A bolsa de valores brasileira continua operando em um cenário de forte estresse econômico. O índice Ibovespa registra queda acentuada de 16,41%, operando na faixa dos 171.418 pontos, refletindo a reação do mercado financeiro à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Após a reabertura do mercado provocada pelo acionamento do primeiro circuit breaker (que paralisou os negócios por 30 minutos logo na abertura após o índice desabar 10%), o ritmo de perdas se estabilizou próximo aos 16%. Embora as regras tradicionais da B3 prevejam uma nova suspensão automática ao atingir 15% de queda, as negociações continuam fluindo normalmente no momento, enquanto a instituição readequou os limites operacionais de derivativos.
Principais Movimentações no Mercado Agora
JUROS FUTUROS E TESOURO
As taxas de juros futuros dispararam de forma generalizada ao longo de toda a curva. A forte volatilidade fez com que o Tesouro Nacional cancelasse os leilões de títulos públicos prefixados e indexados à inflação que estavam previstos para esta semana.
COMPORTAMENTO DO DÓLAR
O dólar comercial segue com valorização expressiva, cotado na faixa de R$ 5,42 a R$ 5,60, com o mercado de câmbio futuro operando sob travas operacionais e ajustes nas margens máximas da B3.
DESEMPENHO DAS AÇÕES
O colapso atinge principalmente o setor bancário e as empresas estatais. As ações do Banco do Brasil (BBAS3) recuam 31,2%, as units do BTG Pactual despencam 34,1% e a Petrobras (PETR4) perde cerca de 10%.
A ÚNICA EXCEÇÃO
A mineradora Vale (VALE3) registra alta de 7,08%. Papéis ligados a grandes exportadoras de commodities estão funcionando como um refúgio relativo, uma vez que suas receitas em moeda estrangeira são beneficiadas diretamente pela disparada do dólar.
