PORTO ALEGRE, RS, 06.08.2016 - Volante de preenchimento para escolha de números entre os 60 disponíveis para o sorteio de prêmios na Mega-Sena, da Caixa Econômica Federal. (Foto: Everton Silveira/Agência Freelancer/Folhapress)
O suposto furto de um bilhete premiado da Mega-Sena, no valor de R$ 29 milhões, em uma casa lotérica de Sinop, a 480 km de Cuiabá, começou a ser investigado depois que uma funcionária pediu demissão e afirmou que o marido era um dos ganhadores do prêmio.
O sorteio aconteceu em agosto de 2023. O prêmio total, de R$ 116.232.513,11, foi dividido entre quatro apostas vencedoras: duas registradas em Sinop, uma em Fortaleza (CE) e outra em Uberaba (MG). Cada ganhador recebeu R$ 29.058.128,28.
No processo, o casal nega que tenha furtado o bilhete premiado — a identidade deles não foi divulgada.
Entenda a linha do tempo do suposto golpe, segundo a investigação:
– No dia do sorteio a funcionária da lotérica imprimiu um bilhete de aposta com defeito para uma cliente;
– Como o comprovante apresentou problema, um novo bilhete com os mesmos números foi emitido e entregue à apostadora;
– O bilhete com defeito não foi cancelado e foi guardado em um cofre da empresa;
– Ao sair o resultado da aposta, a funcionária retirou o bilhete defeituoso do cofre;
– Em vídeo capturado pelas câmeras de segurança, é possível ver a funcionária com outra funcionária comemorando ao ver o bilhete, dizendo que iria na Caixa Econômica e precisaria que a colega cobrisse o trabalho;
– No dia seguinte, ela e o marido pediram demissão; O marido se apresentou como ganhador;
– Os proprietários do estabelecimento desconfiaram da situação;
– Diante da suspeita de fraude, a Polícia Civil foi acionada para investigar o caso.
– O Ministério Público denunciou a funcionária e o marido pelo crime de furto qualificado por abuso de confiança.
A defesa do casal pediu que o processo deixasse a Justiça Estadual e passasse a tramitar na Justiça Federal. Segundo os advogados, como o prêmio da loteria é pago pela Caixa Econômica Federal, haveria interesse da União no caso. Eles também pediram que o processo criminal ficasse suspenso até que a Justiça decidisse quem é o verdadeiro dono do bilhete.
O Superior Tribunal rejeitou o pedido. Entendeu que a suposta vítima do crime é a lotérica, uma empresa privada, e não a Caixa. Segundo a decisão, o saque do prêmio seria apenas uma consequência do suposto furto e não alteraria a competência para julgar o caso.
Com isso, o processo foi mantido na Justiça Estadual, onde continuará a tramitação da investigação por suspeita de furto qualificado.
Com informações de g1
