
A procuradora de Roraima Rebeca Ramagem, esposa do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, afirmou sofrer “perseguição política” após o governo estadual determinar seu retorno ao trabalho presencial. Ela está nos EUA com a família desde setembro, período em que o marido passou a ser considerado foragido após condenação por tentativa de golpe.
Em vídeo, Rebeca disse que exerce funções de forma remota desde 2016, sem prejuízo ao serviço, e que cerca de um terço dos procuradores atua em teletrabalho. Segundo ela, a exigência presencial seria arbitrária.
A procuradora também pediu licença médica de 60 dias por impactos emocionais ligados à situação familiar e tenta no Supremo Tribunal Federal desbloquear suas contas bancárias, em ação apresentada ao ministro André Mendonça. A defesa afirma que a medida impediu o recebimento do salário e gerou dificuldades financeiras para ela e as duas filhas.
Ramagem deixou o Brasil em 2025, foi condenado a 16 anos e teve o mandato parlamentar cassado. A defesa nega irregularidades e fala em perseguição política.
