
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro reagiu nesta sexta-feira (15) a uma nova reportagem do site Intercept Brasil com um documento indicando que ele seria um dos executivos por trás do filme “Dark Horse”, com poder sobre a gestão financeira do projeto.
Conforme a reportagem, Eduardo assinou digitalmente um contrato com a produtora Go Up Entertainment em dezembro de 2024 junto ao deputado Mário Frias (PL-SP), dando poderes para que ambos lidassem de forma direta com o orçamento e a gestão do filme.
A investigação mostra que “Dark Horse” tinha um custo estimado entre US$ 23 milhões e US$ 26 milhões. O valor é próximo ao que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) buscou junto a Vorcaro: US$ 24 milhões, dos quais US$ 10,6 milhões foram efetivamente pagos.
Uma troca de mensagens do ex-deputado com o publicitário Thiago Miranda, um dos intermediários do negócio, mostra um diálogo em março de 2025 em que Eduardo argumenta ser melhor transferir o dinheiro para o filme dentro dos EUA, sem envolver uma empresa do Brasil. A época é a mesma em que Eduardo se licenciou do mandato para morar em Arlington, no Texas.
Eduardo, porém, nega a existência de qualquer irregularidade no projeto. “Quem fala que Eduardo Bolsonaro recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro é mentiroso. Quem fala que Eduardo Bolsonaro recebeu dinheiro deste fundo que foi criado nos Estados Unidos está mentindo para você”, afirma em vídeo publicado no X.
Para o ex-deputado, o site está fazendo um “vazamento seletivo” de informações com o objetivo de manchar a sua imagem e a do irmão. Ele diz que não tinha controle sobre os gastos do filme e que foi colocado como produtor por ter participado de uma etapa prévia da realização da obra, que envolveu o pagamento de uma garantia contratual para um diretor com dinheiro angariado pela plataforma de cursos “Ação Conservadora”, lançada em janeiro de 2024.
“A gente conseguiu segurar um diretor de Hollywood por 2 anos com esse contrato. Eu fui um louco, coloquei todo o risco somente para mim. Tava chegando no final desse contrato, nós iríamos perder o diretor de Hollywood quando surgiu a possibilidade de um grande investidor vir a nos ajudar a fazer o filme, que depois acabou sendo um pool, vários investidores. Então, não tem nada além disso. A essa época o meu contrato era com a produtora, que basicamente disse o seguinte: ‘Eduardo, bota esse dinheiro aqui. Como o risco tá 100% seu, eu vou te garantir aí você ser diretor executivo do filme’”, afirmou.
Depois da mudança na estrutura do financiamento, Eduardo diz ter saído da posição de executivo e passou a ser “somente uma pessoa que assinou a sua sessão de direitos autorais” para ser representado no filme.
Veja fala do ex-deputado:
Intercept, vocês são VAGABUNDOS!
NÃO EXISTE DINHEIRO DO VORCARO PARA MIM, LARGUEM DE SER MENTIROSOS!E ainda botam no título da matéria: “o homem da grana”. Vocês são a escória do jornalismo.
Assistam, compartilhem👇 pic.twitter.com/op1w21y5Qp
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) May 15, 2026
