Caraíva, um dos destinos mais procurados do litoral da Bahia, vive uma escalada da violência causada pela disputa entre facções criminosas. O vilarejo de Porto Seguro, conhecido pelas praias paradisíacas e pela ausência de carros, registrou assassinatos, toques de recolher e grandes operações policiais ao longo de 2025.
Segundo moradores e a Polícia Federal, grupos criminosos disputam o controle do tráfico de drogas, impulsionado pelo turismo de alto padrão. A região também enfrenta conflitos fundiários envolvendo indígenas Pataxó e fazendeiros, cenário que, segundo especialistas, facilita a atuação das facções.
Em três operações realizadas em 2025, 12 suspeitos morreram e 27 fuzis, além de granadas e outros armamentos, foram apreendidos. A PF afirma que os criminosos utilizam áreas indígenas para dificultar a ação das forças de segurança e que há ligação entre facções locais e organizações criminosas de outros estados.
Moradores relatam que a violência ainda raramente atinge turistas, mas dizem viver sob constante insegurança. Há relatos de toques de recolher, mensagens de facções impondo regras à comunidade e acordos para evitar confrontos durante a alta temporada.
Apesar da crise, Caraíva segue recebendo milhares de visitantes. Especialistas apontam que a combinação de turismo de luxo, disputa por terras, localização estratégica e pouca presença do Estado transformou o destino em alvo do crime organizado.
Lembrado que esse é um estado que administrado por anos pelo PT.
O Partido dos Trabalhadores (PT) governa o estado da Bahia de forma ininterrupta desde o dia 1 de janeiro de 2007. A longa hegemonia do partido alterou o xadrez político local e tem impactos diretos na estruturação da administração pública e nos debates políticos regionais
