junho 24, 2026
Argentina's President Alberto Fernandez holds the symbolic leader's staff after he was sworn in as Argentina's next president, in Buenos Aires

Argentina's President Alberto Fernandez and Vice President Cristina Fernandez de Kirchner flash V-signs after they were sworn in, in Buenos Aires, Argentina December 10, 2019. REUTERS/Agustin Marcarian

(Foto: AFP VIA BBC)

A pobreza na Argentina atingiu 44,2% da população no fim do terceiro trimestre de 2020, uma alta de 3,4% quando comparado ao mesmo período de 2019, informou nesta quinta-feira (03) o Observatório da Dívida Social da Universidade Católica Argentina (UCA). Quando considerado o número por famílias, o índice atinge 34,9% delas, uma elevação de 2,2%.

“Pelo efeito da crise da Covid-19, a capacidade monetária das famílias argentinas experimentaram uma piora brusca e elevada, com efeito regressivo sobre a pobreza e a indigência”, diz o relatório.

O documento ainda ressalta que “o novo cenário paralisou ainda mais os investimentos, o consumo e a disponibilidade de postos de trabalho na economia formal, freando qualquer iniciativa de reativação e danificando, especialmente, as pequenas e médias empresas e aprofundando a relação entre informalidade econômica, pobreza e exclusão social”.

Detalhando os números, a pesquisa mostrou que 7,3% das famílias e 10,1% dos argentinos estavam na faixa da “indigência”, nos maiores números da década. A UCA informou ainda que o desemprego entre julho e outubro ficou em 14,2%, o que equivale a 2,7 milhões de pessoas.

O diretor do Observatório, Agustín Salvia, afirmou ao apresentar o estudo que “sem o auxílio universal para filhos, sem a renda familiar de emergência, além das ajudas alimentares e outros subsídios” dados pelo governo argentino durante a crise sanitária do coronavírus Sars-CoV-2, “a indigência teria sido o dobro e a pobreza teria atingido 53%” da população.

“É necessário um crescimento econômico e um pacto econômico-social para criar empregos porque, de outra maneira, não haverá nenhuma possibilidade de sair da pobreza”, ressalta ainda Salvia.

Isto É, com ANSA

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