
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte encontrou um comprovante de Pix no valor de R$ 10 mil no celular de um dos suspeitos presos pelo atentado contra o vereador e policial militar Cabo Deyvison, em Mossoró. A transferência se tornou uma das principais pistas da investigação. O ataque matou o assessor parlamentar Alyson Dyego e deixou o PM ferido.
A informação já havia sido antecipada no Jornal das 6, da 96 FM, e foi citada também no Portal BO, de Sérgio Costa. Pelo que foi apurado, os investigadores trabalham com três hipóteses principais:
Pagamento pelo atentado — o valor seria a remuneração, total ou parcial, pela execução do crime;
Custeio da operação — o Pix teria financiado transporte, hospedagem, equipamentos ou logística de fuga;
Auxílio pós-crime — a transferência teria sido feita após o ataque para viabilizar a fuga ou ocultação dos suspeitos.
Próximos passos
Para rastrear a origem do dinheiro, a Polícia Civil deve pedir à Justiça a quebra dos sigilos bancário e telemático vinculados à transação. Com a autorização, os bancos são obrigados a fornecer dados dos titulares das contas, histórico de movimentações, registros de dispositivos e demais informações sobre a operação. Em crimes graves, a resposta costuma ser acelerada.
Para os investigadores, a trilha financeira pode ser tão decisiva quanto a perícia balística e os depoimentos: dependendo de quem está por trás do Pix, a transferência pode levar não apenas aos executores, mas aos financiadores, intermediários e mandantes do atentado.
