Greve: Motoristas decidem greve caso proposta seja rejeitada

Motoristas de transportes intermunicipais se reuniram nesta terça-feira (16) na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sintro-RN) para discutir as cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho, que trata da comissão recebida por motoristas que desempenham dupla função nos ônibus. Caso a proposta não seja aceita pelos empresários, em audiência no Ministério Público do Trabalho na próxima quinta-feira, a categoria já decidiu pelo indicativo de greve.

A reunião aconteceu em dois momentos, 100 profissionais compareceram pela manhã e 60 pela tarde. As votações foram por maioria absoluta para a proposta de: 100% dos 2,5% sobre o lucro das passagens por dinheiro; e 80% dos 2,5% referentes ao lucro das passagens por cartão (vale, estudante, etc). O próximo passo será uma audiência com representantes do Setrans (Sindicato de Empresários) na quinta-feira, 13h, no Ministério Público do Trabalho.

A proposta será apresentada para os empresários e caso não seja aprovada a categoria entrará em greve em 72h após a reunião, segundo o Presidente da Sintro.

As diferentes interpretações de uma das cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho, que trata da comissão recebida por motoristas que desempenham dupla função nas linhas de transporte coletivo intermunicipal, geraram um impasse entre rodoviários e empresários que operam o sistema. O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sintro-RN) reivindica o pagamento da comissão de 2,5% sobre todos os passageiros transportados, enquanto a Fetronor (Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste) argumenta que o acordo firmado no início de julho prevê apenas repasses sobre os pagamentos feitos com dinheiro em espécie.

De acordo com entendimento da categoria, os motoristas recebem a comissão sobre os passageiros transportados há cerca de uma década, portanto os pagamentos devem continuar como “sempre foram: sobre todas as passagens recebidas” – pagas em dinheiro e/ou através de bilhetagem eletrônica.

Porém, desde o mês de junho, as empresas deixaram de repassar os valores referentes às passagens pagas com cartões recarregáveis (bilhetagem eletrônica). O salário base de um motorista que atua no sistema intermunicipal é de R$ 2.110, e com a nova metodologia de repasses – dependendo da linha – a perda no fim do mês pode chegar a R$ 700.

Propostas

100% da gratificação sobre o lucro das passagens pagas em dinheiro nas linhas intermunicipais.

80% da gratificação sobre lucro das passagens pagas via bilhetagem eletrônica.

Tribuna do Norte