‘Brincadeira e responsabilidade’, diz potiguar de 11 anos que ganhou ouro na Olimpíada de Língua Portuguesa com cordel

A feira, a religiosidade e o cotidiano da pequena Bom Jesus, cidade distante cerca de 45 quilômetros de Natal, foram as inspirações do poeta Davi Lima, de 11 anos, para o cordel que ganhou medalha de ouro na final da Olimpíada Brasileira de Língua Portuguesa, neste mês, em São Paulo. O garoto foi o único representante potiguar a alcançar o ouro, entre todas as categorias. O tema central era o local de origem da cada participante.

O responsável pela vitória do estudante da Escola Estadual Natália Fonseca foi o professor João Soares Lopes, que falou da competição para os alunos e incentivou a participação deles. Ao todo, 11 crianças prepararam textos e participaram da etapa escolar. Davi foi o vencedor na instituição, no município, no estado e, por fim, chegou à semi-final e final, realizadas na região Sudeste. “Quando o professor disse que a gente tinha sido selecionado, não acreditei”, afirmou o garoto, que se emocionou ao receber a premiação.

“É uma brincadeira, mas que não deixa de ser uma responsabilidade de manter. É uma arte popular muito bonita, além de ser de família”, afirma.

A poesia foi escrita no estilo “galope à beira-mar”, que contém estrofe de dez versos de onze sílabas. Apesar da tradição familiar, que remete ainda a um tio-avô e ao seu bisavô, o menino garante que não faz poesia por obrigação. O pai, Jadson Lima, corrobora.