Arquivos

A nutricionista Cláudia Rosy Rocha alegou ter sentido desconfortos após ter comido um peixe contaminado com petróleo. Ao longo deste fim de semana, a mulher e a família dela procuraram atendimento médico por causa de dores de cabeça e náuseas, provavelmente causados pela substância.

“Fui almoçar e senti um pouco amargo, mas pensei que fosse normal. Só depois, quando já estava fora de casa, foi que comecei a sentir as dores e tive de procurar atendimento médico”, conta Cláudia Rosy. O peixe-espada foi comprado em Barra de Maxaranguape, Litoral Norte.

O óleo preto dentro do peixe foi encontrado pela filha de Cláudia após abrir o animal: “Ela foi abrir para tirar a parte do filé e notou que havia algo de errado”, completa.

De acordo com o médico Sebastião Campos, os sintomas sentidos pela Cláudia são normais para o caso, uma vez que o petróleo é uma substância altamente tóxica.

Ao longo do mês de setembro, manchas pretas de óleo foram encontradas em pelo menos 112 locais em oito do Nordeste. Até o momento, nove tartarugas, seis delas mortas, e em uma ave, foram contaminadas com a substância.

De acordo com investigações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o óleo preto trata-se petróleo cru. No entanto, sua origem ainda não foi identificada. Em análise feita pela Petrobras, a empresa informou que o óleo encontrado não é produzido pelo Brasil.

OP9

A decisão do ex-presidente Lula cria uma situação nova, porque não cabe ao preso escolher ficar na prisão quando a autoridade decide que ele pode sair. Essa é a avaliação de uma fonte política que está acompanhando o caso. O argumento é que há custos com qualquer preso, e isso não pode ser decidido pelo próprio réu.

Sobre a tornozeleira, a explicação é que “ela é o meio de fiscalização do Estado e não cabe ao condenado escolher de que forma será fiscalizado, pode-se discutir a proporcionalidade”. Há divergências de interpretação sobre a necessidade da tornozeleira. Pode haver outro tipo de fiscalização. Quanto ao semiaberto, se essa for a decisão da juíza, não haveria como o ex-presidente permanecer na prisão.

Miriam Leitão/O Globo