NÃO QUERIA ESTAR NO LUGAR DELE

O ex-ministro do STF Marco Aurélio afirmou que não gostaria de estar na posição do ministro Alexandre de Moraes caso, em 2026, o Congresso seja dominado por uma maioria de direita.
ELE SABE

Alexandre de Moraes está mais ciente do que ninguém de que dificilmente permanecerá no STF se o Senado for efetivamente controlado pela direita. Muitos dos novos senadores e senadoras eleitos terão como missão prioritária afastá-lo do cargo.
APOSTANDO NO STF
A reunião para tentar resolver a crise do IOF, na casa do presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), terça (8), começou com os ministros de Lula de mãos vazias e acabou em irritação. Parlamentares avaliam que o governo aposta exclusivamente no Supremo Tribunal Federal para solucionar o impasse. Além de Motta, os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Jorge Messias (AGU) e o senador Davi Alcolumbre (União-AP) deram as caras.
NADA DE NOVO

Haddad, com relação desgastada com a Câmara, choveu no molhado e apenas defendeu a manutenção do aumento do imposto.
SOVA DE VOTOS
Haddad ouviu que é impossível para Motta (e Alcolumbre) desprezar os 383 votos na Câmara. No Senado, a votação foi até simbólica.
TRUCO?
Gleisi apostou na pressão contra o Congresso. Disse que, sem o aumento, sobraria o contingenciamento das emendas parlamentares.
SÓ PASSEOU
O AGU “Bessias”, apesar de escalado para reforçar que o governo vai insistir na ação no STF, sugeriu solução política. Ninguém deu ouvidos.
NÃO QUER BRIGA
Moares evita confronto com o Congresso, sinalizando relutância em apoiar medidas governamentais sobre o IOF. A cautela revela estratégia para manter equilíbrio institucional.
