Queda Livre: Petróleo abre em queda de mais de 30%, maior tombo desde a Guerra do Golfo

A decisão configura uma guerra de preços em retaliação à Rússia, que na sexta-feira (6) se recusou a fechar um acordo com a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) para reduzir a produção de petróleo.
O movimento seria uma forma do cartel para evitar nova desvalorização da commodity frente à perspectiva de redução de demanda em um ambiente em que o coronavírus poderá desacelerar a economia global.

Segundo relatório do banco Goldman Sachs, a guerra de preços poderá manter o valor do petróleo ao redor de US$ 30 por barril no segundo e no terceiro trimestre deste ano. O banco não descarta também que a cotação possa beirar os US$ 20 por barril.

A Rússia, que desde 2016 era aliada da Arábia Saudita e da Opep, a fim de ajudar a firmar o mercado de petróleo, rejeitou apelos por um corte de quase 4% na produção mundial, o que exigiria novas reduções em sua produção, já que a queda acentuada na demanda por parte do setor de aviação e transportes resultou em baixa de mais de um terço nos preços da matéria-prima, de janeiro para cá.

“A Opep e a Rússia estão contemplando o abismo”, disse Helima Croft, da RBC Capital Markets. “Pode ser o fim da aliança entre sauditas e russos, mas não está claro o que Moscou teria a ganhar se decidir atear fogo à casa.”
FOLHAPRESS