Família tenta trazer corpo de brasileira morta ao cair de prédio no México; feminicídio é investigado

A família de uma brasileira de 33 anos que morreu no sábado (1º) na Cidade do México espera trazer para o país o corpo da vítima. Vanessa Vargas Ribeiro, natural do Rio Grande do Sul, sofreu uma queda do sexto andar de um prédio. As informações são do portal G1.

O Itamaraty informa que presta assistência à família, mas não repassa informações à imprensa. A polícia mexicana confirmou que o caso é tratado como feminicídio. O nome do suspeito não foi divulgado para não atrapalhar a investigação.

A polícia local ainda não entrou em contato com os parentes, segundo a prima e madrinha de Vanessa, Elvira Vargas.

“A gente está tentando uma repatriação. Recebi uma ligação do consulado dizendo que, por se tratar de feminicídio, há uma possibilidade do México repatriar o corpo. Um traslado custaria no mínimo R$ 10 mil, para uma família, que é humilde, não é viável, além das passagens”, contou.

Elvira relata que ainda não foi contatada pela polícia mexicana e que só tem informações sobre o caso por amigos de Vanessa que estão no local. Netucia de Souza Pires, que conhecia a vítima, foi quem reconheceu o corpo da amiga e tenta esclarecer a morte com as autoridades locais. Ela acredita que o namorado tenha envolvimento com a morte.

O homem, um empresário mexicano, é o proprietário do apartamento de onde a mulher sofreu a queda, disse a prima. Vanessa visitava o namorado no local, segundo sua família.

Netucia relata ter visto imagens das câmeras de segurança do prédio. No vídeo, segundo ela, o empresário é visto saindo do local, de carro, logo após a morte de Vanessa. Ela tenta obter, junto à polícia, outras câmeras de segurança que possam ter registrado imagens do casal no momento da queda.

“Não dá para ver bem em cima porque é muito alto. Eu preciso pressionar a polícia para eles conseguirem as câmeras porque tem câmeras em todos os lugares. A câmera mostra quando ele sai no carro dele, olha pra ela no chão e sai. Ela agonizando no chão”.

AGORA RN