Atenção: É falso que China tenha entrado em ‘alerta máximo’ por peste bubônica

É falso que a China tenha entrado em “alerta máximo” por casos de peste bubônica. Na realidade, a região autônoma da Mongólia Interior, no norte do país asiático, reportou um caso da doença neste domingo, 5. Por isso, as autoridades locais da cidade de Bayannur declararam nível 3 de emergência — o segundo mais baixo, em uma escala de 1 a 4. O paciente infectado, um pastor de ovelhas, está em quarentena e recebe tratamento. O quadro de saúde dele é estável, segundo agências governamentais.

O alerta municipal serve para informar moradores sobre o potencial risco de infecção, bem como para reforçar medidas de prevenção. Os residentes não podem caçar ou esfolar animais que costumam carregar a peste bubônica, como a marmota. Até o momento, a Organização Mundial de Saúde (OMS) não emitiu nenhum alerta de emergência sobre os casos de peste na região.

Antes do alerta chinês, a Mongólia tinha reportado dois casos da peste bubônica na província de Khovd, que faz fronteira com o norte da China. O Centro Nacional de Controle e Prevenção de Doenças mongol divulgou as infecções na última quarta-feira, 1º de julho. Um terceiro caso foi confirmado nesta segunda-feira, 6, na província vizinha de Bayan-Ulgii.

As autoridades sanitárias da Mongólia informaram ter adotado medidas de quarentena em dois distritos. Foram identificadas 146 pessoas que entraram em contato com os primeiros dois pacientes infectados, além de outros 504 indivíduos que tiveram contato indireto. O Centro de Zoonoses da Mongólia comunicou ainda que monitora focos de marmotas, roedores que podem carregar a peste. Em junho, 96 mil animais foram capturados para coleta de amostras.

A peste bubônica é uma doença infecciosa causada por uma bactéria. Apesar de ter causado mais de 50 milhões de mortes na Europa durante a Idade Média, hoje é tratável com antibióticos, se identificada a tempo.

De acordo com um relatório de 2019 da OMS, foram contabilizados 243 casos e 41 mortes por peste bubônica em 2018 — a maioria no continente africano, no Congo e em Madagascar. Na região asiática, reportagens de agências governamentais chinesas apontam que, apesar de pouco numerosos, casos da doença não são tão incomuns — em 2019, o China Daily noticiou a infecção de três pessoas.

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