Mourão minimiza chance de impeachment de ministros do STF, mas alerta que os Ministros do Supremo estão extrapolando - Informativo Atitude

Mourão minimiza chance de impeachment de ministros do STF, mas alerta que os Ministros do Supremo estão extrapolando

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) afirmou nesta 2ª feira (16.ago.2021) que acha “difícil” o Senado aceitar o pedido do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para abertura de processo de impeachment contra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Mourão avaliou, no entanto, que integrantes da Corte estão “extrapolando limites“.

No sábado (14.ago), Bolsonaro anunciou que pedirá, nesta semana, um processo contra os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso no Senado Federal. Em entrevista a jornalistas nesta manhã, Mourão também confirmou ter se encontrado com Barroso na semana passada.

“Ele [Jair Bolsonaro] considera que esses ministros estão passando dos limites em algumas decisões que têm sido tomadas e uma das saídas dentro da nossa Constituição, no artigo 52, seria o impeachment que compete ao Senado fazer. Então, ele vai pedir para o Senado. Vamos ver o que vai acontecer. Acho difícil o Senado aceitar“, declarou Mourão na chegada ao Palácio do Planalto nesta manhã.

Mourão afirmou que Moraes poderia ter tomado “outra decisão” em relação ao ex-deputado Roberto Jefferson, preso por determinação do ministro na 6ª feira (13.ago). Para o vice, Jefferson não é uma ameaça à democracia e um processo poderia ter sido aberto no lugar da determinação de prisão.

“Acho que está extrapolando os limites disso porque, eu já comentei isso, se eu sou ofendido o que que eu faço? Eu registro um boletim de ocorrência e abre-se um processo contra a pessoa que me ofendeu. Então, acho que esse é o caminho“, declarou.

Questionado, o vice-presidente afirmou ter se encontrado com Barroso na semana passada, mas evitou aprofundar detalhes da reunião. “Nós conversamos sobre temas da atualidade“, disse. O ministro preside o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e, por ter sido contra adotar o voto impresso nas próximas eleições, foi alvo de ataques públicos de Bolsonaro.

Mourão disse confiar nas urnas eletrônicas, mas citou que os equipamentos podem ser alvo de ataques. “Até provarem o contrário, eu vou confiando. Tudo aquilo que circula pela rede mundial de computadores sempre está sujeito a algum tipo de ataque“, disse. No entanto o equipamento, ao contrário do que diz Mourão, não tem qualquer acesso com à internet, conforme explica o TSE.

A reunião entre Mourão e Barroso desagradou o presidente e teria motivado o anúncio do pedido de impeachment dos ministros da Corte. O encontro também contribuiu para aumentar o distanciamento entre Bolsonaro e o vice. Os 2 estiveram juntos em um evento militar no sábado (14.ago), mas não conversaram. Segundo Mourão, o presidente não se queixou diretamente a ele sobre o encontro com Barroso.

“Ele não falou nada para mim. Eu o encontrei no sábado e ele não me disse nada. Troquei minha continência respeitosa a ele“, afirmou.

Poder 360

Fonte: Blog do Gustavo Negreiros