Em audiência, secretário diz que ainda não é possível ampliar Saúde em Natal

Foto: Elpídio Jr

George Antunes acrescentou que inicialmente a ampliação da rede não será possível, pois além da falta de recursos, a prioridade é recuperar as unidades desgastadas

A Comissão de Saúde da CMN recebeu, em audiência pública o secretário municipal de Saúde, George Antunes de Oliveira, para a leitura do relatório do 3º quadrimestre de 2017. O relatório é uma prestação de contas da gestão do Sistema Único de Saúde.

“O orçamento da saúde do ano de 2017 é o mesmo de 2019. Percebemos um quadro de muitas dificuldades, como a diminuição da participação federal, a perda de 11 médicos do programa “Mais Médicos”, disse o vereador Fernando Lucena (PT), presidente da Comissão.

Lucena defendeu mais rigor na implantação do cartão do SUS na capital potiguar. “As prefeituras dos interiores compram ambulância e mandam os pacientes para Natal, retirando a vaga do natalense que paga seus impostos e mora aqui. Nós vamos exigir mais rigor para que o dinheiro, que é pouco, possa atender toda a população de Natal. Esse é o objetivo de todos nós que defendemos um SUS forte”, concluiu o parlamentar.

O Secretário de Saúde enumerou os problemas enfrentados pelo setor. “A gestão atual está trabalhando para colocar as unidades básicas de saúde em funcionamento, terminando algumas que já começamos. Porém, temos dois problemas gravíssimos: mão de obra para fazer essas unidades funcionarem e recursos financeiros para custear”, explicou George Antunes. O Secretário da SMS acrescentou que inicialmente não será possível a ampliação da rede, pois além da falta de recursos, a prioridade é recuperar as unidades desgastadas.

O vereador Cícero Martins (PSL) cobrou investimentos no setor de odontologia. “Em Natal, no Centro Especializado de Odontologia, não tem uma pessoa fazendo prótese, por falta de um simples contrato. Nós precisamos fazer com que a odontologia de Natal seja elevada ao patamar que o cidadão natalense merece”, afirmou o vereador.

Outro assunto debatido na audiência foi a situação da Unidade Básica de Saúde do conjunto Alto da Torre, no bairro da Redinha. A UBS está pronta há 8 meses, mas não foi entregue à população. O presidente da Associação Comunitária do Conjunto dos Garis, Everaldo Barros, falou sobre os problemas enfrentados pelos moradores do bairro. “Precisamos de um vigia na unidade porque vândalos estão depredando. Além desse problema, existe também a dificuldade de atendimento em outras unidades.

O morador do Conjunto dos Garis e do Alto da Torre tem que se deslocar para a unidade de Pajuçara e, muitas vezes, não é atendido”, comentou Everaldo.

“Nós demos o prazo de 30 dias para a retomada da obra da UBS do Alto da Torre. Cancelamos o contrato com a empresa vencedora e firmaremos contrato com a segunda colocada na licitação para dar andamento às obras”, afirmou George Antunes.

“Esperamos que esses 30 dias não se prolonguem por 3 meses, 6 meses, evitando que a comunidade fique desassistida”, destacou o vereador Preto Aquino (Patriota).

Via Agora RN

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