
A SEMIRDIHC, Secretaria Municipal de Igualdade Racial, Direitos Humanos e Cidadania de Macaíba, foi criada em 2025 para ampliar o trabalho direcionado a comunidades minorizadas do município, atendendo as demandas latentes por espaço no debate público da população local, que é bastante diversa.
Durante este ano, a secretaria criou o Fórum Municipal Permanente de Direitos Humanos, formado com o objetivo de promover articulações entre órgãos governamentais e a sociedade civil, fortalecendo o diálogo e as ações voltadas à promoção e à defesa dos direitos humanos no município.
A SEMRDIHC possibilitou que Macaíba sediasse a abertura da VII Jornada da Visibilidade Trans, com a presença de ativistas dos direitos LGBTQIA+, representantes do poder público e movimentos sociais.
A pasta ainda realizou a 1ª Conferência Municipal de Direitos Humanos, com participação expressiva de diversos segmentos da sociedade macaibense como servidores públicos, conselheiros estaduais e municipais de Direitos Humanos, povos tradicionais, associações culturais e filantrópicas, a exemplo de APAE, Fundação Oikos, AMAD e Dialetos, que desenvolvem trabalhos com crianças, adolescentes e pessoas com deficiências.
O 1° evento de louvação à Jurema Sagrada, que mobilizou dezenas de babalorixás e ialorixás, bem como adeptos de outras crenças de matrizes africanas, como umbanda e candomblé. Na ocasião, membros dos terreiros puderam comercializar artesanato e comidas típicas como o acarajé, que fez a população geral, que observava as atividades na Praça Paulo Holanda Paz, ser mais incluída ao evento.
A secretaria também prestou apoio às iniciativas de retomada dos povos indígenas de Macaíba, num processo de mapeamento nas comunidades rurais Retiro, Lagoa do Mato, Lagoa dos Cavalos, Lagoa do Sítio I e Lagoa do Sítio II. Além das comunidades, já reconhecidas oficialmente, Tapará, Lagoa do Mato e Ladeira Grande. Todas elas participaram do 1° Encontro de Populações Indígenas, promovido pela pasta.
A secretaria levou pesquisadores da antropologia e história até os moradores dessas comunidades e levou os moradores até os museus que guardam artefatos indígenas encontrados em suas comunidades, além de manter contato com lideranças indígenas e instituições como FUNAI, IBGE e IPHAN.
Pelo intermédio da pasta, os Povos Ciganos foram incluídos em ações do programa nacional de segurança alimentar e mulheres que integram os Povos Quilombolas foram beneficiados por cursos de artesanato e qualificação profissional.
Foto: Raphael Oliveira
Secom-PMM
