MPRN quer retirar PMs que fazem a vigilância do Morro do Careca

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) abriu nesta quinta-feira, 10, inquérito civil para apurar a utilização de policiais militares no serviço de vigilância ao Morro do Careca, em Ponta Negra, na zona Sul de Natal. A medida requer que o serviço, que hoje é realizado pela PM e agentes da Guarda Municipal, seja feito por integrantes das Forças Armadas.

De acordo com o promotor público Wendell Beetoven Ribeiro Agra, autor do inquérito civil, o objetivo da ação é promover uma alternativa para o monitoramento da área de proteção ambiental, que também engloba a área da Barreia do Inferno. O objetivo é otimizar a utilização dos agentes da Companhia Independente de Proteção Ambiental da Polícia Militar (CIPAM) no combate de crimes contra o meio ambiente.

Ainda segundo ele, os militares das Força Aérea Brasileira (FAB) – que já atuam na proteção da Barreira do Inferno – poderiam absorver esta obrigação.

Ele reforça que a retirada dos policiais militares deste serviço de vigilância, algo que perdura há 20 anos – após decisão judicial que proibiu o acesso do público ao Morro do Careca –, permitiria aumento do contingente dos agentes no atendimento de ocorrências concretas e na preservação da ordem pública. O promotor público enviou ofício ao Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte e solicitou colaboração para a substituição de policiais militares na vigilância da interdição do Morro do Careca.

Também foi pedido ao comandante da CIPAM o efetivo total empregado na atividade de vigilância do Morro do Careca, bem como esclareça se o uso de agentes de segurança está prejudicando outras ações do grupamento. O inquérito solicitou, ainda, que o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno esclareça se a segurança da unidade é realizada por militares da FAB ou se é terceirizada.

AGORA RN