
Em pelo menos uma das conversas que teve com senadores na semana passada, Alexandre de Moraes disse que a culpa pelo agravamento da crise entre Executivo e Supremo foi da fala de Luís Roberto Barroso sobre a ameaça dos militares ao processo eleitoral (“As Forças Armadas estão sendo orientadas a atacar e a desacreditar o processo eleitoral”). Ao menos é o que afirmou a coluna de Lauro Jardim, no O Globo.
Esse fato já demonstra um conflito interno até mesmo entre os membros da Suprema Corte. Moraes deve se eximir dos problemas causados com os atritos com o presidente Bolsonaro.
SF SINALIZA QUE AVALIA ‘PEITAR’ DECRETO DE BOLSONARO

O Supremo Tribunal Federal (STF) nada tem a fazer, sobre o decreto de graça de Jair Bolsonaro, senão acatar o ato de soberania do presidente da República. Mas não fará isso. O governo trabalha com a informação de que os “cabeças” do STF não têm feito outra coisa, há mais de uma semana, senão discutir formas de tornar sem efeito o decreto que beneficiou o deputado Daniel Silveira. Prender o deputado virou “questão de honra” para alguns ministros, fazendo valer o julgamento no plenário.
PERSEGUIÇÃO

A decisão de Alexandre de Moraes de prorrogar por 60 dias o inquérito contra Silveira, foi visto no Planalto como novo ato de perseguição.
ESTRATÉGIA
Mas os conselheiros jurídicos do governo acham que a decisão de Moraes obedeceria à estratégia do STF de “peitar” Bolsonaro.
JOGO SOLITÁRIO
A impressão que dá, no entanto, é que os ministros do STF jogam xadrez sem um adversário focado, no outro lado do tabuleiro.
PERDENDO TERRENO

O Supremo vem perdendo terreno a cada dia, pois a graça dada pelo presidente Jair Bolsonaro ao deputado Daniel Silveira está dentro da nossa Constituição Federal, isso mostra que o presidente vem jogando dentro da legalidade, muito diferente de alguns ministros do Supremo.
O MAIOR CABO ELEITORAL DE BOLSONARO

O STF tem sido hoje o maior cabo eleitoral para a reeleição de Bolsonaro, pois para muitas pessoas está muito claro a forma demagógica que o ministro vem agindo, principalmente, quando o assunto é o presidente ou pessoas ligadas a ele. O nível de perseguição acendeu a chama da liberdade, que pelo que parece vem ganhando a cada dia mais e mais força, impulsionando a reeleição de Bolsonaro.
