Marun critica Meirelles por rejeitar ‘rótulo’ de candidato do governo Temer

Ministro defende união do “centro” para fazer frente a extremistas

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, reagiu com ironia à manobra do ex-ministro da Fazenda e pré-candidato à Presidência Henrique Meirelles de se distanciar da gestão Michel Temer. Todos os envolvidos fazem parte do MDB.

“Vejo gente preocupada em perder voto por estar do lado do governo. Mas que voto? Quantos votos tem o Meirelles?”, questionou Marun, em entrevista ao programa Canal Livre, exibido na madrugada desta segunda-feira (4) pela Band.

Anteriormente, Meirelles disse não querer ser visto como o representante da gestão Temer nas eleições. “Estou tirando o rótulo. Por exemplo, não sou o candidato do mercado, não sou o candidato do governo, não sou o candidato de Brasília”, afirmou durante entrevista.

Em resposta, Marun disse ainda que Meirelles e todos os demais presidenciáveis identificados com o “centro” político deveriam retirar suas candidaturas e discutir um projeto comum, para então escolher um candidato.

“É a única possibilidade de vitória (do centro)”, disse o ministro, que teme uma eleição disputada entre o que chamou de extremos – Jair Bolsonaro (PSL) pela direita e o candidato petista pela esquerda. “No centro, que é o bom senso, ninguém tem voto. Essas candidaturas não vão a lugar nenhum.”

Marun foi além e disse que todos os atuais postulantes à Presidência são “ruins”. “Não são pessoas ruins, hoje são candidatos ruins.” A “única coisa boa” do atual processo eleitoral, segundo ele, é a expectativa de que os líderes da pesquisa – Lula, Bolsonaro e Marina Silva (Rede) – “vão perder”. “Sobra o centro, que não se organiza.”

Durante a entrevista ao Canal Livre, Marun ainda fez sua habitual defesa enfática do governo Temer. Para ele, a gestão do emedebista é “o melhor governo da história por hora de mandato”, mas que não consegue obter popularidade por causa de uma “conspiração asquerosa” que une setores da imprensa e do Judiciário.

Midiamax

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

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