Sindsaúde convoca ato em defesa do Hospital Ruy Pereira

Ato em defesa do Hospital Estadual Dr. Ruy Pereira e contra o desmonte do Sistema Único de Saúde (SUS) acontece nesta quarta-feira, 16, às 9h, em frente a unidade. A manifestação é organizada pelo Sindicato dos Servidores em saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde-RN).

De acordo com o sindicato, o ato se dá pela precariedade do Hospital Ruy Pereira, unidade que é referência potiguar na realização de cirurgias vasculares e no tratamento de doenças como “pé diabético”. A estrutura atual é insuficiente para atender a demanda dos 280 mil pacientes diabéticos que dependem da rede pública de saúde estadual.

Até este mês, a unidade já foi responsável pela realização de 1.737 cirurgias, das quais 400 consistiram em grandes amputações. Para o Sindsaúde RN, o possível fechamento da unidade deixará a população desassistida. A opinião do sindicato é que a política de saúde do Governo Fátima Bezerra (PT/PCdoB), assim como a dos governos anteriores, economiza dinheiro com o fechamento de hospitais, mas penaliza servidores com sobrecarga de trabalho e a população com falta de assistência médica adequada.

Fechando as portas

O Hospital Ruy Pereira foi inaugurado em 2010, com o objetivo inicial de desafogar os leitos do Hospital Walfredo Gurgel, que enfrentava superlotação. O prédio onde a unidade está localizada, em Petrópolis, é alugado e pertence ao antigo Instituto de Traumatologia e Ortopedia do RN (Itorn). A transação, na época, custou R$ 2,4 milhões e foi dividida em parcelas de R$ 200 mil, com vigor a partir de setembro de 2010.

Desde sua inauguração, o hospital já enfrentou diversos problemas, como atrasos no pagamento de aluguéis, que resultaram em processo. Hoje, a principal justificativa apresentada pelo governo para um possível fechamento de portas é a precariedade na estrutura do local, que tem problemas apontados desde 2014.

Em agosto deste ano, mês de expiração do contrato da unidade, o governo do Estado declarou em nota que prorrogará o aluguel “pelo período que for necessário”. Caso a unidade feche, serão perdidos 114 leitos clínicos e 22 de UTI.

AGORA RN