Eleição 2018 sepulta a velha prática política

Candidatos de famílias tradicionais, estruturas gigantescas, “máquina na mão”, grandes tempos de TV e produtores do discurso demagógico para uma massa popular ignorante politicamente marcaram, por décadas, o fazer político brasileiro, especialmente no Rio Grade do Norte. Entretanto, o resultado da eleição do último final de semana mostrou que esse velho sistema foi sepultado. Os recentes pleitos realizados no Brasil deixaram evidente o desencanto da população com os “ancestrais” políticos das envelhecidas oligarquias. O caminho é, indiscutivelmente, a exclusão daqueles que se perpetuaram por décadas no poder. O povo cansou, com razão!

Sobre o pleito de domingo (07), é nítida a transformação da percepção política dos cidadãos impulsionada, claro, pelo fenômeno das redes sociais. No plano estadual, o Capitão Styvenson, eleito para o senado brasileiro, não é de família tradicional de políticos, não teve basicamente tempo de TV nem muito menos megaestrutura de campanha, e conseguiu êxito. O capitão não fez campanha, foi o povo que fez a campanha dele. Styverson é a representação da pauta popular democrática e de uma tempestade maciça dos sentimentos e anseios populares por uma nova democracia aberta simplesmente a novos representantes populares. A queda de encanecidos candidatos se alastrou por todo o Brasil e a tendência é se acentuar a cada campanha.

No âmbito nacional, Jair Bolsonaro é outro arquétipo. Sua candidatura partiu de uma parcela da população inconformada com o obsoleto padrão político que perdurou por décadas na pátria amada. Jair percebeu o encaminhamento e surfou na onda. Do debate cibernético produzido por gente comum, o militar do Exército elaborou sua pauta eleitoral e configura-se como forte candidato à presidência do país. Adeus às promessas mirabolantes falsas, a tapinha nas costas do eleitor e ao discurso verborrágico. Perceptivelmente, o que agora move a construção do debate público é a vontade do povo. Alternou-se o contexto: o emissor passou a ser o cidadão.

Nunca esteve tão evidente o preâmbulo da Constituição Federal que diz que todo o poder emana do povo. Em outras palavras, é a força do Estado brasileiro a força do seu povo que, por meio de uma democracia representativa, outorga a determinados membros da sociedade a incumbência de gerir a coisa pública. De certo, a lógica que permeia a nova ordem foge a qualquer padrão da velha conjectura política, sobretudo passando pelos velhos representantes. Aos envolvidos no processo, caso não compreendam a modificação, serão sepultados sem direito a ritual fúnebre, mas sim com grande festa por parte da população. O papo é o seguinte; quanto menos político for, melhor será. Prazer! Agora, enfim, quem está dando as cartas é o povo!  Viva a consciência política.

Sérgio Nascimento

Administrador

Deixe uma resposta