Possível saída da Agência Nacional de Mineração do RN preocupa Fiern

Além da possibilidade do encerramento do escritório da Petrobras no Rio Grande do Norte, uma nova preocupação surgiu e acendeu o sinal de alerta dentro da Federação das Indústrias (Fiern): a informação de que o escritório da Agência Nacional de Mineração (ANM) em território potiguar será desativado.

De acordo com informações preliminares, a previsão é que Rio Grande do Norte, Paraíba e Alagoas percam suas unidades da ANM e fiquem subordinados a um escritório em Recife (PE). Essa unidade, por sua vez, ficaria subordinada a um colegiado com sede em Brasília. Para o setor mineral no RN, caso confirmada, a mudança é um retrocesso.

A informação inicial sobre a desativação surgiu semana passada, em congresso que contou com representantes da Agência. Quem ouviu sobre a possibilidade e trouxe o alerta foi o empresário Roberto Serquiz, que é delegado do Sindicato da Indústria de Cervejas, Refrigerantes, Águas Minerais e Bebidas em Geral do RN (Sincramirn).

De acordo com o empresário, a possibilidade de desativação foi comentada durante o congresso e ele resolveu trazer o assunto à Fiern. Além disso, o caso também foi discutido nesta segunda-feira (14) na Câmara Setorial da Mineração, órgão do governo do estado que reúne agentes do setor.

Roberto Serquiz é empresário do setor de água mineral. Segundo ele, caso a desativação se confirme, isso fará com que o Rio Grande do Norte volte ao estágio que estava há 20 anos. “O que eu consigo alcançar é que vamos ter uma frieza de acompanhamento de processos. Os processos serão decididos em Recife e por um colegiado em Brasília”, comentou.

Ele acredita que não haverá elevação de custos para o setor mineral, mas não descarta aumento dos prazos de tramitação dos processos. “Essa intenção, de cara – preliminarmente – não se vê como uma mudança para melhor”, opinou.

Na tarde desta segunda-feira, a Fiern emitiu uma nota “sobre a importância da atividade para a economia potiguar”. A declaração, assinada pelo presidente da entidade, Amara Sales de Araújo, são expostos números do setor e também é feito um apelo para que governo e parlamentares se unam para evitar a perda.

Na avaliação da Fiern, caso se confirme o fechamento do escritório, a medida prejudicará “o ambiente de negócios para os empreendedores da mineração”. O OP( tentou contato com a Agência, mas ninguém atendeu às ligações. O espaço permanece aberto para qualquer manifestação sobre o caso.

Confira a íntegra da nota da Federação das Indústrias

“FIERN, ao lado de todo o segmento industrial da mineração, manifesta grave preocupação com a possibilidade de encerramento das atividades do escritório da Agência Nacional de Mineração – ANM no Rio Grande do Norte.

A atividade mineral é muito relevante para a economia potiguar, inclusive, com boas possibilidades de novos e grandes investimentos. O fechamento do escritório local dificultará em muito o ambiente de negócios para os empreendedores da mineração e, consequentemente, também para os profissionais que atuam neste segmento industrial.

Assim sendo, a FIERN espera contar com o empenho dos representantes governo estadual, das bancadas federal estadual, e demais líderes políticos, lideranças empresariais e de entidades representativas dos trabalhadores, para que, de forma articulada, possamos empreender esforço adicional para mantermos a ANM no Rio Grande do Norte.”

 

OP9