Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Parlamentares tentam ampliar debate sobre a proposta, que pode ser votada ainda na madrugada de quarta (10)

Deputados de oposição anunciaram, nesta terça-feira (9), na Câmara dos Deputados, que seguirão em obstrução contra a reforma da Previdência no plenário. O comunicado foi feito após reunião dos partidos PT, PSOL, PSB, PDT, PCdoB e PV, que atuam de forma conjunta contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 6/2019, nome oficial da matéria.

Com uma articulação conduzida pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o governo busca agilizar a tramitação da PEC para tentar votar o relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) ainda na madrugada de quarta (10). A votação, no entanto, pode atrasar, a depender do desenrolar da sessão e dos acordos que vêm sendo alinhavados nos bastidores.

Segundo Maia, a ideia seria avaliar, nesta terça, o texto-base da proposta e votar os destaques (sugestões de alteração) a partir de quarta (10). Os apoiadores sustentam a possibilidade de estender as sessões do plenário desta semana até sexta (11) para tentar votar a medida nos dois turnos de votação previstos. A pressa se dá por conta do recesso parlamentar, que tem início oficialmente no dia 18 deste mês, o que tende a dificultar a aprovação de uma matéria como a PEC 6 na próxima semana.

Para desacelerar a tentativa de votação, os opositores apresentarão, ainda nesta terça, requerimentos de retirada de pauta e adiamento da votação. Esse tipo de pedido faz parte do chamado “kit obstrução”, técnica prevista no regimento da Casa e utilizada por parlamentares quando há oposição a uma determinada pauta e por isso se tenta evitar ao máximo a aprovação da proposta.

O líder da oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ), afirma que a obstrução da PEC 6 é também uma forma de ganhar tempo para popularizar as discussões sobre o tema da reforma.

“Queremos o mais amplo debate, sobretudo pra mostrar pra população brasileira que é inaceitável uma proposta de reforma que retira R$ 20 bilhões de professores e policiais pra dar R$ 83 bilhões pra ruralistas”, disse.

A declaração do parlamentar é uma referência à polêmica orçamentária que cerca a proposta. Ao mesmo tempo em que promove arrocho fiscal sobre determinadas categorias profissionais, o relatório aprovado na comissão especial que discutiu a PEC ganhou um destaque – apresentado pelas siglas PP, PTB, MDB –, prevendo renúncia fiscal no total de R$ 83 bilhões durante o prazo de 10 anos para o agronegócio.

A oposição aponta que esse e outros trechos do relatório seriam alvo de incompreensão da população. Para os parlamentares do campo, a falta de um debate mais capilarizado sobre a PEC teria sido responsável, por exemplo, pelos índices divulgados nesta terça (9) pelo jornal Folha de S. Paulo a respeito da opinião pública sobre a reforma. De acordo com pesquisa Datafolha, 47% dos entrevistados se mostraram favoráveis à pauta, enquanto 44% são contrários.

Brasil de Fato

Pelo menos cinco suspeitos morreram em uma operação conjunta das polícias Militar e Civil na manhã desta quarta-feira (10). A ação foi realizada em uma comunidade rural de São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal.
Segundo a PM, a troca de tiros começou na chegada dos policiais no local da operação.
Além dos mortos, outros três suspeitos foram presos.
Um deles, segundo a polícia, foi responsável por atirar em um policial do Choque em Macaíba, na semana passada.
Na operação, as polícias apreenderam drogas, armas – uma delas pertencente à PM -, e ainda litros de combustíveis, que seriam utilizados possivelmente em ataques a ônibus em Natal.

Tudo pela reforma

Operado no tendão de aquiles no domingo (7) e proibido de pisar por 45 dias, o ex-ministro e deputado Marx Beltrão (MDB-AL) decidiu comparecer em cadeira de rodas à votação da reforma da Previdência.

Jornada histórica

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, anunciou que a reforma da Previdência deve ser concluída “antes de sábado”, mas funcionários da Casa se preparam para trabalhar até sábado à tarde.

Pensando bem…

…quando deputados cogitam trabalhar sábado à tarde na Câmara, para votar a reforma, é sinal de que agora vai.

Com Informações de Cláudio Humberto

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) quer reeditar na campanha municipal de 2020 o cenário que o levou ao comando do Palácio do Planalto. Disposto a atuar como cabo eleitoral, ele tem estimulado aliados políticos a se lançarem candidatos em capitais sob o discurso de que dará apoio a nomes que defendam iniciativas de seu governo.

A ideia é reproduzir a polarização da última eleição presidencial, em uma tentativa de fortalecer o Planalto e frear o avanço da esquerda.

Segundo pesquisa Datafolha publicada nesta segunda-feira (8), Bolsonaro tem aprovação de 33% da população. Para 31%, ele é regular, e para outros 33%, ruim ou péssimo. Com isso, Bolsonaro se mantém como o presidente em primeiro mandato com a pior avaliação a esta altura do governo desde Fernando Collor de Mello, em 1990. O cenário é similar ao de três meses atrás.

A avaliação dos auxiliares do presidente é de que as eleições municipais serão decisivas para evitar o crescimento da oposição e construir uma base que viabilize uma reeleição em 2022. “Ele vai apoiar candidaturas alinhadas a ele, mas não necessariamente da sigla dele”, disse à reportagem o porta-voz da Presidência da República, general Otávio Rego Barros.

Segundo ele, Bolsonaro irá agir para “selecionar aquelas pessoas que, dentro ou fora de seu partido, possam colaborar para que ele termine seu mandato colocando o país nos trilhos”.

Em junho, por exemplo, em reunião no Palácio do Planalto, Bolsonaro estimulou a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) a sair candidata à Prefeitura de São Paulo com o seu apoio. No encontro, a chamou de “minha prefeita”. Em paralelo, ele avalia uma eventual filiação do apresentador José Luiz Datena ao PSL.

No Rio, o deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL) foi lançado na semana passada como pré-candidato à sucessão do prefeito Marcelo Crivella. Em Curitiba, o deputado estadual Fernando Franschini (PSL), um dos coordenadores da campanha presidencial de Bolsonaro, já costura sua candidatura a prefeito, assim como o deputado estadual André Fernandes (PSL), em Fortaleza. Em Campo Grande (MS), circula o nome do deputado federal Dr. Luiz Ovando (PSL).

Para correligionários de Bolsonaro, ele deve ser o principal cabo eleitoral do campo conservador em 2020. Eles argumentam que o desgaste da classe política não tem colado no presidente e dizem acreditar que a melhora da economia e a pauta da segurança podem aumentar sua popularidade. “Ele será o maior cabo eleitoral para as eleições do ano que vem”, disse o líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP). Segundo ele, a meta da direção nacional do partido é ter candidatura própria no maior número possível de municípios.

O senador diz acreditar que o cenário político que levou Bolsonaro ao Planalto continua até a eleição municipal, mas avalia que o presidente não deve se envolver diretamente nas costuras de candidaturas a prefeito para não ampliar problemas de articulação no Poder Legislativo. “Tentar arrastar o presidente para botá-lo em conflito e comprometer as mudanças que têm que ser feitas seria uma grande sacanagem do PSL”, disse o líder do PSL.

Em busca de chapas fortes, o PSL tem mantido conversas com o DEM em algumas capitais estaduais, como Salvador, onde pode apoiar o vice-prefeito e secretário municipal de Infraestrutura, Bruno Reis.”O DEM tende a dar liberdade para cada estado articular alianças de acordo com a realidade local. Eleições municipais respeitam muito o cenário local. A influência nacional não é muito forte”, diz o prefeito da capital baiana e presidente nacional da sigla, ACM Neto.

Líderes de outros partidos também relativizam a influência de Bolsonaro. Reservadamente, reconhecem que haverá um rescaldo do ano passado, mas que deve haver um desencanto natural da parcela de não-bolsonaristas que votou nele por falta de opção.

Em contraposição a Bolsonaro, siglas de esquerda também iniciaram articulações. Em abril, elas chegaram a discutir a formação de uma coalizão de oposição, com candidaturas únicas nas principais capitais. A avaliação feita por líderes das legendas, entre elas PT, PSOL , PDT e PSB, era de que não se pode desperdiçar a oportunidade para tentar recuperar o protagonismo da esquerda e barrar o avanço da direita, sobretudo do PSL.

Hoje, no entanto, a possibilidade de uma frente eleitoral, com candidaturas únicas, é considerada pouco provável. Em São Paulo, por exemplo, o PT avalia o nome do deputado federal Alexandre Padilha, enquanto o PSB prega o do ex-governador Márcio França e o PDT discute o da deputada federal Tabata Amaral. No Rio de Janeiro, por sua vez, o PSOL quer lançar o deputado Marcelo Freixo, que ficou em segundo lugar na disputa municipal de 2016.

O PDT considera o nome da deputada estadual Martha Rocha e o PSB discute o do deputado federal Alessandro Molon. No Recife, apesar da composição do PT com o PSB, a esquerda pode aparecer, inicialmente, com três nomes: os deputados federais João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT), além do também deputado Túlio Gadêlha (PDT). “Bolsonaro não seria um bom cabo eleitoral. Ele é como um produto ruim comprado pela internet. Quando chega em casa, causa decepção”, disse o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.

Folhapress

 

Segundo informações, um taxista foi sequestrado no seu próprio veículo na praça da rodoviária de Macaíba. Tudo teria acontecido por volta das 19 horas desta noite, quando dois homens armados, sendo que um estava de capacete, renderam o taxista Anderson e o levaram dentro do seu próprio carro.

Segundo relatos dos seus colegas, os homens estavam bastante assustados. O que se sabe até agora é que o taxista já foi encontrado e se encontra bem em sua casa. Maiores informações a qualquer momento.

DISPUTA INTERNA

O Alto Comando do Palácio Auta de Souza observa de longe uma guerra silenciosa que é travada entre seus três pré-candidatos ao Executivo. Para o Alto Escalão, essa disputa interna é perfeitamente natural e mostra o perfil de maturidade entre seus pré-candidatos.

DISPUTA INTERNA II

Sabendo que os números são o que vão prevalecer para o Alto Comando, todos os pré-candidatos ligados ao Palácio Auta de Souza iniciaram uma verdadeira maratona eleitoral, pois nessa disputa só vence quem estiver melhor nas pesquisas.

QUADRO INDEFINIDO

Com o presidente da Câmara Gerson, o vice-prefeito Auri Simplício e Edir do Posto da Maré, o quadro eleitoral permanece indefinido com relação ao apoio do Alto Comando do Palácio Auta de Souza.  

DEFINIÇÃO

Pelo que vemos, o Alto Comando só vai se definir ou se manifestar após as primeiras pesquisas, onde deve haver uma reunião com todos os três pré-candidatos ao Executivo Municipal ligados ao Palácio Auta de Souza.

COMEÇOU

A corrida eleitoral começou! Todos os pré-candidatos ao Executivo Municipal tiveram uma agenda cheia com almoços, reuniões com lideranças e intensas visitas durante o final de semana.

NOVO CANDIDATO

Novidades na corrida eleitoral. De acordo com informações, o grupo “Macaíba do Futuro” deve lançar o Policial Rodoviário Federal José Aldenir, mais conhecido como Bolinha.

AFINADÍSSIMO

O PT de Macaíba está afinadíssimo com a pré-candidatura de Netinho França. De acordo com alguns membros petistas, o partido caminha com Netinho França para prefeito em 2020.

UNIÃO?  

Segundo alguns boatos, a ex-prefeita Marília Dias estaria caminhando para ser a vice do delegado Normando Feitosa. Nenhum dos pré-candidatos confirmou essa informação, mas no distrito de Traíras é o que mais se comenta.

SEM RUMO

A ex-prefeita Marília Dias anda totalmente sem rumo, embora tenha afirmado em um site local que está viva, a ex-prefeita enfrenta uma série de dificuldades e perda de credibilidade no meio político. Hoje, nenhum grupo quer compor com Marília. Talvez a última saída da ex-prefeita seria ser vice na chapa de alguém. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos.

Os crimes atribuídos pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) ao professor de catequese José Antônio Silva (foto em destaque), 47 anos, vão além da prática de estupros contra pelo menos 20 crianças entre 4 e 10 anos de idade. Detalhes revelados pelo delegado-adjunto da 4ª Delegacia de Polícia (Guará), Douglas Fernandes de Moura, indicam que o foragido da Justiça promovia orgias com meninos e meninas e chegou a obrigar que dois irmãos fizessem sexo oral um no outro.

Na paróquia Divino Espírito Santo, no Guará 2, onde ele ensinava lições da bíblia aos pequenos e os preparava para a primeira comunhão, o educador religioso era considerado uma pessoa acima de qualquer suspeita. Na visão dos paroquianos, era um homem de boa reputação e não dava indícios de ter compulsão sexual por menores. Além do trabalho na catequização, ele dava aulas em uma escolinha de futebol na mesma cidade.

José Antônio passou a vida no Guará. Morou na casa da mãe até próximo de fazer 40 anos, mas mudou-se com a mulher após se casar. Segundo o delegado que apura as denúncias, ele e a esposa estiveram juntos por mais de oito anos e estavam em fase de separação, pois ela teria descoberto os supostos abusos praticados pelo marido contra crianças, entre elas, familiares.

O acusado não tinha emprego formal e nenhum histórico criminal. Revezava-se entre as atividades com as crianças e bicos de manutenção, enquanto a mulher passava o dia fora, trabalhando. “Os abusos começaram ainda quando ele morava com a mãe: levava as crianças para lá quando não havia ninguém. Depois de casado, aproveitava os momentos em que a mulher estava fora para violentar as crianças”, descreve o delegado.

As violações cessavam, de acordo com a polícia, quando as vítimas atingiam idade suficiente para entender a situação, por volta dos 10 anos.

Metrópoles

O cantor gospel Elyon Sosthenes, baleado no pescoço e cabeça em uma tentativa de assalto em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, na madrugada de segunda-feira (8), segue internado em estado grave, segundo o último boletim médico.

De acordo com uma postagem em uma rede social feita pelo irmão do cantor na noite de segunda, ele foi operado no Hospital Adão Pereira Nunes, onde segue internado, e está estável. Segundo a mensagem, as próximas 48 horas serão fundamentais para a recuperação.

Elyon foi abordado por criminosos, que atiraram contra o carro. Policiais militares o encontraram dentro do carro, após o veículo bater.

Um confronto entre policiais da cidade de Extremoz, Região Metropolitana de Natal, e criminosos terminou com um suspeito de assalto, conhecido como Bruno Satanás, morto.

O tiroteio ocorreu perto da rotatória da Praia de Pitangui, na BR-101 Norte. Dois bandidos suspeitos de assaltos na região realizaram uma série de crimes na tarde de segunda-feira (8) e a passaram a ser monitorados. A dupla circulava em um carro e armada.

De acordo com a Polícia Militar, os criminosos se depararam com uma guarnição na BR e passaram a atirar contra os policiais. Foram vários tiros que atingiram inclusive a viatura. Diante da ameaça, os policiais revidaram, atingindo um dos bandidos.

Bruno Morais Leite, 29 anos, foi socorrido até o hospital Santa Catarina, mas não resistiu aos ferimentos. Ele era conhecido como Bruno Satanás, considerado perigoso por uma série de assaltos em que era suspeito. Várias vítimas procuraram a delegacia, a maioria contra Bruno.

OP9/RN