Leilão de 12 aeroportos deve arrecadar hoje mais de R$ 2 bilhões

O secretário Nacional de Aviação Civil (SAC), Ronei Saggioro Glanzmann, durante reunião sobre estratégias da aviação. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O leilão para concessão de 12 aeroportos brasileiros ocorre nesta sexta-feira, em São Paulo. A estimativa do governo é que até 12 empresas, com capitais nacionais e estrangeiros, participem do processo e poderão apresentar propostas para arrematar os aeroportos, que hoje são administrados pela estatal Infraero.

A meta mínima do governo federal é  arrecadar com o leilão 2 bilhões e 100 milhões de reais, que seria o valor da outorga da autorização. Ainda está previsto que os futuros concessionários invistam, nos próximos 30 anos, 3 bilhões e meio de reais em melhorias na capacidade de atendimento dos terminais.

Os aeroportos estão divididos em três blocos. Tem o bloco do Nordeste, que inclui os aeroportos das capitais Recife, Maceió, Alagoas, Aracajú e João Pessoa, além dos municípios de Juazeiro do Norte, sertão do Ceará, e Campina Grande, na Paraíba. No bloco do Sudeste estão previstos os leilões dos aeroportos de Vitória, no Espírito Santo, e Macaé, no Rio de Janeiro.

O terceiro bloco é o do Centro-Oeste, com 4 aeroportos no Mato Grosso, o da capital Cuiabá, e os de Sinop, Rondonópolis e Alta Floresta. Juntos, os 12 aeroportos que vão a leilão hoje somam 9,5% do mercado doméstico e atendem 20 milhões de passageiros por ano.

Essa é a quinta rodada de concessões de aeroportos, iniciadas em 2011, com o leilão do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte. A aposta do atual governo é que as concessões podem trazer melhorias na qualidade do serviço com novos investimentos.

O governo deve anunciar também nesta sexta-feira, concessões de mais 22 aeroportos – a serem realizadas em agosto de 2020. De acordo com o cronograma oficial, a 7ª e última rodada de concessões, com 21 aeroportos, ocorrerá até o primeiro trimestre de 2022.

EBC

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