José Agripino comemora avanço de proposta brasileira na ONU que pode ampliar plataforma continental do país

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Em pronunciamento nesta segunda-feira em Plenário, o senador José Agripino (DEM-RN) comemorou decisão da subcomissão de limites da Organização das Nações Unidas (ONU) de aceitar, para futura análise, proposta brasileira de ampliação da plataforma continental.

Se for posteriormente aprovada, a proposta do Brasil permitirá que o país amplie sua zona econômica exclusiva em 965 mil quilômetros quadrados, o que significa, segundo o senador, aumento de algumas atividades nessa região, como a exploração de minérios, de petróleo e da pesca.

— A minha alegria, como brasileiro, de ver esse trabalho realizado por técnicos da Petrobras e por experts da Marinha — e também pelo esforço da Marinha — em, ao longo de mais de dez anos, realizar um trabalho que pode render para o futuro, maravilhosos ou fantásticos resultados como os que colheram a Austrália, a Nova Zelândia e a Noruega com trabalho semelhante ao que foi feito, e que produziu a autonomia ou a propriedade desses países sobre uma plataforma continental riquíssima, o que oportuniza empregos, renda e riqueza para essas nações — elogiou Agripino.

Representante do Senado na 73º Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, o senador José Agripino também destacou o reconhecimento internacional que o Brasil tem no exterior por causa de suas participações em missões de paz da ONU.

Segundo ele, a atuação mais emblemática ocorreu, recentemente, no Haiti, mas outras também são reconhecidas. A maior operação em curso, na República Democrática do Congo, é comandada por um general brasileiro — disse o senador, ao lembrar que das 71 operações atuais, o Brasil participa de 41.

José Agripino defendeu ainda o respeito do Brasil às resoluções da ONU que desautorizam a instalação de embaixadas na cidade de Jerusalém. Para ele, o trabalho de equilíbrio, entendimento e articulação da diplomacia brasileira na região, ao longo de mais de 70 anos, deve ser preservado.

Agência Senado

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