Ex-BBB morre aos 43 anos - Informativo Atitude

Ex-BBB morre aos 43 anos

A ex-BBB Josy Oliveira, participante da nona edição do “Big Brother Brasil”, morreu neste sábado (4) aos 43 anos, em São Paulo. Segundo familiares, ela sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) durante uma cirurgia para tratar de um aneurisma diagnosticado no final de 2020.

A cirurgia foi realizada na última terça-feira (31), no Hospital Santa Catarina, na Avenida Paulista, região central de São Paulo. Com as complicações, ela ficou em coma induzido, mas não resistiu. Ela será cremada na capital paulista.

Mineira de Juiz de Fora, Josy era formada em psicologia, mas se dedicou à carreira de cantora após a participação no reality show. Ela era casada e deixou um filho de 4 anos.

                                                                                            Com o filho

1 – O que é um aneurisma cerebral?

                                                                                       NA CASA

Os vasos cerebrais são constituídos de artérias e veias, assim como todos os órgãos do corpo. As artérias são constituídas por uma quantidade de músculos na parede maior que nas veias, então elas são mais resistentes. O aneurisma cerebral é uma dilatação na parede da artéria por uma determinada fragilidade, uma descontinuidade muscular em uma determinada parte da parede e que, ao longo do tempo, ocasiona uma dilatação. Essa região mais frágil é submetida à pressão sanguínea que vai abaulando, aumentando de tamanho, e fica cada vez mais frágil e irregular até o momento em que estoura.

 

2 – Há uma idade em que seja mais comum, ou predisposição?

Não tem predileção por idade. É mais comum em adulto jovem, mas pode acometer todas as faixas etárias, incluindo crianças. Nas crianças, uma das principais causas são as pós-traumáticas, após acidentes em que há traumatismo craniano.

É importante citar a genética no caso de predisposição, ou seja, quando uma pessoa da família é diagnosticado com aneurisma, pais, tios, primos, irmãos e filhos devem passar por exames.

Existem fatores de risco, como tabagismo, por conta da fragilidade da parede vascular ocasionada pelo uso do cigarro, e doenças renais como rins policísticos, o que pode causar a formação de aneurismas cerebrais ou em outras partes do corpo.

3 – Como pode ser detectado?

Muitas pessoas ao longo da vida podem acabar tendo um aneurisma cerebral que passa desapercebido, que não é roto. Contudo, o aneurisma pode ser detectado por exames seja na fase em que haja a ruptura como quando ainda não há sintomas.

Sem sintomas: o paciente pode descobrir o aneurisma durante exames de rotina;

Com sintomas: o principal sintoma é uma cefaleia, dor de cabeça súbita, intensa e explosiva e, segundo o neurologista Amaury Bara, também com paralisia de algum lado do corpo ou até coma. Fabricio completa a explicação com “perda de força geralmente em um hemicorpo, alteração da fala, alteração visual, sonolência até coma, dentre outros”;

Existem graus de sangramento diferentes, como a escala de Fischer Modificado, que considera níveis de 0 a 4. Quanto maior a escala, mais grave e com riscos de piora.

O aneurisma pode ser detectado por exames de imagens que contrastam os vasos cerebrais, como a angioressonância (que pinta as artérias cerebrais), a angiotomografia (que injeta um contraste que passa por dentro das artérias) e a angiografia cerebral (uma espécie de cateterismo cerebral pela virilha ou braço que chega à artéria do pescoço –é injetado um contraste direto na vasculatura arterial para permitir a detecção via exame de imagem).

4 – Como é o tratamento?

Existem critérios de tratamento conforme o quadro do paciente: o cirúrgico se dá com uma “clipagem” do aneurisma, ou via endovascular, uma embolização por dentro da artéria. Para definir o melhor tratamento, é preciso uma série de exames que definirão se o aneurisma é grande ou pequeno. Para aneurismas menores de 5 milímetros há uma tendência de monitorar anualmente; mas, se for irregular, em bifurcações, tanto o tratamento endovascular ou cirurgia aberta devem considerados.

Cirurgia aberta do crânio: há uma exposição do tecido cerebral até a chegada do vaso sanguíneo no qual há o aneurisma. Ele então recebe um clipe metálico para excluir o aneurisma da circulação, protegendo os vasos sanguíneos ao redor e evitar oclusões e complicações.

Endovascular: um cateter é colocado na artéria da virilha (femoral) ou na do braço (radial) e segue o trajeto até o pescoço. Então, realiza um cateterismo das artérias até chegar ao aneurisma. Na região, são usados dispositivos metálicos, muitas vezes do diâmetro de fios de pesca, para entrar no aneurisma e exclui-lo da circulação, muitas vezes utilizando para este fim, molas de platina; ou outras técnicas disponíveis no método endovascular.

Foi esse o procedimento adotado para tratar Josy Oliveira, segundo a irmã dela declarou ao G1. Fabricio disse que houve uma complicação: “São colocados materiais metálicos dentro de uma artéria frágil e isso pode ter gerado uma complicação. Existem estratégias para conter o sangramento, mas nem sempre é possível”.