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Os Correios registraram prejuízo líquido de R$ 3,158 bilhões no primeiro trimestre de 2026, resultado 83% maior que a perda de R$ 1,725 bilhão registrada no mesmo período do ano passado.
Apesar do resultado negativo, a estatal apresentou lucro bruto de R$ 153,4 milhões, revertendo o prejuízo operacional registrado no início de 2025.
Segundo os Correios, o desempenho foi afetado pela queda das receitas dos serviços postais tradicionais, pelo aumento da concorrência no setor de logística e pelos altos custos para manter a rede de atendimento em todo o país.
As despesas gerais e administrativas quase dobraram em um ano, passando de R$ 1,22 bilhão para R$ 2,27 bilhões. A estatal atribui a alta a reajustes salariais, inflação e ao aumento das provisões para processos trabalhistas, cíveis e fiscais.
O resultado financeiro também pesou no balanço, com impacto negativo de R$ 636,9 milhões, influenciado pelos custos de dívidas contratadas para garantir a liquidez da empresa.
Para tentar reverter o cenário, os Correios apostam em um plano de reestruturação focado em eficiência operacional, diversificação de receitas e reorganização financeira. Entre as medidas adotadas está a troca de empréstimos mais caros por uma nova operação de longo prazo com garantia da União.
