
As famílias que perderam suas casas no desastre ambiental de Mãe Luiza e Areia Preta em 2014 vão receber novas residências até dezembro de 2020, se nenhum atraso ocorrer durante as obras. Há cinco anos, as fortes chuvas que atingiram os bairros da Zona Leste de Natal abriram uma cratera e deixaram moradores desabrigados.
A construção de 29 casas foi firmada após audiência de conciliação na 3ª Vara da Fazenda Pública entre Ministério Público do Rio Grande do Norte e Prefeitura de Natal. A obra será assumida pelo Executivo da capital potiguar, que tem até dezembro de 2019 para iniciar a construção e um ano para finalizá-la. O Residencial Mãe Luiza será erguido no próprio bairro, na Rua João XXIII.
De acordo com o titular da Secretaria Municipal de Habitação, Carlson Gomes, as 171 famílias atingidas – direta ou indiretamente – pela tragédia estão sendo assistidas. Ainda segundo o secretário, que está em Brasília para tentar recursos junto ao Governo Federal, a negociação acontece caso a caso devido as particularidades de cada famílias.
Das 171 famílias atingidas, 30 tiveram as casas parcialmente ou totalmente destruídas e serão beneficiadas com o residencial. “Algumas já estão morando no Village de Prata [conjunto habitacional no bairro Planalto, Zona Oeste], outras preferem receber indenização, então estamos ouvindo as famílias para encontrar a melhor solução possível”, disse.
O valor total estimado para a obra é de R$ 2,4 milhões e as unidades habitacionais serão entregues sem custos para os moradores contemplados. Até novembro deste ano, a prefeitura também deverá anexar ao processo, o projeto final e o cronograma de execução da obra.
Tragédia
No dia 14 de junho de 2014, uma cratera se abriu no bairro provocando um grande deslizamento de terra. Casas foram soterradas, outras desmoronaram e algumas foram interditadas por risco de desabamento. A lama desceu morro abaixo e interditou a Via Costeira, cobrindo pelo menos cinco carros.
De lá para cá, uma escadaria foi construída no local onde o buraco que engoliu as casas se abriu, mas as pessoas continuam sobrevivendo de aluguel social no valor de um salário mínimo.
Novos deslizamentos
Em fevereiro deste ano, um grande volume de chuva voltou a cair na região e provocou riscos de desabamento na comunidade do Jacó e novamente em Mãe Luiza. Equipes com membros da Defesa Civil, secretarias de Habitação (Seharpe), Obras Públicas (Semov) e Assistência Social (Semtas) fizeram vistorias e constataram 30 casas em situação de risco. Quinze famílias foram realocadas.
Em junho de 2019, uma casa desabou na Comunidade do Jacó. Com o desmoronamento, uma casa vizinha também foi atingida na parte dos fundos. Ninguém se feriu.
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