
As eleições gerais de outubro ocorrerão sob a organização e a presidência do ministro Nunes Marques, que será eleito presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na noite desta terça-feira (14). Será a primeira vez que a cúpula da Justiça Eleitoral do Brasil será presidida por um ministro indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF) em 2020 pelo ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena em prisão domiciliar por crimes na “trama golpista” contra os resultados da eleição de 2022.
A votação simbólica marcada para 19h foi antecipada na semana passada pela atual presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia. E ainda elegerá como vice-presidente André Mendonça, outro ministro indicado por Bolsonaro, em 2021. Além disso, a ministra abrirá espaço na composição do TSE para Dias Toffoli, que foi indicado em 2009 pelo presidente Lula (PT).
A decisão da ministra Cármen Lúcia de antecipar sua transição na Corte Eleitoral foi anunciada na última quinta-feira (9), sob a justificativa de esperar para junho resultaria em pouco tempo, cerca de 100 dias para a nova Presidência do TSE organizar a eleição de outubro. A ministra surpreendeu seus próprios colegas, e revelou que terá um “enorme trabalho” a realizar no STF, onde pretende produzir o esboço de um Código de Ética planejado pelo presidente da Suprema Corte do Brasil, ministro Edson Fachin.
