Família nega morte por infarto e investiga possível negligência em atendimento a candidato que morreu após teste para a Polícia Civil - Informativo Atitude

Família nega morte por infarto e investiga possível negligência em atendimento a candidato que morreu após teste para a Polícia Civil

A família de Luan Torquato, jovem de 29 anos que morreu na última quarta-feira (1º) após ser submetido a um teste de aptidão física no concurso da Polícia Civil do Rio Grande do Norte, apura uma possível negligência no atendimento médico que foi prestado ao candidato.

Um inquérito na Polícia Civil e uma sindicância na Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS) também foram abertos para investigar o caso. Os familiares suspeitam que o jovem não recebeu assistência adequada após ter passado mal durante a prova física, o que pode ter sido determinante para a morte.

Em informações passadas ao Portal da 98FM, a advogada Michelle Carvalho contou que Luan Torquato não morreu de infarto, como chegou a ser especulado. Ela relatou que, segundo a certidão de óbito à qual a família teve acesso, as causas da morte do candidato foram insuficiência respiratória e rabdomiólise, uma doença que destrói fibras musculares e que libera substâncias no organismo que afetam o funcionamento de órgãos como os rins. Uma das causas da rabdomiólise é o esforço físico extremo.

Após ouvir especialistas, a avaliação da família é que, diante da gravidade do quadro de saúde, Luan Torquato deveria ter sido transferido para uma UTI. Apesar disso, ele foi atendido apenas na UPA de Cidade da Esperança, que não dispõe de leito adequado para esse tipo de assistência.

Acesso aos prontuários é negado

A família reclama, ainda, que não teve acesso à íntegra do prontuário de atendimento na UPA e querem saber, também, se Luan Torquato recebeu os primeiros socorros de forma adequada.

A advogada Michelle Carvalho acrescenta que o candidato tinha aptidão física para prestar o concurso. Ela ressalta, em contato com a reportagem do Portal da 98FM, que Luan já tinha passado por outras três fases do teste físico: cinco barras com pegada supinada ou pronada, salto horizontal de 1,80m e 35 abdominais (remador). Faltava a prova de corrida, na qual ele passou mal.

“Ele estava apto”, diz a advogada. “Não sei se Luan teria sobrevivido, mas era direito dele ter a assistência adequada”, conclui.

Com informações de Portal da 98FM