O abastecimento de água na Zona Norte de Natal está com redução de 50% devido a um problema técnico na bomba da captação da Lagoa de Extremoz. A informação foi confirmada pela Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern).

De acordo com a Caern, a bomba será substituída pela reserva nesta quinta-feira (26) e o abastecimento será restabelecido. Após a substituição, o prazo de normalização de toda a Zona Norte será de 48h, observando as partes mais altas. A recomendação da companhia é que a população racione água durante o período evitando maiores transtornos.

G1

Quem se lembra da Blockbuster? Para os mais jovens que não reconhecem esse nome, a antiga rede de lojas de aluguel de vídeos, que chegou a ter suas ações negociadas na bolsa americana, brilhou na década de 1990 e início dos anos 2000. No seu auge, a Blockbuster chegou a ter mais de 900 lojas, dominando esse segmento da indústria de entretenimento. Durante certo tempo, ela parecia ser imbatível.

A partir de 1997, no entanto, a Netflix (NFLX) silenciosamente começou a demolir o modelo de distribuição física da Blockbuster, oferecendo um serviço de aluguel de vídeos melhor. Desde então, a toda poderosa Blockbuster começou a ser liquidada e hoje possui apenas uma loja na cidade americana de Bend, no Oregon.

Desde que iniciou o streaming de vídeos em 2007, a Netflix não parou de crescer. Na última década, só deu ela no segmento. Depois de 2007, a Netflix acabou se tornando uma empresa de US$ 116 bilhões. Sua receita cresceu de US$ 1,2 bilhão naquele ano para US$ 15,7 bilhões em 2018, um salto de 1200%.

Mas tirar a Blockbuster de jogo não foi tudo. Nos últimos anos, além do simples aluguel de vídeos, a Netflix passou a criar suas próprias produções – uma aposta de alto risco/retorno, acreditando que o conteúdo original atrairia novos assinantes e manteria o público atual engajado.

O lado negativo? Os enormes custos envolvidos na produção desse conteúdo. Mesmo assim, todo esse esforço e investimento posicionaram a Netflix como líder do setor e a transformaram em uma potência imbatível no streaming… Até agora.

Mas a concorrência está aumentando, e a Netflix encontra-se muito mais vulnerável do que mostram os fundamentos superficiais.

O problema do endividamento crescente

O predomínio da Netflix no setor nunca foi impulsionado por seus lucros. A empresa se beneficiou do seu pioneirismo e investiu agressivamente para manter essa liderança. Além disso, a concorrência ficou esparsa por um bom tempo.

Embora a Netflix venha apresentado lucro há uma década, o ano de 2018 foi o primeiro em que ele superou US$ 1 bilhão. O foco principal da empresa sempre foi aumentar o número de usuários.

Os demonstrativos de fluxo de caixa da Netflix contam a história verdadeira: nos últimos quatro anos, a empresa sediada na Califórnia já perdeu US$ 6,6 bilhões em operações. Isso está diretamente relacionado ao fato de que produzir, criar e licenciar conteúdo é um empreendimento caro. Requer tempo, perícia, equipamento e quadro funcional significativo, entre outros aspectos.

Por exemplo, estima-se que cada um dos seis episódios da temporada final de Game of Thrones tenha custado cerca de US$ 15 milhões. Adicione a isso o apetite insaciável dos consumidores por conteúdos cada vez mais novos e de alta qualidade, e o ciclo de gastos rapidamente se torna infinito, algo que fica patente nos relatórios financeiros da Netflix.

Mas como é que uma empresa que apresenta um prejuízo operacional de US$ 6,6 bilhões em quatro anos ainda continua de pé? A resposta é simples, mas muito arriscada: dívidas, muitas dívidas.

A Netflix conseguiu se endividar a uma taxa impressionante: ela aumentou sua dívida em US$ 9,5 bilhões nos últimos quatro anos para financiar sua operação.

O problema, para deixar claro, não é a dívida em si. Alavancar ativos para fazer mais dinheiro é uma estratégia que as empresas usam para crescer. E Wall Street não se importa em financiar uma empresa que queime caixa, desde que ela continue crescendo. No entanto, quando os clientes começam a assinar outros serviços, é aí que os problemas da Netflix aparecem.

Guerras no streaming

No final de 2007, a Netflix tinha 7,5 milhões de assinantes. De acordo com seu último balanço, a empresa contava com 151 milhões de assinantes no segundo trimestre de 2019.

Sem dúvida é possível dizer que a Netflix se saiu bem como único grande player no setor. Uma grande série de mudanças concorrenciais, no entanto, pode gerar os primeiros tremores de terra, sinalizando um abalo sísmico de grandes proporções que acabará com esse predomínio da empresa.

Primeiramente, no último trimestre a Netflix perdeu 130 mil assinantes nos EUA. Só isso já seria um sinal de alerta vermelho para qualquer empresa excessivamente endividada.

 MONEY TIMES

O Brasil poderá receber R$ 50 bilhões de investimentos, nacionais e estrangeiros, nas áreas de infraestrutura em 2020. A estimativa é do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, que participou, nesta quarta-feira (25), da inauguração da nova pista do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Ele esteve nos Estados Unidos nos últimos dias, quando realizou várias reuniões de negócios com investidores estrangeiros, principalmente americanos e canadenses.

“A gente teve reuniões com 68 fundos, bancos de investimentos, fundos de pensão, fundos soberanos. Foram 21 reuniões. Se a gente somar o que só os fundos administram de ativos, dá mais de US$ 2 trilhões. Eles estão olhando para tudo: aeroportos, portos, rodovias, companhias brasileiras, Eletrobras. O apetite é enorme”, disse Tarcísio.

Segundo o ministro, haverá um grande crescimento no volume total de investimentos no setor de infraestrutura, de forma geral, para o próximo ano. “Este ano a gente vai fechar com R$ 11 bilhões de investimento contratado só nos leilões que fizemos de arrendamento portuário, de rodovias, de ferrovias e aeroportos. Se a gente somar com os investimentos autorizados no setor portuário, chega a R$ 30 bilhões, em contratos assinados este ano. Acho que a gente pode chegar, seguramente, no ano que vem, nos R$ 50 bilhões contratados, para todos os segmentos, [com investidores] nacionais e internacionais”, estimou o ministro.

Aeroportos

Tarcísio também abordou o programa de concessão dos aeroportos da Infraero, que deverão passar para o controle da iniciativa privada até 2022. O ministro explicou que existe um cronograma de concessões e que ele está sendo seguido à risca.

“O próximo passo é fazer o leilão, em outubro do ano que vem, de 22 aeroportos. São três blocos: o Norte 1, o Centro e o Sul. A partir do momento em que a gente faz o leilão, inicia a estruturação da sétima e última rodada, com mais 19 aeroportos, em três blocos, aí sim [incluindo] Congonhas e Santos Dumont. A previsão é final de 2021, início de 2022, não vai fugir muito disso. [Até 2022, terão sido concedidos] 41 da rede da Infraero, todos os aeroportos”, disse.

No próximo ano, o ministro disse que a pista de Congonhas passará por reformas. Ele destacou que a reforma do Santos Dumont foi concluída em tempo recorde. Em 28 dias, foi trocada a camada que recobre a pista principal, com um asfalto especial, poroso, que escoa praticamente de forma imediata a água da chuva, garantindo maior aderência nos pousos e decolagens, conferindo maior segurança nas operações. A pista foi entregue no sábado (21) para uso pelas companhias aéreas.

Agência Brasil

Uma comissão formada por deputados e senadores aprovou nesta quarta-feira (25) um relatório que propõe a reincorporação de médicos cubanos ao programa Mais Médicos por até dois anos.

Nesse período, os médicos devem receber o valor integral da bolsa de R$ 11.800 mensais ofertada no programa e prestar até quatro provas para revalidação do diploma. Se aprovados, poderão continuar a atuar como médicos no país.

A proposta integra relatório apresentado pelo senador Confúcio Moura (MDB-RO) em comissão criada para analisar o texto da medida provisória que cria o programa “Médicos pelo Brasil”, previsto para substituir progressivamente o Mais Médicos.

ROBSON PIRES

Nesta semana, a fonte atingiu o pico de 89% da demanda por energia do Nordeste ao gerar 9.750 megawatts (MW) segundo informações do Operador Nacional do Sistema. Apesar de ser uma importante matriz energética para a região e o Rio Grande do Norte ter um dos maiores potenciais instalados, o investimento em linhas de transmissão e subestações ainda é um entrave para o avanço dessa indústria em solo potiguar e atração de novos investidores.

O tema foi um dos assuntos debatidos no Fórum Potiguar de Energias Renováveis, promovido pelo Sebrae, Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis (CTGAS-ER), Comissão de Energias Renováveis (Coere) com patrocínio do Banco do Nordeste e apoio de empresas parceiras nesta terça-feira (24), no hotel Holiday Inn.

“A capacidade de escoamento de energia eólica em alguns sítios do Rio Grande do Norte está saturada. É preciso investimentos em linhas de transmissão e subestações coletoras”, explica o coordenador de Pesquisa e Desenvolvimento do Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis, Antônio Marcos Medeiros, que participa do evento. Na avaliação do especialista, o problema ocorre justamente pela alta oferta de energia e pequeno mercado consumidor nas regiões produtoras. Segundo Antônio Medeiros, o alto potencial eólico do Rio Grande do Norte se dá justamente pela ação dos ventos alísios e posição geográfica privilegiada.

ROBSON PIRES

A Hapvida reuniu na noite desta quarta-feira (25) representantes de aproximadamente 60 corretoras de planos de saúde que atuam em Natal. O encontro teve o objetivo de expor as novidades da empresa e fortalecer o relacionamento com os corretores.

De acordo com o diretor comercial Ivanêz Terceiro, a ideia foi passar todas as informações com relação ao crescimento da operadora. “A perspectiva é de que os corretores saiam motivados em sabendo realmente do papel da Hapvida na sociedade e do seu crescimento a nível nacional”, disse.

Ele explicou que as corretoras receberam informações sobre a ampliação em Natal, onde a Hapvida abriu duas novas clínicas de medicina preventiva: uma na Zona Leste ou na Norte. E também sobre a ampliação no território nacional.

No início de setembro, a empresa recebeu autorização do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para adquirir fatia de 75% da RN Saúde por R$ 53 milhões de reais. O negócio envolve 60 mil usuários.

A meta da Hapvida é estar presente nas cinco regiões do Brasil. Nesta quinta-feira (26), evento semelhante será realizado em Mossoró, segunda maior cidade do RN. Lá o encontro deverá contar com a participação de 40 corretoras.

OP9

A Caixa Econômica Federal anunciou que pretende investir R$ 700 milhões em projetos que melhorem a qualidade de vida da população do Rio Grande do Norte. O Executivo estadual, por meio da governadora Fátima Bezerra, foi informado em reunião com representantes do banco estatal.

As conversas para dar continuidade ao projeto acontecerão em Brasília, na sede da Caixa, no mês de outubro. Segundo o governo, a ideia é utilizar os recursos para conclusão de obras.

“Esta é a oportunidade que teremos para destravar diversas obras importantes, como o Pró-Transporte, que está parado e é muito importante para a mobilidade urbana na Zona Norte onde residem cerca de 400 mil pessoas”, destacou Fátima Bezerra. O Pró-Transporte é um projeto de mobilidade urbana para atender a Zona Norte natalense, que se arrasta desde 2005.

Os recursos são oriundos da linha de crédito Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa), lançado pela Caixa em 2012 para facilitar a concessão de crédito para obras de saneamento ambiental, transporte e logística e energia.

Atualmente, o governo do RN enfrenta dificuldades para concluir obras da Avenida Roberto Freire e do conjunto habitacional Praia-Mar, além da reestruturação do Museu da Rampa e algumas praças públicas, segundo o secretário de infraestrutura Gustavo Rosado.

OP9

O piloto sumiu nesta semana, aliás, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), protagonizou cena que provocou crise de risos em parlamentares ao lado de ACM Neto. Os dois foram a reunião de líderes no apartamento de Elmar Nascimento (DEM-BA) e acabaram presos por cerca de 30 minutos no elevador.

Pecado capital, Maia tem certa fobia a lugares fechados. Deputados brincam que foi castigo, já que o apartamento de Elmar fica no primeiro andar, mas ainda assim os dois preferiram usar o equipamento.

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin votou por rejeitar a anulação de uma sentença da Lava Jato no início do julgamento que pode afetar uma das condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e gerar uma reviravolta na operação.

A análise do recurso será retomada na tarde desta quinta-feira (26).

Único a votar na sessão desta quarta (25) e relator da Lava Jato na corte, Fachin discordou da tese apresentada pela defesa de Márcio de Almeida Ferreira, ex-gerente de Empreendimentos da Petrobras, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.

O julgamento no plenário do Supremo, composto por 11 ministros, vai decidir se réus delatores devem apresentar suas alegações finais em processos antes dos demais acusados e se ações que não seguiram esse rito anteriormente devem ter suas sentenças revistas.

Fachin afirmou que a ordem das considerações finais não está na lei e que uma decisão só pode ser considerada nula quando há prejuízo ao réu.  “Não há na lei expressa, no ordenamento jurídico infraconstitucional, que sustente a tese da impetração [da defesa].”

De acordo com o ministro, a delação não desencadeia “efeito acusatório”, ou seja, delator continua réu no mesmo processo igual ao delatado. Assim, sustentou, não há motivos para prazos diferentes.

“Não me convenci da tese [da defesa]”, disse o relator da Lava Jato no STF. Segundo ele, os advogados não apontaram qualquer cerceamento efetivo ao direito do contraditório.

Em sustentação no plenário, o advogado Marcos Vidigal de Freitas Crissiuma, que representa Ferreira, afirmou que “réu colaborador não é defesa, é acusação”.

“Ele está ali por obrigação legal para incriminar quem está no processo”, disse. Segundo Crissiuma, um delator pode falar por último, nas alegações finais, e impedir a contra-argumentação do réu delatado. “Isso é grave”, afirmou. “Aqui está em jogo a discussão de uma ordem democrática.”

Crissiuma pediu a nulidade do processo e a reabertura do prazo para as alegações finais.

No pedido ao STF, a defesa diz que a primeira instância da Lava Jato “acertadamente estipulou que os réus colaboradores [delatores] fossem ouvidos antes dos demais [delatados]”, mas, nas alegações finais, “estabeleceu prazo conjunto para todos os réus, colaboradores e não colaboradores”.

O procurador-geral da República interino, Alcides Martins, negou haver qualquer motivo para anular a decisão de primeiro grau, proferida pelo então juiz Sergio Moro, hoje ministro da Justiça.

“Não viola qualquer previsão legal, cumpre o que a lei expressa”, disse Martins, em sua primeira sustentação oral no STF. “Não há como se reconhecer a nulidade.”

Como a Folha mostrou na terça-feira (24), uma saída costurada no Supremo para limitar os efeitos de uma decisão favorável às defesas seria atender apenas réus que pedem desde a primeira instância o direito de apresentar alegações finais por último.

Entre os casos de Lula na Lava Jato, isso tornaria passível de revisão o do sítio de Atibaia (SP), mas não o do tríplex de Guarujá (SP), sentenciado por Moro em 2017.

No processo em que o petista foi condenado em razão de reformas bancadas por emprei teiras no sítio, o processo poderia retroagir em nove meses. As alegações finais do processo foram entregues em janeiro, um mês antes da publicação da sentença de primeira instância, proferida pela juíza Gabriela Hardt, que substituíra Moro temporariamente em Curitiba.

Enquanto Fachin proferia o voto no plenário, dois grupos protestavam na praça dos Três Poderes, em frente ao Supremo. Um deles carregava a bandeira “Lula Livre” e outro, de defesa da Lava Jato.

Houve confusão entre manifestantes pró-Lava Jato, que empurraram a grade. A Polícia Militar usou bomba de gás pimenta e dispersou o grupo. Com pixulecos de ministros, o grupo pedia impeachment de integrantes da corte.

Em nota, a PM informou que os manifestantes lançaram pedras e pedaços de paus contra os policiais. Um deles ficou ferido com uma pedrada no rosto. Ele foi encaminhado a um hospital e levou pontos.

CASO BENDINE

O plenário do STF foi chamado a se pronunciar se réus delatores devem apresentar suas considerações finais em processos antes dos demais acusados depois de a Segunda Turma da corte ter anulado condenação em primeira instância imposta pelo então juiz Moro.

Em agosto, a turma composta por cinco ministros tornou sem efeito a condenação de Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, por corrupção e lavagem de dinheiro.

A decisão se deu justamente por essa questão técnica ligada ao cerceamento da possibilidade de defesa e foi considerada uma das principais derrotas da história da Lava Jato.

A defesa de Bendine argumentou que Moro abriu prazo para alegações finais simultaneamente para todos os réus, os que tinham fechado acordo de delação e os que não tinham —caso do ex-presidente da Petrobras.

Com base no princípio constitucional do direito à ampla defesa e ao contraditório, a maioria da turma concordou com a tese da defesa e determinou a primeira anulação de uma sentença de Moro por questões processuais.

Com a decisão do STF, o processo de Bendine voltou para a primeira instância da Justiça Federal em Curitiba.

Moro havia condenado Bendine, em março de 2018, a 11 anos de prisão. Posteriormente, o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) manteve a condenação, mas reduzindo a pena para 7 anos e 9 meses.

Bendine assumiu a presidência da Petrobras em fevereiro de 2015, no governo Dilma Rousseff (PT), em meio à Lava Jato. Ele foi preso sob suspeita de ter pedido R$ 3 milhões à Odebrecht para proteger a empreiteira nos contratos com a estatal. Em março de 2018, foi condenado por Moro e permaneceu preso até abril passado.

ENTENDA O QUE ESTÁ  EM DISCUSSÃO NO STF

O que o Supremo decidiu em agosto?
A Segunda Turma decidiu anular, por 3 votos a 1, a condenação de Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, por corrupção e lavagem de dinheiro. A maioria entendeu que Bendine deveria, como requereu sua defesa ao ex-juiz, ter apresentado suas alegações finais na ação penal depois dos outros réus que eram delatores

O que são as alegações finais?
São a última etapa de uma ação penal antes da sentença. É a última oportunidade para as partes apresentarem seus argumentos

Qual foi interpretação do STF para o caso?
Os ministros da Segunda Turma entenderam que, para garantir o amplo direito à defesa, assegurado pela Constituição, o delatado deve apresentar suas alegações depois do delator

O que o plenário discute agora?
A questão das alegações finais em outro caso: o do ex-gerente da Petrobras Márcio de Almeida Ferreira, também condenado por corrupção e lavagem. Apenas o ministro Edson Fachin apresentou seu voto, sendo contrário à anulação da sentença.

Madrugada de quarta feira 25 de setembro de 2019, violenta em Mossoró, região Oeste do Rio Grande do Norte. A cidade registrou dois homicídios com características de execuções e uma tentativa de homicídio em duas ocorrências distintas no Bairro Costa e Silva (Pintos). Os crimes ocorreram entre 02h00min e 02h05min no mesmo bairro, mas em ruas diferentes, onde duas pessoas foram mortas com tiros de escopeta e uma terceira saiu ferida e socorrida pelo Samu para o Hospital Tarcísio Maia. O primeiro homicídio ocorreu na Rua Santana, onde foi morto Alefy Samuel Ferreira Barbosa da Silva, 19 anos. De acordo com a PM que atendeu a ocorrência, homens encapuzados, com armas longas, em um carro preto arrombaram a tiros, o portão de entrada casa e executaram a vítima com vários tiros de escopeta calibre 12. O pai de Alefy, Rogério Ferreira da Silva, que estava com o filho em um dos cômodos da casa, também foi alvejado na região do peito e socorrido pelo Samu para o Hospital Tarcísio Maia. Não há informações sobre o estado de saúde dele.

O segundo crime aconteceu, poucos minutos depois, na Rua Bezerra onde foi vítima, José Maria de Almeida Júnior, executado com muitos tiros de escopeta calibre 12. Segundo a polícia, os mesmos modus operandi. Homens encapuzados com armas longas e em um carro, arrombaram o portão com tiros de 12, foram até um quartinho nos fundos da casa onde José Maria dormia e o executaram sumariamente

A vítima teve a cabeça esfacelada em consequência dos disparos sofrido. A Polícia não tem dúvidas de que as duas vítimas, apesar de terem sido mortas em casas diferentes e distante uma da outra, foram assassinadas pelos mesmos atiradores, que fugiram após os crimes em sentido ignorado. Nas duas casas, a perícia criminal recolheu cápsulas de pistola e estojos de cartuchos calibre 12.

Até o momento não há informações sobre a motivação para os dois assassinatos, mas de acordo com a polícia as duas vítimas tinham passagem pelo sistema prisional. Alefy respondia processo por tráfico de droga na comarca de Mossoró (Ver Processo) e José Maria, respondia a um furto qualificado na comarca de Mossoró. (Ver Processo)