TECNOLOGIA: Facebook derruba redes globais de desinformação política de Irã e Rússia

Redes promoviam controvérsias por meio de memes e cartuns políticos em ‘países-alvos’, como Israel, Reino Unido e EUA

O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, em conferência ao TechCrunch Disruption, em setembro de 2013 (Foto: Divulgação/TechCrunch Disrupt 2013)

O Facebook anunciou nesta quarta (3) a derrubada de redes globais de desinformação baseadas no Irã e na Rússia. As contas tentavam “alimentar divisões” por meio de memes e mensagens políticas em países-alvo, informou a emissora norte-americana NBC.

Conforme a big tech, os conteúdos eram gerados por inteligência artificial e abasteciam campanhas de influência nas plataformas de redes sociais baseadas nos EUA.

Uma das redes iranianas teria usado contas falsas para atingir públicos em países como Iraque, Afeganistão, Israel e Reino Unido. Memes e cartuns políticos abordavam notícias de política interna em árabe, inglês, pashto e hebraico, disse o Facebook.

Entre os conteúdos estava a promoção da independência da Escócia do Reino Unido, críticas ao primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu e a influência dos EUA no Iraque e no Afeganistão.

“O Taleban e os EUA estão unidos contra o Afeganistão”, dizia uma charge com um membro do Taleban e bandeiras norte-americanas sobre o mapa do país. “A Escócia merece mais”, dizia outra ilustração pró-independência.

Em outra rede, vinculada à Rússia, o Facebook identificou 530 contas falsas do Instagram. Essa rede tinha como público-alvo a população russa e produzia conteúdos contrários aos recentes protestos em apoio ao político russo Alexei Navalny, de oposição ao Kremlin.

Mais de 50 mil usuários seguiam as contas falsas, apontou o Facebook. Os perfis se utilizavam da procura por hashtags e tags de localização para enviar ao público-alvo conteúdos críticos à oposição russa.

O objetivo era “redirecionar a conversa”, afirmou a big tech. Apesar de afirmar sobre a origem das redes, o Facebook não atribuiu formalmente a criação dessas campanhas aos governos do Irã e da Rússia.

Fonte: A Referência – Notícias Internacionais