junho 29, 2026

Foto: Reprodução

A picanha, que se tornou um dos principais símbolos do debate político nas últimas eleições presidenciais, ficou 10,66% mais cara no primeiro semestre de 2026, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), do IBGE.

Os dados mostram que todos os principais cortes de carne bovina acumularam aumento no período.

Entre janeiro e junho, o peito registrou a maior alta, de 10,9%. Na sequência aparecem a picanha (10,66%), o filé-mignon (10,22%), a alcatra (9,48%) e o acém (9,33%). Os menores reajustes foram observados no cupim (5,75%) e no patinho (6,61%).

Analistas do mercado atribuem a valorização da carne bovina, principalmente, ao avanço das exportações brasileiras.

Levantamento do Itaú BBA aponta que os embarques para a China cresceram 24% entre janeiro e maio, na comparação com o mesmo período de 2025, respondendo por 51% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil.

Em janeiro, a China passou a cobrar uma sobretaxa de 55% sobre as exportações brasileiras que ultrapassarem 1,1 milhão de toneladas em 2026. Até esse limite, permanece em vigor a tarifa de 12%.

A expectativa do mercado é de um alívio temporário nos preços internos caso as compras chinesas desacelerem nos próximos meses.

Apesar dessa possibilidade, a consultoria Safras & Mercado projeta nova pressão sobre os preços no fim do ano. Entre os fatores apontados estão a retomada da demanda chinesa, o aumento das importações pelos Estados Unidos e os efeitos do fenômeno El Niño sobre a oferta de gado.

Já a suspensão das compras de carne bovina brasileira pela União Europeia deve ter impacto limitado no mercado interno, segundo os especialistas, uma vez que o bloco responde por cerca de 3,5% das exportações do setor.

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