Meio Ambiente Arquivo

Imagem: Pixabay

O Brasil Rural conversou nesta sexta-feira (12) com Cleverton Santana, superintendente de Informações do Agronegócio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Ele falou do 7º Levantamento sobre a safra de grãos 2018/2019. O documento indica um aumento de produtividade.

Segundo o superintendente, o relatório mostra que a safra está dentro da estimativa. Houve um aumento de dois milhões de toneladas, chegando a 235 milhões de toneladas no período, a segunda maior safra do país.

O que ajudou nesse crescimento foi o aumento da área de plantio de milho. Além disso, a situação climática foi favorável.

O relatório mostra que a colheita prevista para o milho ficou em 94 milhões de toneladas. O documento aponta também que esta safra foi menor do que a de 2016/2017.

Em relação à produção de arroz, segundo Cleverson, teve uma redução maior, já que o consumo diminuiu, e chegou a 10,6 milhões de toneladas.

De acordo com o especialista, mesmo com problemas, houve aumento de produtividade.

O Brasil Rural vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 5h, pelas rádios Nacional AM Brasília e Nacional AM Rio; sábado, às 5h, pela Rádio Nacional do Alto Solimões e, às 7h, pelas rádios Nacional AM Brasília e Nacional da Amazônia.

Informações da Rádio EBC

Foto: Felipe Werneck/ASCOM-IBAMA

A CPI de Brumadinho tem reunião marcada para a próxima quarta-feira (3), às 10h, quando serão ouvidas quatros pessoas. Entre os convocados, estão o gerente de Geotecnia Corporativa da Vale, Alexandre Campanha; e o auditor Makoto Namba, da empresa TÜV SÜD Brasil. Conforme o requerimento do senador Carlos Viana (PSD-MG), um processo judicial cita “Alexandre Campanha por suposta coação do auditor da TUV SUD, Makoto Namba, a assinar o laudo de estabilidade da barragem B1 da Mina Córrego do Feijão”.

A CPI também vai ouvir André Jum Yassuda, auditor da TÜV SÜD Brasil. O requerimento de sua convocação, também do senador Carlos Viana, aponta que Yassuda é citado em um processo da Justiça “por ter assinado o laudo de estabilidade da barragem B1 da Mina Córrego do Feijão”. Conforme o senador Carlos Viana, ouvir esses convocados será importante para “identificar as responsabilidades individuais e da empresa TÜV SÜD Brasil na tragédia de Brumadinho”.

A engenheira Ana Lúcia Moreira Yoda, da empresa Tractebel Engineering Ltda, também foi convocada. O requerimento da senadora Juíza Selma (PSL-MT) registra que a “empresa teria se recusado a atestar a estabilidade da barragem B1, razão pela qual a Vale a substituiu pela TÜV SÜD, que se encarregou de emitir a declaração de estabilidade em setembro/2018.”

A CPI de Brumadinho é composta por 11 membros titulares e sete membros suplentes. O objetivo da comissão é apurar as causas do rompimento da barragem na Mina Córrego do Feijão, da empresa de mineração Vale, em Brumadinho (MG), e investigar a segurança de outras barragens. A CPI é presidida pela senadora Rose de Freitas (Pode-ES).

Agência Senado

 

A ministra Teresa Cristina Corrêa garantiu apoio aos projetos apresentados pela governadora Fátima Bezerra para o fortalecimento da agricultura no Rio Grande do Norte, entre eles a liberação de R$ 4,8 milhões para regularização fundiária em 13 municípios do Rio Grande do Norte, medida que dá segurança jurídica e abre caminho para inserir o trabalhador rural nas políticas públicas de desenvolvimento da agricultura familiar. Em audiência realizada na noite desta quarta-feira (27), em Brasília, a ministra da Agricultura assumiu o compromisso de liberar a segunda parcela de um convênio, no valor de R$ 853 mil, para operar o Programa Nacional de Crédito Fundiário no RN.

Também foram entregues outros pleitos, importantes para o setor, como a conclusão do terminal pesqueiro de Natal, a regulamentação da pesca de atum e as questões relacionadas à GTA – Guia de Trânsito Animal – para o camarão, além de recursos destinados à capacitação de quase 1.000 pescadores artesanais, qualificando-os para o uso da vela e de equipamentos de georreferenciamento (GPS) nas embarcações.

Rio Grande do Norte e Ceará estão assumindo o protagonismo da pesca de atum no Brasil, mas podem enfrentar problemas junto à Comissão Internacional para Conservação do Atum no Atlântico (Iccat), responsável pela regulação do mercado internacional, se a regularização não for resolvida. As embarcações estão indo ao mar com licenças temporárias. Tereza Cristina disse que o ministério criou uma força-tarefa para resolver o problema sem perder os prazos estabelecidos pela Iccat.

A audiência desta quarta-feira foi um desdobramento da visita que Teresa Cristina fez ao Rio Grande do Norte em fevereiro, quando visitou áreas de fruticultura irrigada na região Oeste. Fátima aproveitou para sugerir ações do governo federal para abertura do mercado chinês ao melão do Rio Grande do Norte. O RN é o maior produtor e exportador de melões do país, e se beneficiará diretamente da abertura de mercados internacionais. O secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca do Estado, Guilherme Saldanha, disse que, se a ministra conseguir acesso ao mercado chinês na viagem que fará àquele país em maio, será possível criar cerca de 30 mil novos empregos na produção de melões.

O secretário especial de Assuntos Fundiários, Luiz Antônio Nabhan Garcia, informou à governadora que em breve virá ao estado entregar títulos de propriedade para assentados do programa de reforma agrária, que terão direito a verbas para construir ou reformar moradias. Com esses títulos, os assentados passam a ter direito aos programas de crédito do governo federal.

A Governadora esteve acompanhada dos secretários Alexandre Lima (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), Guilherme Saldanha (da Agricultura, da Pecuária e da Pesca), bem como da bancada federal representada pelos deputados Natália Bonavides, João Maia e Rafael Motta, o senador Styvenson Valentim, além do empresário e presidente do Sindpesca/RN, Gabriel Kalzavara.

Via Assecom/RN

*Com informações do Ministério da Agricultura

Foto: Stephane Melina

Nos dias 27 e 28 de março, a equipe da Subcoordenadoria de Planejamento e Edução Ambiental (SPEA) do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte – Idema, realiza na Escola Estadual Auta de Souza, no município de Macaíba, atividades relativas à educação ambiental.

Durante os dois dias da ação, os estudantes receberão palestra com a temática de poluição por plásticos, uma oficina de compostagem, além de uma exposição da “Mostra da Biodiversidade Potiguar”, que é o museu itinerante composto por exemplares da fauna local.

A atividade tem o objetivo comum de sensibilizar os alunos e despertar o senso de responsabilidade individual quanto ao meio ambiente. A iniciativa é também uma maneira de contribuir com a multiplicação do conhecimento da população para que ela tenha acesso às informações e discuta os problemas ambientais globais e de sua região.

Segundo a coordenadora da SPEA, Cléia Bacurau, atividades como esta fortalece o município e desperta na comunidade o desejo de desenvolver um trabalho ambiental contínuo. “É importante que façamos ações para que todos saibam do compromisso e responsabilidade com o meio ambiente”, disse.

Na ocasião, as atividades são voltadas apenas para a Escola Estadual Auta de Souza, que solicitou essa parceria. No entanto, as instituições que desejem receber as atividades deverão solicitar através de ofício enviado à Direção Geral do Idema.

Nesta edição participam das formações os técnicos Miguel Rocha (biólogo), Marina Moura (bióloga) e Stephane Melina (gestora ambiental).

Informações e foto da ASCOM/IDEMA

Foto: Lucas Hallel/Ascom-FUNAI

A Fundação SOS Mata Atlântica anunciou, nesta semana, que rejeitos da barragem de Brumadinho atingiram o Alto São Francisco. Após expedição realizada do Rio Paraopeba até o Velho Chico, a qualidade da água de nove dos doze pontos de coleta foi classificada como ruim (75% do total). A água de três pontos de coleta (25%) foi classificada como regular.

A coordenadora do projeto Observando os Rios, da Fundação SOS Mata Atlântica, Romilda Roncatti, falou também dos índices de qualidade de outros rios no país. Ela declarou que “os rios estão por um triz”, seja por agressões geradas por grandes desastres ou por conta dos mau uso da água no dia a dia, decorrentes da falta de saneamento e da ocupação desordenada do solo nas cidades. Ao todo, o projeto realiza a análise da qualidade da água dos rios a partir de 278 pontos de coleta localizados em 17 estados.

EBC

Na manhã desta sexta-feira (22), a Prefeitura realizou um mutirão de limpeza no trecho do Rio Jundiaí que corta o centro de Macaíba. Segundo o secretário municipal interino de Meio Ambiente e Urbanismo (SEMURB), Jáder Aladim, esta ação de hoje foi alusiva ao Dia Mundial da Água (22 de março).

Na ocasião, foram recolhidos diversos tipos de materiais, dentre os quais: pneus, copos plásticos, garrafas pet, latinhas de bebidas e até restos de móveis.

A SEMURB conta com a conscientização e colaboração da população para que tenhamos uma cidade mais limpa, bonita e sustentável para vivermos. É necessário que o popular, antes de despejar de forma inadequada qualquer tipo de resíduo, procure a SEMURB para saber quais são os dias para a coleta.

Por exemplo, resíduos domésticos têm uma frequência de coleta de três vezes por semana. Quanto aos volumosos (metralha e vegetais), são realizados mutirões que percorrem todos os bairros do município, com uma média de 25 dias de retorno. Os telefones para contato são: 3271-6557, 3271-6634 e 3271-6626.

Fotos: Márcio Lucas

Assecom-PMM

O Governo do RN, por intermédio da Secretaria Estadual da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (Sape), inicia hoje (7), a distribuição de sementes aos agricultores familiares cadastrados no Programa Banco de Sementes. O abastecimento dos bancos coincide com a consolidação da quadra chuvosa, prevista para este mês de março, período considerado propício ao plantio pelos especialistas.

Atualmente o Rio Grande do Norte conta com 1.614 bancos de sementes, distribuídos por 159 municípios do Estado. Juntos eles atendem 52.565 agricultores cadastrados pelo Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RN). Para aquisição das sementes foram investidos R$ 7,8 milhões, provenientes do Tesouro Estadual.

A distribuição das sementes fica sob a responsabilidade da Emater, por meio das suas 10 Gerências Regionais espalhadas pelo território potiguar que, em seguida, encaminham diretamente aos Bancos de Sementes de seus respectivos locais. Nesta primeira etapa de distribuição, as sementes a serem distribuídas são provenientes da Emparn, para atender as regionais do oeste: Pau dos Ferros, Mossoró e Umarizal. Nas duas semanas seguintes, serão atendidas as demais regionais: Assú, Caicó, Currais Novos, João Câmara, Santa Cruz, São Paulo do Potengi e São José de Mipibu.

Informações e foto do Portal do Governo do RN

Parlamentares de diferentes campos políticos comemoraram a aprovação / Marcos Oliveira / Agência Senado

As Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e de Meio Ambiente (CMA) do Senado aprovaram nesta quarta-feira (27) o PL 550/2019, que reforça a efetividade da Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB). A proposta está autorizada a seguir para a Câmara dos Deputados, se não houver recurso para envio ao Plenário.

O projeto endurece as penas para os envolvidos em crimes ambientais que causem mortes, como em Mariana (MG) e Brumadinho (MG) e proíbe a construção de reservatórios pelo método de alteamento à montante – aquele em que a barragem é sustentada pelo próprio rejeito da mineração. Nas duas comissões, houve críticas à postura da mineradora Vale após o rompimento de barragens em Minas Gerais.

O PL 550/2019 é de autoria da senadora Leila Barros (PSB-DF) e propõe, entre outras medidas, a destinação do dinheiro de multas à região afetada e a continuidade do pagamento, pela empresa, da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM).

Senadores de diferentes campos políticos comemoraram a aprovação do projeto na CCJ e na CMA. Jaques Wagner (PT) se referiu ao acontecimento pelo Twitter como “vitória do meio ambiente”. Antonio Anastasia (PSDB) disse que foi um “passo importante para evitar tragédias como a de Brumadinho”.

Conforme sugestão de Randolfe Rodrigues (Rede), integrantes das duas comissões vão à Câmara dos Deputados para entregar o projeto pessoalmente ao presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM).

Brasil de Fato

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Em pronunciamento em Plenário, o senador Major Olímpio (PSL-SP) comemorou a aprovação, nesta quarta-feira (27), pelas Comissões de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ) e de Meio Ambiente (CMA), do Projeto de Lei (PL) 550/2019, que torna mais rigorosas as regras para a segurança da exploração mineral. Ele ressaltou o empenho dos senadores para dar uma resposta ao país diante da catástrofe de Brumadinho (MG), na qual o rompimento de uma barragem de rejeitos tóxicos da mineradora Vale soterrou centenas de pessoas e destruiu o Rio Paraopeba.

— Com esforço e com um trabalho muito bem realizado, acabou-se dando uma resposta, num único dia, para dizer à população brasileira: acreditem no seu Senado, acreditem na responsabilidade desta Casa, onde 81 Senadores, hoje, fizeram todo o esforço possível, repito, cada um na sua bancada, no seu bloco, com as suas convicções político-partidárias, com a sua ideologia, mas dizendo: o momento é hoje, o momento é já. Nós podemos nos opor politicamente, mas não estamos nos opondo ao país. Temos essa certeza — afirmou o parlamentar.

Agência Senado

Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Passado um mês da tragédia causada pelo rompimento da Barragem 1 da Vale em Brumadinho (MG), os trabalhos de buscas tentam localizar 134 desaparecidos. O número de mortos chega a 179.

De acordo com informações, a barragem, localizada a 57 quilômetros de Belo Horizonte, rompeu-se por volta das 12h20, de sexta-feira, 25 de janeiro. Sobreviventes relatam que um mar de lama tomou conta de estradas, do rio, do povoado e, sobretudo, da área da Vale, empresa responsável pela barragem. Como era hora do almoço, muitos funcionários ficaram retidos no restaurante.

O misto de perplexidade, tristeza e indignação se instalou no país. As dificuldades causadas pela lama e riscos de contaminação aliados à chuva intensa aumentaram ainda mais a tensão nas buscas por vítimas. Famílias inteiras desapareceram. Nem todos foram localizados.

Ontem (24), ocorreram manifestações em Brumadinho e em Belo Horizonte para homenagear os mortos.

EBC

Índio observa o rio Paraopeba, contaminado pela lama da mineradora. Foto: Lucas Hallel ASCOM/FUNAI

A Frente Parlamentar Ambientalista será relançada nesta quarta-feira (27), às 8 horas, no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados.

Os parlamentares vão discutir os impactos ambientais causados pelo rompimento de barragem em Brumadinho (MG) e analisar os resultados da expedição realizada pela Fundação SOS Mata Atlântica por 305 km da região.

O rompimento, ocorrido em 25 de janeiro deste ano, resultou em um dos maiores desastres com rejeitos da mineração no Brasil. Já foram contadas 177 mortes e pelo menos 133 estão desaparecidos. Além disso, o rio Paraopeba, atingido pelos rejeitos e um dos principais mananciais de abastecimento da região metropolitana de Belo Horizonte, está indisponível para qualquer tipo de uso.

Agência Câmara Notícias

No intuito de que os medicamentos vencidos e sem uso não sejam descartados de forma inadequada, podendo causar danos ao meio ambiente, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (SEMURB) de Macaíba acaba de implantar um ponto de coleta para descarte adequado desses produtos.

O ponto de coleta está localizado na sede da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), próximo à recepção. Vale lembrar que o descarte inadequado de medicamentos vencidos pode também ocasionar sérias contaminações em pessoas ou animais, não somente ao ambiente em si. Se seu medicamento venceu, não jogue no vaso sanitário, no lixo ou tampouco em terrenos baldios!

Conheça mais sobre o tema aqui ao conferir o que diz a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS): http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12305.htm

Assecom-PMM

Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Por recomendação da Agência Nacional de Mineração (ANM), o Ministério de Minas e Energia (MME) definiu uma série de medidas de precaução de acidentes nas cerca de mil barragens existentes no país, começando neste ano e prosseguindo até 2021. A medida inclui a extinção ou descaracterização das barragens chamadas “a montante” até 15 de agosto de 2021. A resolução está publicada, na seção 1, página 58, no Diário Oficial da União.

“Essa resolução estabelece medidas regulatórias cautelares, objetivando assegurar a estabilidade de barragens de mineração, notadamente aquelas construídas ou alteadas pelo método denominado “a montante” ou por método declarado como desconhecido”, diz o texto.

Em três meses, a diretoria colegiada da agência vai avaliar a execução das medidas.“A Diretoria Colegiada da ANM, até 1º de maio de 2019, reavaliará as medidas regulatórias cautelares objeto desta resolução e, se for o caso, fará as adequações cabíveis considerando, dentre outras informações e dados, as contribuições e sugestões apresentadas na consulta pública.”

Riscos

Há 84 barragens no modelo denominado a montante em funcionamento no país, das quais 43 são classificadas de “alto dano potencial”: quando há risco de rompimento com ameaça a vidas e prejuízos econômicos e ambientais. Porém, no total são 218 barragens classificadas como de “alto dano potencial associado”.

Pela resolução, as empresas responsáveis por barragens de mineração estão proibidas de construir ou manter obras nas chamadas Zonas de Autossalvamento (ZAS).

A resolução é publicada menos de um mês depois da tragédia de Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte (MG), na qual 169 pessoas morreram e ainda há 141 desaparecidos com o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão.

Datas

Pela resolução, as responsáveis pelas barragens têm até 15 de agosto de 2019 para concluir a elaboração de projeto técnico de descomissionamento ou descaracterização da estrutura.

Nesse período, as empresas também serão obrigadas a reforçar a barragem a jusante ou a construção de nova estrutura de contenção para reduzir ou eliminar o risco de liquefação e o dano potencial associado, obedecendo a todos os critérios de segurança.

Outro prazo fixado é até 15 de fevereiro de 2020 para concluir as obras de reforço da barragem a jusante ou a construção de nova estrutura de contenção a jusante, conforme estiver previsto no projeto técnico.

Por determinação do governo, todas as barragens a montante, como a da Mina Córrego de Feijão, em Brumadinho (MG), que sofreu o rompimento no último dia 25, serão submetidas a descomissionamento ou a descaracterização até 15 de agosto de 2021.

Agência Brasil

Foto: Demis Roussos/Assecom

A governadora Fátima Bezerra, acompanhada de senadores, deputados estaduais e federais, bem como de secretários de Estado, recebeu na tarde desta quinta-feira (14) o ministro de Desenvolvimento Regional Gustavo Canuto e solicitou recursos para importantes obras de segurança hídrica do Estado: o Projeto do Sistema Adutor do Seridó, complexo de Oiticica e recuperação de barragens.

Fruto de um convênio entre o Governo do Estado e a Agência Nacional de Águas (ANA), o projeto executivo do Sistema Seridó está em fase conclusão com investimentos de R$ 5,5 milhões. O custo estimado para a execução da obra é de R$ 150 milhões. O projeto integra o Plano Nacional de Segurança Hídrica e visa garantir oferta de água, pelos próximos 50 anos, na região, uma das mais castigadas pela estiagem, através do uso das águas do Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional – PISF. A ideia é interligar as adutoras já existentes com as que estão projetadas, criando um grande cinturão de águas e estruturando as cidades para que elas passem pelos períodos de seca sem grandes transtornos.

“Nossa primeira solicitação é viabilizar os recursos financeiros do Projeto Seridó, proposta elaborada por meio do diálogo com a sociedade da região. Isso significará, de uma vez por todas, a redenção hídrica da região”. A governadora destacou que esta será a materialização do PISF no RN, especificamente no Seridó, pois vai interligar a barragem de Oiticica com a Armando Ribeiro e outros sistemas adutores, e permitirá a oferta de água de qualidade não só para a população, mas também para o setor produtivo. “O RN pode ser referência nacional em infraestrutura hídrica com o projeto”, acrescentou Fátima.

O ministro parabenizou a iniciativa e expressou sua alegria em saber que o projeto integra o Plano Nacional de Segurança Hídrica. “Fico contente em saber que o Projeto está integrado ao Plano Nacional, que é o caminho para identificarmos as soluções a serem efetivadas. A prioridade do nosso Ministério é a água e o Nordeste. Darei total apoio e atenção em relação à execução e liberação de recursos”, respondeu.

 Recuperação de Barragens

Também foram entregues outros dois pleitos. Um referente à liberação de recursos para continuidade da obra da Barragem de Oiticica e outro solicitando recursos na ordem de R$ 20 milhões para recuperação de seis barragens potiguares, com ênfase a de Passagem das Traíras. Gustavo Canuto disse que Oiticica é uma das prioridades do Ministério do Desenvolvimento para o RN e que, mesmo diante das dificuldades orçamentárias, fará todo o esforço para atender as solicitações do Governo do Estado.

A governadora, que nos últimos quatros anos presidiu a Comissão de Desenvolvimento Regional no Senado, também reforçou ao ministro a necessidade de conclusão do Projeto de Integração do rio São Francisco e a chegada efetiva das águas no RN. “Nosso foco agora é reivindicar a entrega da obra pelos motivos que todos já sabemos: estamos em um estado com 95% do território no Semiárido, uma região de seca constante, e é necessário estruturar o estado para dar mais tranquilidade à nossa população”, argumentou.

Informações da ASSECOM/RN

Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

Os partidos ainda estão definindo a indicação dos nomes que vão integrar a comissão de inquérito que investigará a tragédia de Brumadinho. Ao deixar a reunião de líderes no início da tarde desta quarta-feira (13), o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) informou que o colegiado vai ser instalado, no mais tardar, na próxima semana. Segundo ele, ainda não há nomes definidos:

— Todos os líderes estavam se dedicando até esse momento na definição da comissões permanentes, mas creio que até quinta-feira ou no fim da semana os nomes sejam apresentados para instalarmos [a CPI] na semana que vem — opinou.

Diante da pretensão da Câmara de também criar uma comissão para investigar o mesmo assunto, o senador afirmou que preferia uma comissão mista, com a participação de deputados e de senadores.

— Também acho que é melhor, mas, com todo respeito, não acho prudente ficar esperando a Câmara. Aqui no Senado houve acordo para instalação, não houve oposição. Não é de bom tom ficarmos aqui esperando a Câmara definir. Nossa ideia é, estando tudo certo, instalar a CPI na semana que vem — explicou.

Na Câmara, a CPI foi sugerida pela deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) e teve a assinatura de outros 194 deputados, o número mínimo de assinaturas exigido seria de 171.

Randolfe explicou ainda que, na formação de comissões temporárias, como uma CPI, prevalece o retrato da composição partidária atual, e não da data da posse.

— Já para as comissões permanentes, é diferente. O Regimento Interno estabelece que, para efeitos de proporcionalidade, prevalece a data da posse — acrescentou.

Tragédia

O rompimento da barragem de Brumadinho ocorreu no dia 25 de janeiro e já causou a morte de 165 pessoas. Outras 155 pessoas continuam desaparecidas, conforme a última atualização feita pelas autoridades.

O requerimento para criação da CPI, apresentado pelos senadores Carlos Viana (PSD-MG) e Otto Alencar (PSD-BA), foi protocolado no Senado em 7 de fevereiro, com o apoio de 42 senadores. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, leu o documento em Plenário na terça-feira (12).

Agência Senado

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Cereais, leguminosas e oleaginosas devem ter uma safra 1,9% maior neste ano em comparação com o ano passado, o que representa uma produção de 230,7 milhões de toneladas. A estimativa foi divulgada nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A expectativa do órgão é que a colheita de grãos seja a segunda maior da história, atrás apenas do recorde de 2017, quando a produção atingiu um recorde de 240,6 milhões de toneladas.

Em 2019, a área de colheita deve ser 2% superior ao registrado no ano passado, totalizando 62,1 milhões de hectares. Segundo o levantamento, produtos como o arroz, milho e a soja devem ser os itens com maior crescimento na safra deste ano.

Portal Brasil

Foto: ASSECOM/GAC

O Governo do Rio Grande do Norte vai decretar, por mais 180 dias, a situação de emergência pela seca em 147 municípios, o que representa 88% dos municípios potiguares. A renovação do decreto que vigora até dia 11 de março foi definida na tarde desta quarta-feira (6) em reunião do Comitê Estadual para Ações Emergenciais de Combate aos Efeitos da Seca, entidade coordenada pelo Gabinete Civil.

Segundo o coordenador estadual da Defesa Civil, tenente coronel Marcos Carvalho, o decreto leva em consideração análises técnicas dos diversos órgãos que integram o Comitê e que monitoram a segurança hídrica do estado. A situação de emergência pela seca facilita o trâmite dos processos que envolvem obras e serviços que minimizem os impactos causados pela escassez de chuvas.

Dados da Caern apresentados na reunião mostram que 151 municípios são abastecidos pela companhia, dos quais 92 estão em rodízio e cinco em situação de colapso. De acordo com o secretário-chefe do Gabinete Civil, a situação mais preocupante é dos municípios do Alto Oeste onde os reservatórios ainda estão com baixo volume hídrico.

Municípios em situação de emergência:

Acari, Açu, Afonso Bezerra, Água Nova, Alexandria, Almino Afonso, Alto do Rodrigues, Angicos, Antônio Martins, Apodi, Areia Branca, Baraúna, Barcelona, Bento Fernandes, Boa Saúde, Bodó, Bom Jesus, Brejinho, Caiçara do Norte, Caiçara do Rio do Vento, Caicó, Campo Grande, Campo Redondo, Caraúbas, Carnaúba dos Dantas, Carnaubais, Cerro Corá, Coronel Ezequiel, Coronel João Pessoa, Cruzeta, Currais Novos, Doutor Severiano, Encanto, Equador, Espírito Santo, Felipe Guerra, Fernando Pedroza, Florânia, Francisco Dantas, Frutuoso Gomes, Galinhos, Governador Dix-Sept Rosado, Grossos, Guamaré, Ielmo Marinho, Ipanguaçu, Ipueira, Itajá, Itaú, Jaçana, Jandaíra, Janduís, Japi, Jardim de Angicos, Jardim de Piranhas, Jardim do Seridó, João Câmara, João Dias, José da Penha, Jucurutu, Jundiá, Lagoa D´Anta, Lagoa de Pedras, Lagoa de Velhos, Lagoa Nova, Lagoa Salgada, Lajes, Lajes Pintadas, Lucrécia, Luís Gomes, Macaíba, Macau, Major Sales, Marcelino Vieira, Martins, Messias Targino, Montanhas, Monte Alegre, Monte das Gameleiras, Mossoró, Nova Cruz, Olho D´Água dos Borges, Ouro Branco, Paraná, Paraú, Parazinho, Parelhas, Passa e Fica, Passagem, Patu, Pau dos Ferros, Pedra Grande, Pedra Preta, Pedro Avelino, Pendências, Pilões, Poço Branco, Portalegre, Porto do Mangue, Rafael Fernandes, Rafael Godeiro, Riacho da Cruz, Riacho de Santana, Riachuelo, Rodolfo Fernandes, Ruy Barbosa, Santa Cruz, Santa Maria, Santana do Matos, Santana do Seridó, Santo Antônio, São Bento do Norte, São Bento do Trairi, São Fernando, São Francisco do Oeste, São João do Sabugi, São José de Campestre, São José do Seridó, São Miguel, São Paulo do Potengi, São Pedro, São Rafael, São Tomé, São Vicente, Senador Eloi de Souza, Serra Caiada, Serra de São Bento, Serra do Mel, Serra Negra do Norte, Serrinha, Serrinha dos Pintos, Severiano Melo, Sítio Novo, Taboeleiro Grande, Taipu, Tangará, Tenente Ananias, Tenente Laurentino Cruz, Tibau, Timbaúba dos Batistas, Triunfo Potiguar, Umarizal, Upanema, Várzea, Venha-Ver, Vera Cruz e Viçosa.

Portal do Governo do RN

A barragem da Mina do Córrego do Feijão, da Vale, no município de Brumadinho, rompeu na última sexta-feira / Sarah Torres/ALMG

Relatório mais atualizado da Agência Nacional de Águas (ANA) foi produzido com base em dados de 2017

No Brasil, existem 780 barragens de rejeitos de mineração como a de Brumadinho (MG) que se rompeu na última sexta-feira (25), e que fazem parte das 24.092 analisadas no relatório da Agência Nacional de Águas (ANA), órgão do governo federal. A maioria das barragens, 9.827, ou 41% do total, são de irrigação, sem relação com a mineração.

Segundo o relatório divulgado pela ANA, referente a 2017, apenas 780 das 24 mil barragens passaram pela vistoria de algum órgão de fiscalização naquele ano – ou seja, pouco mais de 3%. Ao todo, são 43 entidades de fiscalização de barragens, das quais quatro são federais e 39, estaduais.

O documento da ANA revela que 723 barragens são classificadas como “de alto risco”. Outras 45 estão com as estruturas comprometidas. O relatório não especifica se elas são barragens de irrigação ou se contêm rejeitos da exploração de minérios.

Em entrevista ao Brasil de Fato, o professor Luiz Jardim, especialista em barragens de rejeitos de mineração, declarou que, apesar de ser mais barato e atender à lógica do capitalismo, o modelo de barragem de rejeitos líquidos, com risco considerável de rompimento, não é a única alternativa.

Jardim também ponderou que, mesmo a estocagem de rejeitos em blocos sólidos, após o processamento da parte líquida resultante da extração de minérios, apresenta riscos à saúde e ao meio ambiente.

O relatório da ANA foi divulgado em novembro do ano passado. Em relação a 2016, o total de barragens de fiscalizadas caiu 16% em 2017.

Brasil de Fato

Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas

A Defesa Civil de Minas Gerais atualizou, no final da tarde hoje (30), em 99 o número de vítimas do rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte, identificadas pelo Instituto Médico Legal (IML). O último balanço da corporação registra 259 desaparecidos.

De acordo com a Polícia Civil, dos 99 mortos, 57 foram identificados. A orientação é que as famílias não compareçam ao IML e, sim, comuniquem-se via internet e redes sociais.

Segundo a Defesa Civil, cinco dias após o desastre causado pelo rompimento da barragem, ainda há regiões de Brumadinho que sofrem com a falta de energia.

Conforme o balanço, foram localizados 225 funcionários da Vale, 168 terceirizados ou moradores da comunidade. Ainda não foram localizados 101 empregados da mineradora. Dez pessoas estão hospitalizadas e são 264 desabrigados.

EBC

O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, afirmou, nesta terça-feira (29), que 3386 barragens estão classificadas como de alto risco no Brasil. Ao todo, segundo o ministro, o país conta com mais de 20 mil estruturas deste gênero.

Canuto concedeu entrevista à imprensa após reunião ministerial, realizada Palácio do Planalto, em Brasília. De acordo com o ministro não há condição técnica para realizar a fiscalização de todas as barragens do país, por isso, segundo ele, é necessário priorizar as situações mais graves.

“Essas são as barragens que a resolução, neste momento, colocou como prioridade para que reforçasse a fiscalização. Porque entendemos que essas (barragens) são o foco inicial, não total, mas precisamos priorizar. Não temos condições de avaliar e fiscalizar todas ao mesmo tempo, então, há a necessidade que priorizemos”.

Apesar do risco, o ministro do Desenvolvimento Regional disse que não como há definir um prazo para finalizar a fiscalização, pelo menos, neste momento.

“O nosso objetivo é mais que cumprir um número de atender as 3386 barragens, é garantir que aquelas que foram vistoriadas, de fato, estejam com a informação correta e que a gente possa tomar a decisão. Então, os órgãos têm prioridade, esta é a prioridade, agora um prazo marcado não tem como definir nesse momento.”

Gustavo Canuto também disse que não deve ser permitida a construção de nenhuma estrutura como restaurantes, sedes administrativas e casa na chamada área 1, que corresponde a região mais próxima deste tipo de estrutura.

“Se a barragem rompe de imediato, não dá tempo da população, dos funcionários saírem daquela área, daquela região. Então, o entendimento do governo é claro: nesta região não deve ser permitida a construção de nenhuma estrutura, que não seja estritamente necessária para a operação da mina. Estritamente, o centro de operação da mina.”

O número de vítimas do desastre em Brumadinho continua sendo atualizado a todo momento. As últimas informações divulgadas pela Defesa Civil, confirmam a morte de 65 pessoas. Outras 288 vítimas seguem desaparecidas.

Agência do Rádio Brasileiro