junho 26, 2026
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Unodc pediu mais investimentos em segurança e combate à corrupção para barrar tráfico de drogas no continente

Este conteúdo foi publicado originalmente pela agência ONU News, da Organização das Nações Unidas

Drogas apreendidas pela UNODC na África, em 2015 (Foto: Divulgação/UNODC)

O Unodc (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime) lançou a Visão Estratégica para a África até 2030. O plano, apresentado em Viena, prevê investimentos em áreas incluindo o combate à corrupção e ao terrorismo.

Práticas ilícitas no continente assolam setores como a saúde impedindo serviços a 400 milhões de usuários. A África importa mais de 95% dos medicamentos e produtos no setor de saúde.

Em outras áreas, os desafios incluem melhorar prestação de contas e supervisão, combater ameaças ao desenvolvimento sustentável, à segurança humana e à governança.

A estimativa é que, por ano, os africanos percam US$ 88,6 bilhões em fluxos financeiros ilícitos. O valor equivale a 3,7% do PIB (Produto Interno Bruto) regional. Com a nova estratégia, o Unodc quer garantir maior proteção das pessoas contra o crime organizado, terrorismo e violência.

Outras metas incluem tornar os sistemas de justiça criminal mais eficazes e responsáveis, evitar a falsificação de medicamentos e impulsionar recursos e meios de subsistência. A União Africana quer cooperar com a iniciativa para alinhamento técnico  à Agenda 2063 da organização.

Entorpecentes 

No evento virtual participaram a chefe do Unodc, Ghada Waly, a representante da ONU na União Africana Hanna Tetteh, e a conselheira especial para a África do Secretário-Geral da ONU, Cristina Duarte.

Nos últimos anos, a África passou de uma mera rota de trânsito de entorpecentes traficados para se tornar uma importante região consumidora e protagonista no crime.

À medida que grandes quantidades de drogas passam pela região, há maior consumo e produção locais. A situação fez disparar os casos de transtornos por uso de entorpecentes e cria uma enorme demanda de tratamento que não pode ser atendida por falta de especialistas para lidar com vícios.

Os efeitos do aumento do vínculo entre as drogas e o crime organizado são redes complexas e mutáveis de insurgência e práticas que afetam a política local e regional, como corrupção e terrorismo.

Com a pandemia, criminosos aproveitam-se da situação para promover a produção e o tráfico de medicamentos e produtos de saúde que sejam precários e falsificados. Esses fatores representam grandes desafios não só para os já frágeis sistemas de saúde, mas também para o meio social e econômico da África.

A comissária da União Africana, Amira Elfadil, sublinhou o compromisso da organização em priorizar o desenvolvimento sustentável, abordando a pobreza generalizada, a exclusão social e a discriminação.

Conforme Elfadil, a aposta quer favorecer para que haja mais meios de subsistência lícitos e sustentáveis através de um reforço da colaboração com o Unodc.

A diretora executiva do Unodc, Ghada Waly, enalteceu a cooperação com parceiros regionais para prevenir e responder a questões ligadas às drogas, crime, corrupção e terrorismo.

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