agosto, 2020 - Informativo Atitude - Page 29

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A Petrobrás baixou o preço da gasolina nas refinarias. A redução foi de 4%, conforme anunciada na quinta-feira (30). Em contrapartida às ações da estatal, a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), já planeja a entrada da nova base de cálculo do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no sábado (1º), o que anularia o benefício da redução.

O novo cálculo é estipulado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e será cobrado sobre o combustível.

A diminuição da cobrança pela Petrobras significa uma diminuição de R$ 0,05, mas com a nova base, é provável que a gasolina fique R$ 0,10 mais cara, conforme estipulado.

TERRA BRASIL NOTÍCIAS

Agricultor de 43 anos é raptado e torturado por engano na Grande Natal, diz Polícia Civil
Um aquicultor de 43 anos foi raptado e torturado por engano na Grande Natal, segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Norte. Ele estava no Rio Grande do Norte para trabalhar em uma despesca de camarão no município de Canguaretama e, de acordo com o delegado Cidorgeton Pinheiro, foi confundido com um integrante de facção criminosa. Amarrado, foi espancado durante toda a madrugada, ficando em cativeiro em Macaíba, na Grande Natal. Acabou libertado por volta das 13h desta sexta-feira (31), sendo socorrido na UPA de Macaíba e, posteriormente, prestando queixa na delegacia da cidade.
“Ele foi sequestrado dia 30 (quinta-feira) por integrantes de uma facção criminosa, confundido com um integrante de uma facção rival. Foi levado para um cativeiro, torturado durante toda a madrugada, até que realmente confirmaram que ele não era a pessoa que eles estavam buscando”, resumiu o delegado.
Na quinta-feira (30), após a conclusão do serviço em Canguaretama, o aquicultor se deslocou até Parnamirim, onde aguardava uma carona – via plataforma – para retornar a Aracati, no Ceará, sua cidade natal, quando foi abordado por quatro homens em um carro.
“Estava com fone de ouvido esperando a carona. Só vi quando um carro voltou de ré, desembarcou uma pessoa com arma em punho, e dizendo ‘é você mesmo que a gente estava procurando’. Me conduziram para dentro do veículo, colocaram um saco na minha cabeça e começou a sessão de tortura, eles querendo que eu dissesse que eu era uma pessoa que eu não sou, uma pessoa envolvida nesse mundo de criminalidade”, disse.
A vítima apresentou marcas de lesões na cabeça, na face e nos braços, mas não sofreu nenhuma fratura, conforme constatou após o atendimento na UPA. Ele disse que passou a noite e a madrugada sentado em uma cadeira, com uma corda no pescoço e com as mãos e os pés atados. “Muita pancada. Eu não via com o que me batiam. Doía muito. Achei que ia morrer”.

O município de Assú distante 68 Km de Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte, registrou na noite desta sexta feira 32 de julho de 2020, mais homicídio provocado por disparos de arma de fogo. O crime aconteceu por volta das 21h30min por trás da CHESF no Conjunto Quinta do Farol.

Francinaldo Araújo Alves de Melo, “Negão” de 24 anos de idade, residente no bairro Frutilândia, naquela cidade, foi morto com vários tiros. O corpo foi encontrado ao lado de uma motocicleta. Um fato que chamou a atenção da polícia diz respeito a um par de sandálias, uma poça de sangue e um celular que foram encontrados nas proximidades do crime, numa distância de 10 metros.

Para a Polícia a cena tem evidências de que outra pessoa pode ter sido vítima de disparos, mas que não foi localizada. De acordo com a polícia, Negão como era mais conhecido, pilotava a motocicleta e teria sido perseguido por um carro de modelo e cor não identificado. A Polícia não sabe ainda o que teria motivado o crime.

O corpo de Francinaldo foi recolhido do local, após a perícia do ITEP e encaminhado a base do órgão em Mossoró, para procedimentos de necropsia. O crime será investigado pela Polícia Civil de Assu.

A Mega-Sena volta a ser sorteada neste sábado (1º) e promete o prêmio de R$ 23 milhões para quem acertar as seis dezenas do concurso 2285.

O sorteio será realizado às 20h, no Espaço Loterias, em São Paulo. As apostas podem ser feitas em qualquer casa lotérica até as 19h de hoje. As apostas também podem ser feitas pela internet, no site Loterias Online da Caixa. É preciso ter mais de 18 anos.

A aposta mínima, de seis números, custa R$ 4,50.

Agência Brasil

Foto: Ebserh

Em colapso, a Maternidade Escola Januário Cicco deixou de receber novos pacientes desde a noite de sexta-feira (31). A superintendência da maternidade aponta a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) como responsável pela superlotação devido a problemas na regulação de pacientes que não está funcionando como deveria.

A média mensal de partos passou de 300 para 430 durante a pandemia, informou a gestora de atenção à saúde da maternidade, Maria da Guia de Medeiros. Na manhã deste sábado, pacientes ocupavam leitos improvisados nos corredores, entre eles, mães com bebês recém-nascidos.

O superintendente da maternidade Murilo Britto disse que ligou para o secretário Cipriano Maia e para o adjunto Petrônio Spinelli para resolver o problema. Uma reunião está marcada para a próxima segunda-feira (3) entre os gestores da maternidade e da Sesap a fim de solucionar a questão, enquanto isso, a Januário Cicco permanece fechada para novos pacientes.

A Sesap emitiu uma nota sobre o caso, veja na íntegra:

“No final do mês de março, a Secretaria de Estado da Saúde reuniu-se com a direção da Maternidade Escola Januário Cicco e o Comitê Materno Infantil do Estado para organizar o fluxo de atendimento a gestantes de alto risco partir daquele momento tendo em conta a pandemia do novo coronavírus.

Na reunião, foi pactuado que a MEJC não receberia pacientes Covid e que passaria a atender pacientes da 3ª região de saúde (Mato Grande). Já o Hospital José Pedro Bezerra (HJPB) continuou a receber gestantes de alto risco não Covid da zona Norte de Natal e Região Metropolitana (RM) e Covid do Agreste (1ª região de saúde), Mato Grande (3ª), Seridó (4ª), Potengi/Trairí (5ª) e Região Metropolitana (7ª).

A pactuação existente antes da pandemia era de que o atendimento na MEJC seria direcionado a moradoras das 1ª, 4ª e 5ª regiões de saúde e zona Sul de Natal e o HJPB a moradoras da zona Norte de Natal, RM e 3ª região de saúde.

A Sesap reforça que está aberta ao diálogo e que se a MEJC optar por passar a atender pacientes Covid, a distribuição de atendimento voltará a acontecer da maneira existente antes da pandemia, com o HJPB atendendo pacientes da região do Mato Grande. Lembra ainda que todas as maternidades de risco habitual do Estado estão com fluxo para atendimento de pacientes com suspeita ou confirmados com o novo coronavírus.”

O Brasil chegou, nesta sexta (31/7), a 92.475 mortes e 2.662.485 casos confirmados de coronavírus. Nas últimas 24h, foram contabilizados mais 1.212 falecimentos e 52.383 diagnósticos.

As informações são do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), que divulga os números diariamente desde o começo de junho. Os dados da entidade servem como base para a atualização do Ministério da Saúde.

Foto: Gabriel Bouys/AFP

O zagueiro David Luiz ganhou o processo contra a construtora Wemake Construções foi condenada pela Justiça, em segunda instancia, a pagar uma indenização de R$ 30 mil ao brasileiro. O atual jogador do Arsenal acionou a empresa por uso indevido de imagem e danos morais, após ter sua foto veiculada pela construtora.

David aparece chorando acompanhado da frase “quando você contrata amadores para cuidar do sonho de sua família, é quase certeza de 7 a 1”.

O zagueiro foi derrotado em primeira instância, mas recorreu. Os advogados de David Luiz afirmam que o texto é “sensacionalista, vulgar e cínico, além de tenta ganhar novos seguidores ou clientes constrangendo o Autor”.

Extra

Visando ao enfrentamento do novo coronavírus no município de Natal, o prefeito Álvaro Dias sancionou duas leis que tratam do combate à Covid-19, aprovadas pela Câmara Municipal do Natal (CMN) e publicadas na edição desta sexta-feira (31) do Diário Oficial do Município (DOM).

A Lei n.º 7.044, de 08 de julho de 2020, autoriza a Secretaria Municipal de Saúde (SMS-Natal) a disponibilizar, gratuitamente, um kit de medicamentos aos pacientes infectados pela Covid-19 que possuam receita médica com a indicação de tratamento com fármacos, como hidroxicloroquina, cloroquina, ivermectina, azitromicina ou outros medicamentos que venham a ser liberados e preconizados pelo Ministério da Saúde, Conselho Federal de Medicina (CFM) e Conselho Regional de Medicina – RN (Cremern).

O uso dos fármacos está condicionado à avaliação médica, a partir do momento de identificação de sintomas ou sinais leves da doença, com realização de anamnese, exame físico e exames complementares, em Unidade de Saúde. É importante frisar que o médico é responsável pelo tratamento do paciente e, caso prescreva os referidos medicamentos, deverá aplicar o Termo de Ciência e Consentimento para o uso da cloroquina.

O kit de medicamentos será distribuído de acordo com a receita médica, utilizando o protocolo regulamentado pelo Ministério da Saúde, somente para adultos (maiores de 18 anos). Os medicamentos deverão ser entregues em um sistema organizado por etapas, de forma que evite aglomerações à população. O receituário médico deve ser de controle especial em nome do paciente. Para retirar o medicamento, o paciente, acompanhante ou responsável, deverá apresentar receita médica legível em nome do paciente e documento oficial com foto. A Lei terá o prazo de vigência em consonância com o período de aplicação das medidas e restrições de deslocamento decorrentes do vírus Covid-19 estabelecidas pela Prefeitura de Natal.

A segunda Lei sancionada (Lei n. º 7.046, de 08 de julho de 2020), implanta, em caráter de excepcionalidade, e enquanto durar a pandemia, o uso da telemedicina no sistema público de saúde de Natal para todas as especialidades da medicina, de acordo com o disposto na Lei n. 13.989, de 15 de abril de 2020 e na Portaria do Ministério da Saúde n. 567, de 20 de março de 2020.

A telemedicina é o exercício da medicina mediado por tecnologias para fins de assistência, pesquisa, prevenção de doenças e lesões e promoção de saúde, dispostos na Lei n. 13.989, de 15 de abril de 2020. O Conselho Regional de Medicina fica com a incumbência de fiscalizar o procedimento previsto na Lei, enquanto que a Prefeitura se encarregará de realizar campanha publicitária para informar e incentivar o uso da telemedicina pela população natalense, durante a pandemia.

A Arquidiocese de Natal e o Seminário de São Pedro confirmaram, nos primeiros minutos deste sábado (1º), a morte do seminarista Nicolas Matheus, de 20 anos, em decorrência da Covid-19. Ele estava internado desde meados de julho, e não conseguiu se recuperar da doença.

Segundo a Arquidiocese de Natal, Nicolas era natural de São Paulo do Potengi, onde viveu até seu ingresso no Seminário de São Pedro, em 2019. Ele cursava o 2º ano do curso propedêutico, na preparação para se tornar padre. A Arquidiocese de Natal não informou que o seminarista tinha algum quadro de comorbidade.

TRIBUNA DO NORTE

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes aumentou nesta sexta-feira (31) a pressão sobre o Facebook no caso do bloqueio de perfis alvos do inquérito das fake news.

Após a empresa afirmar que não cumpriria a decisão de quinta-feira (30) que determinava o bloqueio internacional de perfis bolsonaristas, Moraes ampliou de R$ 20 mil para R$ 100 mil a multa diária pelo descumprimento e intimou o presidente da companhia no Brasil.

Segundo especialistas ouvidos pela Folha, o fato de o ministro ter jurisdição para decidir sobre determinado caso concreto não quer dizer que os efeitos de suas decisões possam extrapolar as fronteiras do Brasil.

A partir desta sexta, com a decisão de Moraes, a multa diária por descumprimento será de R$ 1,2 milhão –no total, 12 contas foram alvos do bloqueio.

O ministro do STF determinou a intimação pessoal do presidente do Facebook no Brasil, Conrado Leister, para que ele recolha a multa pendente e cumpra a determinação quanto ao bloqueio o Brasil e no exterior das contas dos perfis bolsonaristas.

Como mostrou a Folha, após terem suas contas bloqueadas no Brasil, tanto perfis bolsonaristas como seus seguidores puderam continuar a publicar e visualizar mensagens normalmente ao mudarem suas configurações de localização.

O episódio se soma às demais decisões polêmicas do controverso inquérito das fake news. Uma das principais críticas se refere à sua própria instauração: o ministro Dias Toffoli abriu o inquérito sem provocação de outro órgão, o que é incomum.

Foi nessa mesma apuração que houve censura, depois derrubada, aos sites da revista Crusoé e O Antagonista.

A decisão pelo bloqueio das contas dos alvos do inquérito por si só já havia sido alvo de inúmeras críticas por ferir a liberdade de expressão. Isso porque, ao bloquear as contas, o ministro estaria fazendo uma censura prévia e não limitando a circulação de conteúdos ilícitos determinados.

No entanto, a determinação de bloqueio internacional faz com que se entre em uma discussão ainda mais complexa, desta vez sobre direito e soberania nacional.

Segundo o advogado especialista em direito digital Henrique Rocha, “há na prática um extrapolar da jurisdição nacional aqui. Quando a gente avalia um ministro, ainda que do STF, determinando que haja a suspensão de atividades de um acesso realizado no exterior é objeto de curiosidade”.

Em sua última decisão, Moraes determina que o bloqueio seja feito “independentemente do acesso a essas postagens se dar por qualquer meio ou qualquer IP, seja do Brasil ou fora dele”. O IP se refere à conexão de internet do usuário.

Para Christian Perrone, que é pesquisador de direitos e tecnologias do ITS Rio (Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio), a decisão abre um precedente complexo e não é boa para o próprio sistema da internet, pois seria muito difícil lidar com a reciprocidade e os conflitos que podem advir dela.

“Imagina que fosse um país ditatorial que impedisse acesso internacionalmente a conta de alguém?”, questiona Perrone.

“Quando você está publicando na internet, você pode estar no Brasil, mas você está simultaneamente fazendo essa publicação em diversos lugares no mundo. Será que o juiz brasileiro pode impedir publicação de livro em outro país? Mas por que ele pode impedir a publicação de uma mensagem em todos os demais países?”

O pesquisador questiona o que aconteceria se as mesmas pessoas que são alvo do inquérito fossem a um tribunal no país-sede das empresas, no caso os Estados Unidos, onde o conceito de liberdade de expressão é mais amplo que no Brasil, e dissessem que estão violando esse seu direito. “O que aconteceria se a decisão do juiz de lá tivesse efeitos internacionais?”, completou.

Especialistas apontam que há precedentes internacionais de discussões sobre o tema. Um deles ocorreu na França e se referia a casos em se pedia para que as referências a determinada pessoa fossem excluídas dos sites de busca.

O Conselho Nacional de Informática francês queria que os pedidos de retirada de resultados na França valessem no mundo todo. O Google discordou, e o caso seguiu para o Tribunal de Justiça da União Europeia, que deu vitória à empresa.

Segundo a decisão da corte, no caso de decisões de remoção em um dos países da União Europeia, a empresa ficaria obrigada a remover as referências apenas dentro do bloco.

De acordo com Francisco de Mesquita Laux, especialista em direito digital e tecnologia, o argumento foi de que a corte não tinha como avaliar como o direito de outros países aborda determinada situação.

Laux questiona o motivo pelo qual determinou-se o bloqueio das contas alvos no inquérito do Supremo em outros países.

“Essas pessoas que estão acessando essa informação e as pessoas que o STF considerou que estão cometendo ilícitos no Brasil estariam cometendo ilícitos também no exterior? Não houve essa apuração de ilicitude ou não da conduta no estrangeiro, até porque não é nem competência do STF fazer isso.”

De acordo com o advogado Leonardo Sica, doutor em direito penal pela USP, há um caminho já estabelecido do que fazer em situações como essa.

“O juiz manda uma ordem para a autoridade central do país, que manda uma ordem para a autoridade do outro país, que então comunica o juiz de lá e, então, o juiz do outro local manda cumprir. Isso é para não invadir jurisdição internacional”, afirmou.

“Tem potencial de grande confusão. E se os juízes de todo lado começarem a fazer o mesmo? Existem instrumentos legais de cooperação e entendo que o ministro os driblou”, acrescenta.

O Facebook decidiu que não cumprirá a determinação de retirar do ar internacionalmente os perfis. A empresa informou que recorrerá ao plenário do STF e, enquanto isso, manterá as contas no ar fora do Brasil.

“Respeitamos as leis dos países em que atuamos. Estamos recorrendo ao STF contra a decisão de bloqueio global de contas, considerando que a lei brasileira reconhece limites à sua jurisdição e a legitimidade de outras jurisdições”, afirma nota da assessoria de imprensa do Facebook.

Já o Twitter atendeu à decisão e bloqueou internacionalmente as contas alvo do inquérito. No entanto, classificou a ordem como desproporcional e anunciou que recorrerá da decisão de bloqueio.

De acordo com Francisco Brito Cruz, do InternetLab, a empresa tem pouca margem para recurso no confronto com Alexandre de Moraes.

“O Twitter pode recorrer no máximo ao próprio Supremo. Se o STF se pronunciasse definitivamente, ou seja, no plenário, não há foro internacional que tenha força de tornar inválida a decisão”, afirma.

“E se decidir desobedecer, estará desobedecendo uma ordem judicial válida, sendo passível de ser punido por isso.”

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro como o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), Sara Giromini (conhecida como Sara Winter), o blogueiro Allan dos Santos e os empresários Luciano Hang (da Havan) e Edgard Corona (das academias Smart Fit), alvos de investigação no âmbito do inquérito das fake news, tiveram suas contas suspensas no Twitter.

FOLHAPRESS

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