Bolsonaro: “Se homem do Campo tivesse ficado em casa o Brasil teria passado fome” - Informativo Atitude

Bolsonaro: “Se homem do Campo tivesse ficado em casa o Brasil teria passado fome”

Foto: Alan Santos/Presidência

Em mais uma crítica a políticas de distanciamento social, uma das principais recomendações no combate à pandemia de Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira que “tem alguns idiotas que até hoje ficam em casa”. Desde o início da pandemia Bolsonaro se opôs a políticas que visam reduzir a circulação de pessoas, para diminuir o impacto do novo coronavírus. A Covid-19 já matou 435 mil pessoas no Brasil.

A declaração foi feita em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, quando Bolsonaro comentava uma manifestação em defesa do seu governo realizada no sábado, organizada principalmente por ruralistas. De acordo com ele, se os trabalhadores rurais tivessem “ficado em casa”, o resto da população teria morrido de fome. Entretanto, a maioria dos especialistas e das autoridades sempre defendeu a continuidade de atividades essenciais, entre elas a agricultura.

— O agro, realmente, não parou. Tem uns idiotas aí, o “fique em casa”. Tem alguns idiotas que até hoje ficam em casa. Se o campo tivesse ficado em casa, esse cara tinha morrido de fome, esse idiota tinha morrido de fome. Daí, ficam reclamando de tudo. Quem tem salário fixo ou uma gorda aposentadoria, pode ficar em casa a vida toda, sem problema nenhum — disse o presidente.

Desde o início da pandemia, Bolsonaro se opôs às principais recomendações dos especialistas para combater a doença, como usar máscaras e não participar de aglomerações. O presidente também critica frequentemente medidas tomadas por governadores e prefeitos para reduzir a circulação de pessoas, mesmo nos piores momentos da pandemia.

Nesta segunda-feira, Bolsonaro também voltou a criticar um projeto de lei em discussão na Câmara que pode liberar o cultivo de maconha no Brasil para fins medicinais. O presidente fez, em tom irônico, uma comparação com a cloroquina — remédio que ele defendeu que seja utilizado contra a Covid-19, mas que é considerado ineficaz contra a doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

— Se chegar para mim, eu veto. Engraçado. Maconha, pode. Cloroquina não pode. A esquerda sempre pega uma oportunidade para querer liberar as drogas. Maconha e cocaína faz bem, se problema.

O Globo