fugir e não para matá-lo. Mas um dia antes do crime, Rômulo ameaçou matar meu sobrinho e minha mãe. ‘Se você fugir, arranco dedo por dedo da sua mãe até ela me dizer onde você está’, ele falou. No momento em que fez isso, tirou a minha chance de liberdade e a dele de viver.

Fui para o velório do Rômulo, mas não queria ter ido. Por mim, estaria no shopping, na praia, em algum canto comemorando.

Centro de Detenção Provisória de Parnamirim. A mulher que me deu a ideia de mandar executá-lo foi na delegacia e contou tudo. Conseguiu a delação premiada e respondeu em liberdade.

Quando fui presa, acabava um sofrimento e começava outro. Fiquei revoltada, não aceitava aquela prisão. E tive que contar tudo para minha família, até então ninguém sabia que ele me agredia e nem que eu era a mandante da morte dele.

Mas o sistema prisional não foi nada do que imaginei. Apesar do sistema ser opressor, violento e não existir ressocialização depois, era muito mais leve do que estar com Rômulo.

Nunca sofri nenhum tipo de agressão na prisão. Logo de cara falei que tinha cometido um crime para sobreviver e faria de novo. Se abaixasse a cabeça, com medo, as pessoas montariam em cima.

Passei um ano e sete meses numa cela com 35 mulheres. Para dormir, colocávamos colchonetes no chão. Se não tivesse espaço, ficava na porta ou dentro do banheiro. Tinha horário limitado de água, uma hora para as 35 mulheres fazerem tudo, tomar banho, lavar louça, lavar roupa. A gente armazenava água para conseguir usar por mais tempo. A cela era muito quente, sem ventilação.

Depois desse período, fui convidada a trabalhar na unidade. Saí da cela e comecei a dividir com apenas uma interna, que também trabalhava. Tínhamos acesso a ventilador, televisão, hidratante, água ligada o dia todo e outras regalias. Eu fazia a limpeza do presídio e a outra era responsável pela cozinha. Fazia a comida dos agentes.

A pandemia foi o pior momento na prisão. Não podia ter contato com a família. A gente não sabia quem estava bem, mal, se alguém tinha morrido. Fiquei dois meses sem notícia, e depois, como trabalhava na unidade, os policiais passavam informação para mim. Também recebia cartas, que ficavam de quarentena até poderem me entregar.

Passei nove meses sem ver meu atual marido, porque ele é da Paraíba, e na pandemia ele não podia vir ao Rio Grande do Norte só para me deixar coisas e fazer todo o caminho de volta. Nos conhecíamos de antes, e ele me pediu em casamento na minha primeira semana presa. Estamos juntos até hoje.

Em 2018, fui a júri popular. Até hoje fico revoltada com minha sentença. Fui condenada a 20 anos em regime fechado. 19, porque fui réu confesso. A maioria dos homens são condenados a menos de 15 anos. Fui desacreditada porque não tinha feito medida protetiva. Teria me servido nesse aspecto.

Quando fui presa, meu pai procurou testemunhas, foi nos nossos clientes e achou uma moça. A cliente falou que tinha visto ele me bater na loja. Teve uma vez que Rômulo puxou um facão para mim na rua e eu entrei numa conveniência. O rapaz desse mercado também foi testemunha. Todos foram desacreditados. A Justiça nunca reconheceu que fui vítima de violência.

Uma policial viu minha revolta, pegou na minha mão e disse: ‘Acredito em você e está na hora de mudar sua história’. Me falou para escrever um livro e contar o que eu tinha passado. Disse que muitas mulheres passavam pelo mesmo. Pensei: ‘Se enfiei na cabeça a ideia de matar uma pessoa, por que não escrever um livro?’. Pedi autorização à diretora do presídio, para que minha família trouxesse papel e caneta. Ela mesma me deu os materiais e então passei um ano e oito meses escrevendo.

No final, com tudo pronto, entreguei para a policial que me incentivou a escrever. Ela disse que ia arrumar alguém para digitalizar, e que tinha um irmão publicitário que poderia nos ajudar. Ele pediu para ver o livro, e fez a arte da capa e as ilustrações. O livro ficou pronto, sem verba para publicar. A policial e a diretora foram ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, falaram com um juiz, apresentaram o livro e conseguimos fazer o lançamento. A publicação foi feita pelo próprio TJ.

Saí do presídio em março de 2022 e o livro foi publicado em maio do mesmo ano.

No total, fiquei 5 anos e 3 meses no regime fechado. Não acreditei quando coloquei o pé para fora. Cheguei de surpresa na casa dos meus pais. Estava anestesiada, não acreditava.

Saí no semi aberto com tornozeleira eletrônica e devo ficar com ela por mais três anos.

Quando sai, a gente não consegue arranjar emprego. O preconceito é muito grande, não tem como ressocializar se não tem apoio. O Estado não dá e nem a sociedade.

Já estava casada e fiz um comércio com meu marido, o mesmo em que trabalhava antes. E fui divulgar meu livro em praias, por incentivo do meu pai. Não sabia como vender meu livro, e ele falou para vender na praia, que conheceria muita gente que passou pelo mesmo. No primeiro dia, vendi 18 livros.

Se estou feliz? Sinto felicidade desde 2016, quando o crime aconteceu, e ainda hoje estou muito feliz.”

Imagem: Edeilson Morais

A Prefeitura de Macaíba por meio da Secretaria Municipal de Saúde vai ampliar a faixa etária da vacinação contra a dengue, a partir desta terça-feira, 27, para crianças e adolescentes dos 10 aos 14 anos de idade, nas UBS do Potengi, Vilar, Campestre e Traíras; com Dia D, na quarta-feira, dia 28, na comunidade quilombola de Capoeiras.

De acordo com a secretário de Saúde, Júnior Rêgo, Macaíba recebeu 2.448 doses que serão aplicadas como 1ª dose no menor tempo possível. “Diante do número limitado de doses disponíveis no momento, iniciamos pela faixa etária com maior taxa de hospitalização por dengue nos últimos 5 anos no Brasil”.

O secretário enfatizou ainda que o plano de combate às arboviroses também inclui a entrega de repelentes as gestantes acompanhadas nas UBS de Macaíba inscritas no Cadúnico; mutirão com os Agentes de Combate a Endemias (ACE) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS), com o controle do vetor Aedes aegypti dentro dos domicílios, como principal método para a prevenção; e mutirão de limpeza realizado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb).

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