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A proposta será discutida com os Estados e organismos internacionais. A vacinação contra febre amarela deve ser feita de forma gradual, de acordo com as possibilidades dos estados

O Ministério da Saúde estuda ampliar a vacinação contra febre amarela para todo o país ainda neste ano devido à circulação do vírus em novas áreas. Durante reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), o ministro da Saúde, Ricardo Barros, apresentou nesta quinta-feira (22) a proposta que deve ser definida com os Estados. A sugestão será também discutida com organismos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Ao apresentar a proposta, o ministro Ricardo Barros defendeu que estratégia de vacinar toda a população, deve ser feita de forma gradual, de acordo com as possibilidades dos estados. “Isso é uma proposta que será discutida com as diversas competências: secretários estaduais, OMS e OPAS. Se decidido, haverá uma programação de vacinação para cada estado”, esclareceu Ricardo Barros.

A ideia é incluir todos os estados do país como Área Com Recomendação de Vacinação (ACRV). Atualmente, alguns Estados do Nordeste e parte do Sul e Sudeste do país não fazem parte das áreas de recomendação de vacina, por não apresentarem circulação do vírus. Neste locais devem ser vacinados, aproximadamente, 34 milhões de pessoas, sendo 11 milhões nos estados da região Sul e Sudeste, além de 23 milhões no Nordeste.

Atualmente, a estratégia de vacinação contra a febre amarela faz parte da rotina de 21 estados brasileiros e também é recomendada para pessoas de outras regiões que vão se deslocar para áreas silvestres e rurais nessas localidades. O Ministério da Saúde, ao longo de décadas, vem ampliando as áreas de vacinação, conforme a necessidade apontada pelo monitoramento constante da circulação do vírus.

O Ministro da Saúde ressaltou ainda que aguarda o funcionamento da nova fábrica da Libbs Farmacêutica, em São Paulo, para aumento da produção da vacina no país. “Estamos aguardando o início do funcionamento da nova fábrica que poderá produzir mais 4 milhões de vacinas por mês. Assim, teremos a capacidade de fazer a imunização de toda a população. Com isso, todo o Brasil se tornaria área de vacinação permanente”, concluiu.

Com informações do Portal do Ministério da Saúde

Sempre preocupada com a formação de seus servidores, a Prefeitura de Macaíba proporcionou mais uma capacitação, em parceria com a SESAP/RN, para profissionais que atuam nas Estratégias de Saúde da Família do município, médicos, enfermeiros e agentes comunitários de saúde, dentre outros.

A capacitação foi realizada no Pax Club na manhã desta quinta-feira (22) e teve como tema a tuberculose, focando-se na biossegurança e busca ativa de casos suspeitos.

Arquivo/Agência Brasil

Agência Brasil – Equipes de auditoria fiscal agropecuária do governo federal realizaram hoje (20) a Operação Semana Santa, com inspeções que verificam se o conteúdo da embalagem de pescado nacional e importado vendida nos supermercados é de fato o produto informado no rótulo, e não uma mercadoria inferior àquela paga pelos clientes.

Conforme dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, responsável pela operação, amostras de peixe foram coletadas em 13 unidades federativas: Alagoas; Ceará,; Distrito Federal; Mato Grosso; Minas Gerais; Pará; Paraná; Pernambuco; Rio de Janeiro; Rio Grande do Norte; Santa Catarina; São Paulo e Tocantins.

Segundo o auditor Paulo Araújo, a ação, que mobilizou 50 servidores, entre auditores fiscais agropecuários, agentes de inspeção e técnicos laboratoriais, tem ampliado significativamente, a cada ano, a garantia de qualidade do alimento que o consumidor leva para casa. Araújo informou que, em 2015, 23% dos peixes vendidos estavam em desconformidade O percentual foi reduzido no ano seguinte para 15%. No ano passado, 96% dos produtos nacionais analisados estavam dentro dos padrões esperados, e todas as unidades importadas eram verdadeiras.

Há muitas ocorrências de adulteração entre linguado, surubim e pescada amarela, que são vendidos pelos comerciantes a preços mais altos, ressaltou Araújo. As espécies mais caras de sardinha, em muitos casos, também são trocadas por savelha e mesmo pela sardinha laje, que é mais barata. “Coletamos as embalagens de peixes pré-embalados. Basicamente, são peixes congelados. Já sabemos quais são as espécies mais usadas nas fraudes. Então, vamos direcionando essas análises”, disse o auditor.

Os peixes frescos, esclareceu Araújo, são fiscalizados pelas secretarias estaduais de Saúde.

A cautela com o que é adquirido é de extrema relevância inclusive para evitar alergias alimentares, já que uma pessoa pode, por exemplo, ter reação ao peixe cação e não ter ao bacalhau, podendo ficar suscetível a mal-estar, caso não seja avisada dessa substituição. Paulo Araújo alertou que o consumidor pode estar atento a alguns sinais na identificação dos produtos, como comprar somente produtos que passem pelo Sistema de Inspeção Federal (SIF).

“Outro ponto que a gente orienta é verificar a questão dos preços. Uma promoção muito barata pode indicar que há alguma coisa errada com aquele produto, não só na questão da substituição da espécie, como o glazeamento [congelamento que impede a oxidação ou desidratação] compensado, a adição de substâncias químicas que fazem o peixe inchar”, afirmou.

Outro mau indício é quando se nota que o produto que não rende a porção esperada devido à perda excessiva de água durante o processo de descongelamento.

As amostras colhidas pelas equipes nesta terça-feira serão examinadas no Laboratório Nacional Agropecuário de Goiânia. O resultado das análises laboratoriais da Operação Semana Santa deverá ser divulgado publicamente no site do ministério, no dia 30 de março.

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Um dos mais importantes pontos do debate sobre a legalização da maconha e de seus derivados é o potencial revolucionário que o uso de medicamentos à base da Cannabis vem demonstrando em literalmente centenas de doenças complexas e de difíceis tratamentos.

A mais nova descoberta é o efeito do cannabidiol (CBD), óleo extraído da planta, em crianças com microcefalia por conta do Zika vírus. O óleo vem sendo utilizado na Casa de Apoio Ninar, no Maranhão, e além dos resultados surpreendentes com uma eficácia muito superior, os pais das crianças em tratamento garantem que seu uso, diferentemente de outros medicamentos, não traz qualquer efeito colateral.

Fotos: divulgação / Felipe Dana / AP

O CBD é utilizado para o desenvolvimento neurológico de tais crianças e para o controle e combate de crises de epilepsia e convulsões. A grande preocupação da maioria dos pais ligados à Casa de Apoio Ninar é, em verdade, que eventualmente o cannabidiol volte a ser proibido no Brasil – a importação do remédio é cara e trabalhosa. Para utilizar o óleo por aqui é preciso assinar um termo de responsabilidade e consentimento.

Hypeness

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Derivado de maconha é testado como sucesso para tratar crianças com microcefalia no Maranhão

A Prefeitura promoveu uma ação na tarde desta segunda-feira (5) para conscientizar a população sobre a importância da prevenção contra as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s).

A atividade aconteceu na rodoviária do município e contou com a ilustre presença da Jarita Real, do programa estadual de Saúde da Sesap/RN, animando a galera e informando sobre a importância de cuidarmos da nossa saúde.

Na oportunidade foram realizados aproximadamente 180 testes rápidos de HIV, sífilis, hepatites B e C além de distribuições de panfletos informativos sobre prevenção e distribuição de preservativos masculinos e femininos. Aproveite bem a festa cuidando de sua saúde!

Prefeitura de Macaíba (Facebook)

Rede pública de saúde oferece vacinação contra a febre amarela

De primeiro de julho do ano passado até agora, o Brasil teve 213 casos confirmados de febre amarela. Desse total, 81 pessoas morreram. Desde o último balanço do Ministério da Saúde, feito há uma semana, foram mais 83 novas infecções, das quais 28 resultaram em óbitos.

Em todo o país, os casos notificados já chegaram a mil, mas 430 já foram descartados. Outros 430 ainda estão em investigação. Vários estados possuem pacientes sob observação, mas os casos confirmados, quando se sabe com certeza que é febre amarela, estão em São Paulo, com maior número de doentes e de mortes, Minas Gerais, Rio de Janeiro e o Distrito Federal, que tem uma única confirmação.

O período escolhido para contabilizar os casos da doença, a partir do mês de julho, e não de janeiro de cada ano, se relaciona ao ciclo da febre amarela, que costuma aparecer mais no verão, segundo o Ministério da Saúde.

A febre amarela é uma doença com mortalidade elevada, transmitida por mosquitos, e não por macacos. Até agora todos os ambientes de contaminação estão em zona rural, de acordo com o órgão. O último caso da doença no meio urbano foi registrado oficialmente em 1942.

EBC

Os recentes casos de febre amarela registrados no Brasil levantaram a dúvida sobre quem deve se vacinar contra a doença. A orientação geral é simples: deve se vacinar quem vive em áreas com recomendação de vacinação contra febre amarela ou com recomendação temporária, bem como quem vai viajar para uma dessas áreas, no Brasil. Uma dose garante proteção para o resto da vida.

Já em casos de viagens internacionais, é preciso verificar se o país destino exige o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP). Neste caso, em qualquer lugar do Brasil, procure um posto de vacinação e apresente o comprovante de viagem para tomar a vacina e dar início à emissão do certificado.

Lembre-se: A vacina deve administrada, pelo menos, 10 dias antes da viagem.

Viagem nacional para uma área com recomendação ou com recomendação temporária da vacina para febre amarela – veja lista de municípios.

Viagem internacional com destino a países que exigem o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), com dose integral – veja lista no site da OMS.

Já o viajante que mora em área sem recomendação e vai viajar para área também sem recomendação, não precisa se vacinar. Contudo, é fundamental que todos os brasileiros mantenham as vacinas atualizadas, de acordo com os calendários de vacinação do Programa Nacional de Imunizações.

Dose padrão e dose fracionada

A dose fracionada é destinada apenas a moradores de 77 municípios dos estados da Bahia, do Rio de Janeiro e de São Paulo que terão campanha de vacinação. Nas outras áreas com recomendação da vacina são utilizadas a dose padrão. Contudo, os moradores dessas cidades que estão com viagem agendada para um país que exige o CIVP receberão dose padrão. Para isso, é preciso apresentar comprovante de viagem ao profissional de saúde do posto de vacinação.

Informações do Blog da Saúde – Ministério da Saúde

Matéria completa aqui:

http://www.blog.saude.gov.br/index.php/servicos/53177-quem-deve-se-vacinar-contra-febre-amarela-antes-de-viajar

Foto: Vinícius Lisboa/Agência Brasil

Dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, seção Rio de Janeiro (SBACV-RJ), indicam que as altas temperaturas, comuns da época do verão, aumentam entre 20% e 30% o risco de doenças vasculares, ou venosas, nos membros inferiores. De acordo com os números, normalmente elas são associadas a varizes.

“O motivo de as altas temperaturas piorarem as doenças vasculares no verão é porque o calor provoca vasodilatação, ou seja, a dilatação dos vasos sanguíneos, com uma sobrecarga nas veias dos membros inferiores”, afirmou o presidente da SBACV-RJ, Breno Caiafa.

Segundo ele, pessoas com doença vascular prévia tendem a piorar no verão, enquanto as demais podem sentir edemas, dores nas pernas, cansaço, peso, caimbra, ressecamento da pele e coceira, “tudo provocado pelo calor”.

Desidratação

Breno Caiafa explicou que nesse período aumenta a secreção de suor e isso pode ser associado à desidratação. Lembrou ainda que, como estão em férias, muitas pessoas desregulam sua alimentação, ampliando o consumo de sal e de bebidas alcoólicas, que também agravam os sintomas vasculares.

Para Caiafa, a população brasileira é propensa a ter varizes. A estimativa é que isso ocorra em 35% da população, envolvendo todas as faixas etárias. Avaliando apenas a população adulta, o percentual pode chegar até 70% de mulheres e a 50% de homens.

Para evitar o agravamento dos sintomas no verão, Caiafa informou que o ideal é que as pessoas com doença vascular procurem um angiologista ou cirurgião para um tratamento anterior à chegada da estação, a fim de, pelo menos, receber orientação.

Além do fator prévio da doença, existem agravantes, como a permanência em longos períodos com as pernas para baixo, em posição sentada ou em pé. Outros agravantes são excesso de peso e falta de exercício.

Evolução

“A correção será justamente fazer atividade física, perder peso, evitar permanência sentado ou em pé, alternar essa movimentação, movimentos com as pernas, levantar e andar durante o trabalho, restringir o uso de sal e de bebida alcoólica, aumentar a hidratação, alternar posições de elevação das pernas e, em alguns casos, com indicação médica, usar meia elástica de compressão para ajudar a circulação, sugeriu o especialista. Hidratar a pele também foi recomendado.

Entre os principais sintomas, a evolução da doença apresenta inchaço das pernas, que pode provocar pequenas fissuras na pele, facilitando infecções como a erisipela. A complicação mais temida é a formação de coágulos nas veias, a chamada trombose.

Breno Caiafa destacou que a hidratação nessa época do ano é fundamental, junto com a reposição de sais minerais. As pessoas devem beber de dois a três litros de água por dia. Se forem consumir cerveja, devem alternar a ingestão de água. Para recuperar sais minerais perdidos, podem beber sucos de frutas, isotônicos ou água de coco.

Agência Brasil

Foto: Agência Brasil

Dois produtos foram suspensos, nesta terça-feira (16), pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os agentes da fiscalização identificaram um lote falso de Botox e também irregularidades em um lote de vacina contra hepatite B.

Os lotes de Botox não foram produzidos pela fabricante indicada na embalagem. Como é uma falsificação, não há qualquer garantia sobre a origem e a composição do medicamento, o que pode trazer riscos à saúde dos usuários. A toxina botulínica é um medicamento injetável e só pode ser prescrito por profissionais médicos ou odontólogos.

No caso da vacina, o próprio Instituto Butantan, responsável pela produção da vacina, detectou um resultado fora do padrão no ensaio de endotoxina presente na vacina da hepatite B. O laboratório vai recolher a vacina no mercado. Outros lotes da vacina e outros produtos do Butantan continuam liberados.

Portal Brasil

Agência Brasil – A forma de exposição e comercialização de cigarros e outros produtos derivados do tabaco poderá ser regulamentada este ano pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A questão já passou por consulta pública e será analisada na primeira reunião da diretoria colegiada da agência, marcada para a próxima terça-feira (16), em Brasília.

Entidades que defendem as políticas de controle do tabagismo argumentam que a exposição nos locais de venda é usada pela indústria como propaganda, proibida atualmente no Brasil pela Lei Antifumo. A tendência é que haja restrição na forma como os comerciantes deixam os maços ou carteiras de cigarro e outros produtos fumígenos expostos em vitrines ou locais que atraiam os consumidores.

Cigarros com aditivos no STF

A discussão sobre outras medidas de controle do uso do tabaco também deve se destacar na agenda do Judiciário e do Legislativo em 2018. Logo após o recesso, em fevereiro, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) deve analisar a proibição dos aditivos de cigarro. O assunto foi colocado em pauta no ano passado pelo menos nove vezes, mas o julgamento foi adiado para o dia 1° de fevereiro.

“O Brasil foi um dos primeiros países que promulgaram uma legislação proibindo os aditivos no cigarro. A gente sabe que esses aditivos, como baunilha, chocolate, menta, são colocados nos produtos pra atrair crianças e adolescentes para iniciação [do fumo]. É um assunto bem importante pra saúde pública”, destacou a consultora no Brasil da União Internacional contra a Tuberculose e Doenças Pulmonares (The Union),  Cristiane Vianna.

Aumento da tributação

Na Câmara dos Deputados, os ativistas pelo fim do tabagismo trabalham pela aprovação de projetos de lei que aumentam impostos sobre a produção de cigarros e outros produtos derivados do tabaco. Entre as propostas em análise pelos parlamentares, há medidas que visam criar tributos sobre o tabaco para estimular a redução do consumo do produto e direcionar os recursos arrecadados para ações de prevenção e tratamento de doenças causados pelo fumo.

Um dos projetos em debate (PLP 4/2015) estabelece a criação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre a fabricação e importação do tabaco e seus derivados. A arrecadação da chamada Cide Tabaco deve ser destinada, segundo o projeto, ao financiamento do tratamento de doenças causadas pelo fumo em hospitais da rede pública. O valor destinado às vítimas seria calculado com base na alíquota de 2% sobre o lucro dos fabricantes ou importadores de tabaco.

Um dos objetivos é fazer com que o fumo se torne inviável economicamente para boa parte das pessoas, principalmente entre os adolescentes, fase na qual se inicia o consumo de cigarro em 90% dos casos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Dois em cada dez estudantes do ensino fundamental já experimentaram cigarro, segundo a última Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense), de 2015.

Um quarto dos estudantes compra o cigarro em loja ou botequim e quase 40% dos jovens compram escondido ou pedem para alguém comprar. Mais da metade dos estudantes que participaram da pesquisa já presenciou pessoas que faziam uso do cigarro e quase 30% deles tem pais ou responsáveis fumantes.

“Tributação sobre tabaco é fundamental para reduzir o consumo em dois grupos populacionais que são os mais vulneráveis para o tabagismo: é evitar que os jovens comecem a fumar e reduzir o tabagismo entre pessoas de baixa renda, que são os mais expostos, os que mais fumam. A ideia não é penalizar essas pessoas, é tentar evitar que elas sofram, porque são as que mais adoecem, mais morrem por problemas relacionados ao tabagismo”, afirmou a pesquisadora e coordenadora do Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde da Fiocruz. Valeska Carvalho Figueiredo.

Os projetos de lei ainda estão em fase de discussão nas comissões antes de serem avaliados em plenário. A tramitação das propostas tem sido permeada pelo embate entre representantes da indústria do tabaco e de organizações que defendem políticas de controle do tabagismo.

“A cadeia produtiva do tabaco brasileira é mais tributada do mundo. Ao aumentar o preço do cigarro brasileiro, que já um dos mais caros do mundo na relação de renda da população, significa jogar ainda mais pessoas para o consumo do cigarro contrabandeado do Paraguai, que é extremamente barato, não tem vigilância sanitária e causa prejuízo gravíssimo à economia brasileira e também à saúde. Pesquisas mostram que há produtos misturados nos cigarros que vêm do Paraguai, como chumbo, insetos e outras coisas que são extremamente prejudiciais à saúde”, afirmou o consultor executivo da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco),  Dalvi Soares de Freitas.

Saúde

O aumento dos impostos e do preço do cigarro é apresentado pela Convenção Quadro para Controle do Tabaco, compromisso assumido pelo Brasil e mais 191 países, como uma das políticas efetivas de redução do fumo. A medida também é defendida pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca).

A OMS considera o tabagismo uma doença crônica e um fator de risco para diversas enfermidades. Segundo a organização, a dependência à nicotina é responsável por cerca de 5 milhões de mortes em todo o mundo.

No Brasil, de acordo com o Inca, cerca de 156 mil pessoas morrem por ano por causas relacionadas ao tabaco, o que equivale a 428 mortes por dia. A maioria das mortes ocorre por problemas cardíacos, pulmonares, cânceres, tabagismo passivo, pneumonia e acidente vascular cerebral (AVC).

Pesquisadores projetam que se o Brasil aumentasse o preço do cigarro em 50%, seriam evitadas mais de meio milhão de internações e aproximadamente 200 mil mortes por ano, segundo estudo da Faculdade de Medicina de Buenos Aires em parceria com o Inca, a Organização Pan-americana de Saúde (Opas) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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Sol, calor e férias escolares: é no verão que muitos não resistem à tentação de ir à praia e aproveitar este período em frente ao mar. Com o clima de despreocupação, o cuidado com a alimentação pode ficar um pouco de lado, quando recorremos a alternativas menos saudáveis na hora de matar a fome – inclusive por conta da comodidade, já que não é raro encontrarmos ambulantes e quiosques com cardápios recheados por pastéis, espetinhos, porções fritas e salgadinhos, além da ampla variedade de bebidas doces, gaseificadas e alcoólicas.

Todo esse cenário pode colocar a saúde digestiva em risco: o consumo em excesso desses alimentos pode agredir a mucosa do estômago e o consumo bebidas alcoólicas aumenta o nível de acidez do suco gástrico, podendo provocar gastrite e, em casos mais graves, úlcera. Por isso, frituras, alimentos industrializados, enlatados, café, chocolate, pimenta, bebidas alcoólicas e açúcar devem ser ingeridas com moderação.

Além da gastrite, outro problema recorrente nessa época do ano caracteriza-se pela infecção intestinal ou gastroenterite aguda, cujos sintomas são diarreia e, em casos mais intensos, vômitos e febre. A infecção, em geral, é causada por água ou verduras contaminadas, e por intoxicação alimentar, originada por comidas deterioradas devido ao calor. O contágio acontece pelo ar e por alimentos, objetos ou mãos contaminadas. A bactéria mais comum é a conhecida Salmonela.

Dr. Tomazo Franzini, diretor da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED), dá dicas para que essas condições sejam evitadas, sobretudo nas épocas mais quentes do ano. Confira:

Temperatura adequada
É fundamental atentar-se ao armazenamento dos alimentos em temperatura adequada, sempre buscando por escolhas que agridam menos a saúde digestiva. Não os deixe fora da geladeira por muito tempo e, quando viajar, leve-os em caixas de isopor ou bolsas térmicas.

Evite alternativas pré-cozidas 
Ou seja, se possível, evite aqueles itens já assados ou fritos – após a cocção, não há mais nenhuma etapa para eliminação de bactérias e, com o passar do tempo e o calor, as chances de estragar são maiores.

Práticos e saudáveis
Caso não possa manter a refrigeração adequada, leve frutas frescas e secas, e biscoitos de polvilho. No caso de sanduíches naturais, eles precisam ser bem conservados, servindo como fonte de proteína – melhor deixar sem molho.

Fique bem hidratado! 
Principalmente no calor, é indicado que se beba bastante água, sucos naturais e água de coco, por exemplo. Se for compra-los na praia, observe se o lacre não está violado e se a validade está dentro do prazo. Nunca beba água da torneira.

Reconheça a contaminação
Impossível levar suas próprias comidinhas para a praia? Então fique de olho nos ambientes e nos funcionários. Veja se os cabelos estão presos, se os aventais estão higienizados e a limpeza dos recipientes. A contaminação pode ser física, química e biológica. No primeiro caso, é visível: há presença de impurezas no prato, como pedras, areia ou cabelo. Quando química, acontece em decorrência da presença de produtos contaminantes, como inseticida; a biológica é causada por fungos, bactérias e vermes.

Superpride

Em entrevista ao programa A voz do Brasil, presidente da República anunciou as medidas, que devem beneficiar 15 milhões de pessoas

Mais 15 milhões de brasileiros serão atendidos com a construção de novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e de 2 mil unidades básicas de saúde, garantiu o presidente da República, Michel Temer, em participação no programa A voz do Brasil desta terça-feira (9). As obras são parte do Programa Agora, é Avançar, do Governo do Brasil.

Temer afirmou, ainda, que metade da frota de ambulâncias do SAMU será renovada neste ano em todo o Brasil. Para melhorar o atendimento em saúde, destacou o DigiSUS, novo prontuário eletrônico que vai unificar as informações dos pacientes e facilitar o atendimento. Por ele, o paciente vai acompanhar todas as informações sobre consultas e remédios pela internet, sem precisar sair de casa.

Portal Planalto

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) realiza a quarta edição da campanha Janeiro Branco, que acontece pela quinta vez no Brasil e neste ano adota o slogan “Quem cuida da mente, cuida da vida”. O projeto desperta a reflexão e o desenvolvimento de ações voltadas à saúde mental, com uma programação especial na UFRN durante o mês de janeiro para convidar as pessoas a pensar em suas vidas, emoções, relacionamentos, sentimentos e sonhos para 2018.

O Serviço de Psicologia Aplicada (Sepa) e o Núcleo de Apoio ao Discente (Nadis) da UFRN promoverão bate-papos e meditação junto à comunidade universitária, entre os dias 15 e 19 no Campus Central e de 22 a 26 de janeiro nos hospitais universitários. Entre os assuntos abordados estarão conversas sobre depressão, ansiedade, a mulher universitária, saúde no trabalho, além da apresentação do documentário “Entrelaços”. A iniciativa conta com apoio da Diretoria de Atenção à Saúde do Servidor (DAS), que ganha decoração sobre a campanha e ainda promove uma oficina de Arteterapia no dia 25.

A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proae), por meio da Coordenadoria de Atenção à Saúde do Estudante (CASE), também adere ao Janeiro Branco com a divulgação de material informativo em redes sociais e sites da universidade. Após o retorno às aulas, em fevereiro, serão realizadas rodas de conversa e esclarecimentos sobre os cuidados com a saúde mental em diversos pontos da UFRN, entre eles a residência universitária, sala de espera da Proae e centros acadêmicos.

Outras informações sobre o Janeiro Branco estão disponíveis na página http://janeirobranco.com.br/.

ASCOM – Reitoria/UFRN

Foto: Marcello Casal JR/ABr

Entrou em vigor hoje (2) a nova cobertura mínima obrigatória dos planos de saúde definida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que inclui 18 novos procedimentos, entre exames, terapias e cirurgias que atendem diferentes especialidades, além da ampliação de cobertura para outros sete procedimentos, englobando medicamentos orais contra o câncer.
Entre as principais inclusões e ampliações, a diretora adjunta de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Carla de Figueiredo Soares, destacou a incorporação, pela primeira vez, de um medicamento para tratamento da esclerose múltipla; a disponibilização de oito medicamentos orais para combate a diversos tipos de câncer, entre os quais os de pulmão, melanoma e próstata; exame de tomografia por emissão de pósitrons/tomografia computadorizada (PET-CT) para diagnóstico de tumores neuroendócrinos; e cirurgias laparoscópicas para tratamento de doenças ligadas ao sistema reprodutor feminino, como câncer de ovário e tratamentos para infertilidade.

Segundo Carla, todos os beneficiários de planos de saúde novos, ou seja, aqueles contratados a partir da Lei nº 9.656 ou adaptados a ela, têm assegurado o direito às novas coberturas. Se as operadoras negarem atendimento, a diretora recomenda que o consumidor deve apresentar reclamação à ANS. Para isso, podem ser usados os canais de atendimento Disque ANS, pelo número gratuito 0800 701 9656; a Central de Atendimento no portal da ANS (www.ans.gov.br); ou o atendimento pessoal feito nos 12 núcleos presenciais que a agência mantém no país. Os endereços podem ser consultados no portal da ANS.

Atualização

A atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS é feita a cada dois anos. A diretora adjunta de Normas e Habilitação dos Produtos disse que a revisão periódica da cobertura mínima obrigatória é importante para os beneficiários de planos de saúde de todo o país. “A atualização do rol é um avanço para os beneficiários de planos de saúde, pois as tecnologias para tratamentos de doenças evoluem e, portanto, é preciso que a cobertura dos planos de saúde acompanhe essa evolução tecnológica e que se comprove segura, eficaz e sustentável”. Esclareceu que os procedimentos incorporados são aqueles nos quais os ganhos coletivos e os resultados clínicos são mais relevantes para os pacientes. A inclusão de tecnologias é sempre precedida de avaliação criteriosa, disse.

A intenção da ANS é regulamentar os critérios para adoção de novos procedimentos, com o intuito de dar mais transparência ao tema. Atualmente, os princípios norteadores das revisões são as avaliações de segurança e efetividade dos procedimentos, a disponibilidade de rede prestadora e os custos para o conjunto de beneficiários de planos de saúde.

Para proceder à inclusão ou exclusão de itens do rol, ou mesmo para alterar os critérios de utilização dos procedimentos listados, a ANS leva em consideração estudos com evidências científicas atuais de segurança, de eficácia, de efetividade e de acurácia, isto é, de precisão das intervenções. “Desse modo, os procedimentos incorporados são aqueles nos quais os ganhos e os resultados clínicos são mais relevantes para os pacientes, segundo a melhor literatura disponível e os conceitos de avaliação de tecnologias em saúde”, acrescentou Carla.

Agência Brasil

A Prefeitura encaminhou um grupo de 55 pacientes para cirurgias de catarata, na manhã desta terça-feira (2). A distribuição da documentação dos encaminhamentos aconteceu na sede da Secretaria Municipal de Saúde de Macaíba.

Na oportunidade, a coordenadora da Central de Marcação macaibense, Lorena Góis orientou os pacientes sobre as ações necessárias para a realização dos procedimentos cirúrgicos.

A administração municipal seguirá com esta ação durante 2018. Em 2017, a Prefeitura realizou 160 encaminhamentos para cirurgias de catarata, além de promover quatro edições do mutirão contra o glaucoma, onde foram feitos mais de 3.200 atendimentos.

Prefeitura de Macaíba (Via Facebook)

A queima de fogos na virada de ano é tradição em muitas cidades do país. Mas o que é motivo de alegria e deslumbramento entre as pessoas, acaba sendo um momento de desespero para os animais, silvestres e domésticos. É possível, entretanto, criar um ambiente seguro para os animais de estimação, para minimizar os riscos de fuga ou para evitar que eles se machuquem.

“A nossa capacidade humana de perceber o mundo não é a mesma dos animais. A sensibilidade de audição e visão pode ser mais ou menos apurada para cada espécie. Nós temos uma capacidade de um gradiente de cores muito mais complexo que a maioria dos animais, mas a percepção auditiva deles é mais apurada que a nossa”, disse a médica veterinária Vânia Plaza Nunes, diretora técnica do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal e especialista em comportamento e bem-estar animal.

Os riscos para os animais, segundo Vânia, são vários. A luz e o brilho dos fogos de artifícios podem causar mais impacto nos animais noturnos por exemplo, como os morcegos e os gatos. “Eles têm uma acuidade visual muito grande, então pouca luz já é suficiente. Então aquilo [fogos] causa pânico, porque foge ao padrão normal a que eles estão acostumados”, explicou.

Para o olfato, as bombas e fogos também são prejudiciais, pois liberam pólvora e outras substâncias químicas e metais. Mesmo quando os fogos são disparados de balsas no mar, como no Rio de Janeiro, as substâncias se depositam na água, onde também há muitas espécies de animais.

“Com o som, o problema é mais grave ainda”, disse a especialista, pois eles captam os infrasons e os ultrasons, que não são percebidos pelos humanos. “Os morcegos usam isso para se orientar. Se você solta fogos em área perto de mata, eles vão perder a capacidade de voar, podem cair, entrar na casa das pessoas. Para os cães e gatos aquilo também não faz parte do comportamento normal, eles ficam muito assustados”, explicou Vânia.

Segundo a médica veterinária, nesses momentos, os animais têm o chamado comportamento de luta e fuga, que é o comportamento instintivo que todos os seres vivos têm para tentar se defender. Ela explicou que, assim como os animais, pessoas com autismo e crianças pequenas também se incomodam com os efeitos dos fogos.

Preparando o ambiente

Vânia dá dicas que podem ser adotadas para amenizar o estresse e evitar que os animais fujam ou se machuquem. Nas horas mais próximas à virada, para quem ainda tem aves em gaiola, ela orienta a deixá-las em um ambiente fechado e supervisionar os animais. “Deixar água suficiente apenas para beber, mas sem risco de se afogarem caso sofram uma queda”, disse.

Para cães e gatos não é recomendado administrar calmantes, mas, uma semana antes do Réveillon, eles podem usar florais de Bach, que são extratos naturais que ajudam a acalmar. “E sempre que possível, procurar orientação do veterinário”, disse Vânia.

Segundo ela, com antecedência, é possível preparar um ambiente confortável para o animal de estimação e, aos poucos, ir acostumando-o com esse ambiente. É importante não deixar objetos que ele possa derrubar e não deixar portas ou janelas abertas, mas evitando que o ambiente fique excessivamente aquecido. Também existem os feromônios de apaziguamento, que podem ser colocados no ambiente para deixá-lo mais harmônico. Essas substâncias podem ser encontradas nas boas casas de produtos veterinários.

A especialista recomenda ainda colocar uma música ambiente em uma intensidade que vai competir um pouco com o som externo. “E, se possível, a pessoa pode ficar junto, porque a companhia acalma o animal. Mas tomando cuidado para não reforçar o comportamento de medo para o animal”, explicou.

Existe ainda uma técnica de enfaixar o cachorro, que funciona como um abraço, e pode trazer tranquilidade nos ambientes hostis. Segundo Vânia, a faixa levemente elástica deve passar pelo peito do cão e cruzar e amarrar nas costas.

Mudança de comportamento

Para Vânia, as pessoas poderiam abolir os fogos de artifício como forma de diversão. “Talvez usar os recursos de uma forma melhor, empregar o dinheiro para minimizar os danos ambientais e criar outros mecanismos de celebração social”, disse. “Mesmo estando no século 21, continua-se reforçando esse tipo de prática. Está na hora de mudarmos esse marco civilizatório”.

Segundo a especialista, muitas cidades estão conseguindo avançar em projetos de lei que regulam a comercialização e queima de fogos de artifício, como Campinas, Santos e Sorocaba, todas no interior de São Paulo. “Tem uma minimização, mas não resolve o problema”, disse.

Agência Brasil

Com 136 maternidades participantes, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) inicia em janeiro a segunda etapa da Campanha Parto Adequado. A meta é reduzir o número de cesarianas desnecessárias, ou seja, que não tenham indicação clínica e sejam feitas apenas por conveniência das partes envolvidas, podendo, inclusive, causar prejuízos à saúde do bebê. No ano passado, 35 maternidades fizeram parte da primeira fase da campanha.

O projeto é desenvolvido em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein e o Institute for Healthcare Improvement. Sessenta e oito operadoras de planos de saúde manifestaram interesse em apoiar o projeto.

Segundo o diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, Rodrigo Aguiar, no período de festas de fim de ano, o problema das cesarianas desnecessárias agrava-se um pouco. “Por conta das festas, a tendência é haver uma antecipação da data do parto, e o agendamento em períodos que variam entre uma a duas semanas da data adequada para que o parto fosse realizado.”

Rodrigo Aguiar disse que a antecipação do parto pode causar consequências negativas para a saúde da mãe e, principalmente, do bebê. Entre os problemas mais frequentes, o médico destacou as complicações respiratórias, considerando que o recém-nascido não está com o sistema respiratório amadurecido o suficiente para lidar com o mundo exterior.

Por causa disso, aumenta a incidência de internações em unidades de terapia intensiva (UTIs) neonatais, o que afasta o bebê da mãe nos primeiros dias de vida. “Só essas duas consequências já são suficientes para a gente desincentivar essa prática”, disse o diretor da ANS.

Quando o parto ocorre de forma natural, há uma série de benefícios para o bebê. Além da relação mais aproximada que já se estabelece com a mãe, Rodrigo Aguiar ressaltou que existe uma indução muito maior ao aleitamento materno. “A mãe produz melhor o leite, e o bebê recebe, aceita e absorve melhor aquele leite”.

A criança nascida de parto normal consegue também se preparar melhor para se adaptar ao mundo externo, com maior amadurecimento do pulmão e contato com as bactérias benéficas da mãe, reduzindo a incidência de doenças infantis, acrescentou o médico. Ele lembrou que há ainda uma recuperação mais rápida do útero e do corpo da mulher.

Dados

Na primeira fase da campanha, denominada fase “piloto”, os hospitais participantes conseguiram evitar a realização de 10 mil cesarianas desnecessárias. O número de partos normais cresceu 76%, ou o equivalente a 16 pontos percentuais, passando de 21%, em 2014, para 37%, em 2016.

Ocorreram avanços também em outros indicadores de saúde, disse Rodrigo Aguiar. Ele citou a redução do número de entradas em UTI neonatal em 14 dos 35 hospitais que participaram da campanha – as internações as passaram de 86 por mil nascidos vivos para 69 por mil nascidos vivos.

Com a adesão de mais maternidades ao projeto, Aguiar espera “resultados bem mais significativos” na segunda fase. Ele informou que, no momento, os hospitais que aderiram à campanha estão passando por uma aprendizagem presencial, em que são treinados para melhor organizar sua estrutura de parto para que eles se deem de forma natural. “Acreditamos que, até o final do ano [de 2018], consiga apresentar os resultados”.

EBC

Com o objetivo de mostrar todas as suas ações desenvolvidas ao longo deste corrente ano, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Macaíba promoveu na tarde desta quinta-feira (21) a 1ª Exposição Aqui tem SUS, Saúde Mostra Saúde.

Foi a primeira vez que a SMS organizou essa exposição, que aconteceu na Praça Paulo Holanda Paz – Pista Nova e atraiu a atenção de centenas de populares e profissionais de saúde.

Um vasto acervo de banners, cartazes, fotos e vídeos foi exposto em tendas instaladas no local. Diversas palestras temáticas para a população foram disponibilizadas para o público durante o evento, bem como serviços de aferição de pressão e medição de glicemia.

Ao final, uma apresentação cultural com um grupo “Mão Amiga”, composto por mulheres usuárias dos serviços de saúde do posto de saúde do bairro Campo da Santa Cruz.

Assecom-PMM

Novas mensagens apresentam uma comunicação mais direta com os consumidores sobre os riscos que esses produtos causam à saúde

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta sexta-feira (15), as novas imagens de advertência sanitária, que são obrigatórias nos rótulos dos cigarros comercializados no Brasil. As mudanças entrarão em vigor em 25 de maio de 2018.

Além de nove novas imagens de advertência padrão, que ocupam 100% de uma das faces das embalagens, a resolução apresenta novos modelos de advertências frontais e laterais e um novo modelo gráfico para a mensagem de proibição de venda para menores de 18 anos.

As novas mensagens apresentam uma comunicação mais direta com os consumidores sobre os riscos que esses produtos causam à saúde e, também, utilizam um conjunto de cores que dão maior destaque e visibilidade às mensagens. As novas advertências padrão têm os temas: câncer de boca, cegueira, envelhecimento, fumante passivo, impotência sexual, infarto, trombose e gangrena, morte e parto prematuro.

Além disso, assim como a advertência frontal, passarão a ficar sobre um fundo amarelo mais chamativo, ao invés do fundo preto dos alertas anteriores. A advertência lateral continuará no fundo preto, e a mensagem de venda proibida para menores de 18 anos ficará em um fundo vermelho.

Multas

A norma é válida para todos os produtos fumígenos derivados ou não do tabaco, como: cigarrilhas, charutos, fumos de cachimbo, fumos de narguilé, rapé, entre outros. Após a data limite, as embalagens que não estiverem de acordo com nova resolução não poderão ser produzidas, distribuídas, expostas à venda ou comercializadas e deverão ser recolhidas pela empresa detentora do registro.

O não cumprimento da nova regulamentação implica em infração sanitária, estando os fabricantes e estabelecimentos que comercializam esses produtos sujeitos a penalidades que podem chegar a R$ 1,5 milhão.  A fiscalização é feita pelas autoridades sanitárias dos estados e municípios, órgãos ligados às respectivas secretarias de saúde.

Controle do tabaco

A atualização e o uso das advertências sanitárias das embalagens dos produtos derivados do tabaco estão previstos na Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), adotada pelos países-membros da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da qual o Brasil é signatário.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o tabagismo é a principal causa de morte evitável em todo o mundo, sendo responsável por 63% dos óbitos relacionados às doenças crônicas não transmissíveis. Se a tendência atual continuar, em 2030 o tabaco matará cerca de 8 milhões por ano, sendo que 80% dessas mortes ocorrerão nos países da baixa e média renda.

No Brasil, como resultado das ações de controle do tabaco desenvolvidas, a prevalência de tabagismo vem diminuindo ao longo dos anos. Em 1989, o percentual de fumantes de 18 anos ou mais no País era de 34,8%. Já em 2013, de acordo com pesquisa mais recente para essa mesma faixa etária em áreas urbanas e rurais, esse número caiu para 14,7%.

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