Ex-vereador de Natal que fez greve de fome desabafa: “Não tem justiça para mim no RN”

Renato Dantas

O ex-vereador e presidente da Câmara Municipal de Natal, Renato Dantas, que foi destaque na imprensa local após iniciar no último dia 6, uma greve de fome em protesto à morosidade judicial no julgamento de uma ação dele contra a ex-mulher por alienação parental, voltou a criticar a Justiça do RN nas redes sociais. Neste domingo, Renato usou seu perfil no Facebook para lamentar seu caso: “Só Jesus na minha causa, porque não tem justiça para mim no RN”, revelou.

Leia na íntegra o depoimento do ex-vereador:

Parece brincadeira, mas não é.

Na semana passada depois de esperar 6 anos para ver decidido em primeiro grau um processo de alienação parental e regulamentação de visitas dos meus filhos entrei inconformado numa greve de fome para chamar a atenção da sociedade das injustiças que estou sofrendo.

Depois de 30 horas sem comer, dentro de um carro, fui chamado pelo meu advogado Dr. Mauricio Barreto Filho que entrou em contado com o desembargador-corregedor Saraiva Sobrinho e teria feito um entendimento para a juíza, Dra Ilná Rosado decidir em 15 dias, apesar de está concluso para julgamento, ela abriu novo prazo para o advogado da outra parte que tinha perdido, e ainda enviou para um novo parecer do MP e assim que recebesse o processo, diante da prioridade, daria sua decisão.

O que aconteceu? Drá Ilná Rosado, digníssima juíza da Vara da Infância e da Juventude de Parnamirim, alegou suspeição.

Esta é a terceira juíza que não decide sobre meu processo que já dura seis anos nas gavetas dos fóruns da nossa inservível justiça potiguar.

Passei uma semana tentando falar com a juíza e ela nunca podia me atender, um dia estava com a filha doente, noutro dia estava numa reunião no TJ, passei 2 dias ligando e ninguém atendia o telefone, quando consegui falar na quinta-feira uma senhora chamada Rayane me disse pra procurar meu processo noutra Vara sem me dá muitas explicações.

Fiquei sabendo que o processo foi distribuído para uma Vara Criminal de Parnamirim, Dra Cintia Cybele, exatamente a juíza que conheci no ano passado quando estava sofrendo e reclamando da morosidade da justiça na Corregedoria quando era o corregedor desembargador, Vivaldo Pinheiro.

O que verdadeiramente aconteceu? Dra Ilná Rosado ficou com o processo esperando mais um novo parecer do MP que foi dado no dia 14 e encaminhado a juíza no dia 15 deste, e exatamente no dia 16, depois que ela viu o parecer a meu favor recomendando a ampliação da minha convivência com meus filhos, ela alegou suspeição.

Será que se o parecer estivesse contra mim ela decidiria?

Por que os juízes(a) do RN não decidem a meu favor?

Até quando vou registrar atos pequenos que empobrece a magistratura potiguar?
Não tenho medo de criticar o funcionamento da justiça e desses magistrados, eles são servidores públicos pagos por nós contribuintes.

Os bons magistrados, que tem muitos no RN, pagam pelos maus e já percebi que quanto mais injustos mais vaidosos eles(a) são.

Tenho impressão que os juízes não querem decidir a meu favor, pior que a injustiça é a falta da justiça..
Pior que decidir contra mim é não decidirem, isso já está sendo considerado uma prevaricação
Essa brincadeira não pode continuar, meus filhos já estão com 12 anos, desde os 7 anos que eles sofrem com isso..

Isso que estão fazendo comigo é uma coisa vergonhosa, só faz colocar mal a justiça na opinião pública.. Vou continuar lutando para poder ficar mais perto dos meus filhos.

Eu quero que algum magistrado diga se algum dia cometi algum ato que recomende o afastamento dele de mim. Isto não existe, pelo contrário existem três acompanhamentos psicológicos recomendando uma maior convivência comigo.

Tem pessoas amigas que juram ser perseguição política por causa da minha independência e criticas que faço às oligarquias do nosso RN.

Peço às pessoas que rezem e orem por mim..

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