julho 30, 2026
MEDICINA

A matrícula já está feita, mas a estudante Raíssa Nascimento, de 21 anos, diz que ainda não tem noção do seu feito. Filha de uma diarista e pai desempregado, moradora do bairro Guarapes – um dos mais pobres da Zona Oeste de Natal – a potiguar vai começar o curso de Medicina na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em julho. Mas outras preocupações já chegam: como se manter em um curso que exige dedicação o dia inteiro, investimento em equipamentos e materiais de estudo?

A solidariedade tem sido a resposta. “Já ganhei dois jalecos, dois estetoscópios, livros, materiais para as aulas de instrumentação, muita coisa”, conta a estudante, que ficou surpresa com a atitude das pessoas. “Eu não teria como comprar”, complementa.

Alguns dos presentes foram dos próprios estudantes da universidade, futuros colegas de profissão. “Muita gente legal. Muita gente pra auxiliar, que quer mostrar a universidade. Eles se juntaram e me deram um estetoscópio e esse jaleco também”, mostra. Sobre os livros doados, ela confessa que ainda não contou quantos recebeu.

G1

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