Avon não vai mais testar produtos em animais; decisão afeta produção global

Comprada pela Natura em maio deste ano, a marca de beleza Avon anunciou que não fará mais testes de cosméticos em animais em toda sua cadeia global, inclusive na China, um dos principais mercados para a empresa. Segundo a Euromonitor International, o país é o segundo maior consumidor de produtos de higiene pessoal e cosméticos no mundo, atrás dos Estados Unidos.

O problema é a legislação chinesa, que complica um pouco as coisas. A lei obriga fabricantes a testarem produtos como protetor solar e desodorante em animais, sendo assim, a multinacional decidiu que vai deixar de produzi-los no país.

Com essa decisão, a marca não precisará, necessariamente, sair no prejuízo. Em alguns casos, cosméticos comprados pelos chineses pela internet não precisam ser testados em animais. Sendo assim, a Avon poderá fabricar em outros países sem testar em animais e continuar vendendo na China.

Com a mudança na estratégia, a Avon retornou à lista da ONG PETA (Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais, em português), sete anos após ser excluída devido à atuação na China. Avon, Mary Kay, Estée Lauder e Revlon foram alvo de uma petição para eliminarem os testes, que eram feitos por empresas terceirizadas naquele país.

Passar a entregar as marcas da Natura foi a principal mudança no mindset da Avon. No momento da compra – de US$ 3,7 milhões – a gigante brasileira já havia sido questionada por analistas e consumidores sobre trabalhar com uma multinacional que fazia testes em animais.

Em 2018, a The Body Shop, adquirida pela Natura em 2017, iniciou a coleta de assinaturas em parceria com a ONG Cruelty Free International, pelo fim dos testes em animais na indústria cosmética em todo o mundo.

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