MPAL resgata doze crianças e adolescentes dos pais adotivos

Dormindo no chão, sem comida na geladeira e sem condições básicas de higiene. Foi assim que 12 crianças e adolescentes adotados foram encontrados em uma casa de Marechal Deodoro, Litoral Sul de Alagoas, e resgatadas por agentes da Polícia Civil, Conselho Tutelar e Ministério Público do Estado (MPE) nesta quarta-feira (31).

A assessoria do MPE informou que os meninos e meninas foram adotados por um casal natural de Aparecida de Goiânia, em Goiás, e moravam em casas separadas. Eles foram encontrados dormindo no chão e através de um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça o pedido do MPE, as 12 crianças foram levadas para uma casa de acolhimento. Outras três ainda estão sendo procuradas.

O Ministério Público de Goiás acompanhava a situação da família e quando pais e filhos se mudaram para Alagoas, o MP do estado enviou uma equipe multidisciplinar para uma visita, mas o casal não permitia a entrada dos agentes públicos. Por conta das recusas, os promotores fizeram o pedido do mandado de busca e apreensão.

Dentro da casa, a quantidade de lixo acumulada era grande e havia muitas roupas espalhadas por toda a casa. Uma piscina com água parada e suja também foi encontrada. A assessoria do MPE explicou que a família se dividia em duas casas, sendo uma onde morava o pai com adolescentes entre 12 e 17 anos e outra com a mãe e crianças de idades não divulgadas.

O pai das crianças, que não teve a identidade divulgada, foi levado para a Delegacia de Marechal Deodoro onde assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberado em seguida. Com ele os agentes resgataram sete adolescentes.

Na outra casa foram resgatadas três crianças pequenas que estavam sozinhas. Outras duas estavam na escola e a mãe delas não foi localizada até o início da tarde. A mulher é acusada do crime de abandono de incapaz e é considerada foragida pela Polícia Civil.

Ao todo, 12 crianças foram encontradas e resgatadas. As outras três crianças seriam filhos biológicos do casal, segundo o MPE.

A promotora Amélia Adriana de Carvalho Campelo da 1ª Promotoria de Justiça de Marechal Deodoro, que atua como substituta, quer ouvir as crianças e vai solicitar dos pais os documentos de guarda para constatar se a adoção das crianças e adolescentes foi legal. O MPE pode pedir a destituição da guarda a depender do que for descoberto.

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