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Foto: Reprodução

Pouco mais de dois meses depois da morte de Walewska, os pais da ex-jogadora de vôlei, senhor Geraldo e dona Aparecida, resolveram falar pela primeira vez. O casal deu uma entrevista ao Fantástico, no domingo (03/12), e rebateu alguns pontos levantados pelo viúvo da filha. Além disso, a advogada da família revelou que estão pedindo que ele perca o direito à herança. Walewska faleceu no dia 21 de setembro, aos 43 anos, após cair do 17º andar do prédio onde morava com o marido, Ricardo Mendes.

O primeiro questionamento aos pais foi a respeito do relacionamento deles com Ricardo. Senhor Geraldo contou que, mesmo na presença dos pais, ele xingava a filha: “Considerava ele, assim, igual um filho. Tratava ele bem porque era marido dela. Queria que os dois estivessem bem”, começou ele, antes de completar:

“E na presença dos pais, ele às vezes maltratava ela. Nós chegamos a assistir briga dele com ela. Eu levando eles para o aeroporto e ele xingar ela dentro do carro comigo. Eu ficava assim, chateado. Eu olhei pra ele assim e ele parou de falar. O marido tratar mal a mulher perto dos pais. A gente imaginava: ‘E longe da gente, o que não pode acontecer?’”, questionou o pai da ex-jogadora de vôlei.

O casal lembrou que a última conversa que teve com Ricardo foi no dia da morte da filha e aproveitaram para negar que tenham impedido que ele fosse ao velório: “Eu falei: ‘Você vem para o velório?’. [E ele respondeu] ‘Ah, infelizmente não vou, sabe? Estou abalado, não vou, não vou’”, lembrou Dona Maria.

Um mistério ainda ronda o patrimônio deixado por Waleska. Os pais da ex-atleta descobriram, através de um ex-consultor financeiro, que ela investia muito em imóveis e que, até 2019, último ano que o especialista trabalhou para ela, era 23 ao todo, 22 deles em São Paulo. Mas parece que sobrou apenas um.

“Entre 2019 e agora 2023 a família não teve mais acesso. Sabemos que, na verdade, toda aquela relação de imóveis não existe mais. Tem um imóvel só. Foi afirmado pelo próprio Ricardo que não tem mais imóveis. Pra quem foi vendido? Como foi vendido? Quem pagou? Como pagou? Tudo isso é a resposta que a família está precisando nesse momento. E o Ricardo precisa apresentar. Não foi apresentado”, declarou a advogada da família de Walewska, Maria Toledo.

Ricardo e Walewska eram casados em comunhão parcial de bens e hoje o viúvo é inventariante da ex-jogadora de vôlei. Com isso, ele é o responsável por administrar tudo o que ela deixou.

À polícia, logo após a morte de Walewska, o marido revelou que o casamento estava passando por uma crise e que a mulher era viciada em compras, delapidando todo o patrimônio do casal. O pai dela rebateu:

“Comprar roupa, comprar as coisas pra ela, mas vender imóvel para gastar dinheiro? Ela não tinha essa compulsão. Essas coisas de ele falar dela, eu acho que era muito feio para ele”, disse o pai. A mãe dela ainda completou: “Ele está tentando manchar a imagem dela”.

Metrópoles

Ainda embrionário, há um movimento para que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, saia candidato ao Palácio do Planalto em 2026. A notícia é de Guilherme Amado, no Metrópoles.

Ao ser perguntado, Campos Neto nega qualquer intenção, mas na Faria Lima e entre ex-ministros de Jair Bolsonaro o plano seria lançá-lo como uma novidade da direita na política.

Para ser viável, a candidatura teria que ganhar o apoio de Jair Bolsonaro. E interlocutores do ex-presidente garantem que a chance é zero.

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (3) que desconhece a intenção de Jean Paul Prates, presidente da Petrobras, em estudar a possibilidade de abrir uma sucursal no Oriente Médio. Lula concedeu entrevista a jornalistas, após sua participação na COP28, em Dubai.

“Você deve fazer a pergunta para o Jean Paul Prates. Eu não fui informado que a gente vai criar uma Petrobras aqui”, disse Lula.

“Como a cabeça dele é muito fértil e ele pensa na velocidade de Fórmula 1, e eu funciono numa velocidade de Volkswagen, preciso aprender o que é isso que ele vai fazer. Se a Petrobras tem algum investimento para fazer aqui, eu não sei no quê”, afirmou o presidente brasileiro em coletiva.

De acordo com uma reportagem da Bloomberg News, o presidente da Petrobras afirmou, por meio de uma mensagem, que a empresa iniciará estudos para avaliar a abertura de uma unidade da Petrobras no Oriente Médio, após o anúncio de que o Brasil irá aderir à Opep+.

Ao Valor Econômico, Prates disse que a subsidiária seria chamada de “Petrobras Arábia”. O presidente da Petrobras integra a comitiva de Lula, que viajou para conferência do clima da ONU.

Discursos diferentes

A discussão sobre a possibilidade de a Petrobras abrir uma unidade no Golfo Arábico acontece enquanto o governo brasileiro tenta se colocar como exemplo na transição energética limpa.

Ao mesmo tempo, o presidente Lula confirmou que o país irá participar da Opep+, um subgrupo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, mas que não têm poder de voto.

Durante a coletiva de imprensa, Lula disse que a Petrobras não vai deixar de prospectar petróleo. “É importante lembrar isso, porque o combustível fóssil ainda vai funcionar durante muito tempo na economia mundial. Enquanto ele funcionar, nós vamos conseguir pegar petróleo, vamos melhorar a qualidade da gasolina.”

Lula ainda disse que, em meio ao processo de transição energética, a Petrobras não deve se limitar apenas a petróleo. “A Petrobras, enquanto empresa, ela vai ter que fazer o que precisar fazer para se transformar numa grande empresa e ajudar o Brasil crescer.”

“Mas, ao mesmo tempo, a Petrobras vai se transformar numa empresa não de petróleo apenas. Numa empresa que vai cuidar da energia como um todo”, disse o petista.

CNN Brasil

Na quarta-feira 29, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que veículos jornalísticos podem ser condenados por realizarem entrevistas, caso haja “indícios concretos” de falsidade de acusação por seus entrevistados. A tese é do ministro Alexandre de Moraes.

Nem mesmo setores da imprensa tradicional, outrora simpáticos às decisões de Moraes, concordaram com sua mais recente determinação. Em artigo publicado na Folha de S.Paulo, por exemplo, o colunista Luís Francisco Carvalho Filho afirma que a tese de Moraes é um “desatino”, que pode conduzir o país a tempos “obscurantistas”.

“Agora, o STF pretende estabelecer um regime político de intangibilidade da honra de personalidades e políticos, inclusive corruptos e pilantras”, escreveu Carvalho Filho. “Nem a ditadura foi tão ambiciosa.”

De acordo com o colunista, a decisão da Suprema Corte pretende fazer da profissão jornalística “uma instância cartorial, burocrática”. Para Carvalho Filho, a ideia do STF é inviável especialmente nos casos de entrevistas ao vivo, porque haveria a necessidade de, previamente, entrevistados e entrevistadores receberem alguma determinação daquilo que poderia ser dito.

Carvalho Filho menciona também o que chama de “escorregadela tirânica” do ministro Cristiano Zanin. Este último salientou que a Justiça pode terminar a remoção do conteúdo “com informações comprovadamente injuriosas, difamantes, caluniosas, mentirosas”. Segundo o colunista, tal medida causaria inveja aos “juristas” do regime militar.

Os efeitos da decisão do STF

Caso a determinação do STF siga adiante, diz o colunista da Folha, declarações dos próprios ministros da Suprema Corte se tornariam alvo de possíveis punições.

“Se o ministro Gilmar Mendes repetir hoje para um repórter o que disse em 2015, que o PT instalou no país ‘um modelo de governança corrupta’, algo que mereceria o nome de ‘cleptocracia’, o órgão de imprensa poderia ser responsabilizado civilmente, muito embora o ministro tenha capacidade financeira e idoneidade moral para responder por seus atos e opiniões”, escreveu o colunista.

Ao contrário do que alega o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, a decisão contra a imprensa não se refere apenas aos casos de “negligência grosseira”. Carvalho Filho lembra que a tese do Supremo prevê a aplicação da nova regra em pelo menos 119 casos “que aguardam a manifestação preguiçosa e temerária do tribunal”.

O colunista da Folha afirma que a decisão do STF incentiva a autocensura e estimula o “juiz da esquina” a punir veículo de comunicação que não “verificar a veracidade dos fatos” antes da publicação da entrevista.

Para Carvalho Filho, a nova determinação do Supremo criará desconforto para a atividade jornalística, que é capaz de incomodar “governantes e pilantras”.

 

Braço direito da ex-presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto durante seus quase seis anos na Presidência, o gaúcho Anderson Braga Dorneles foi nomeado diretor em uma empresa da qual o Banco do Brasil é sócio e, um mês depois, conseguiu reduzir em 93% uma dívida que tinha com o banco desde 2016.

A notícia é do Metrópoles. No governo Dilma, Anderson tinha acesso privilegiado à petista e vivia ao redor dela, carregando malas, celulares e tablets da ex-presidente. Conhecido na época como “o menino da Dilma”, a quem, segundo relatos, a ex-presidente chamava de “bebê”, Anderson trabalhou com ela durante 20 anos, tinha sala no terceiro andar do Planalto, onde fica o gabinete presidencial, e só deixou o entorno da então presidente ao ser exonerado, em fevereiro de 2016, seis meses antes de a ex-chefe ser afastada do Planalto em meio ao processo de impeachment.

Longe de Dilma, que desde a exoneração é rompida com o ex-pupilo, Anderson tentou emplacar uma carreira política em 2022, mas não conseguiu ser eleito deputado federal no Rio Grande do Sul pelo Avante, partido ao qual se filiou em 2018, após deixar o PT. Recebeu apenas 14.919 votos dos gaúchos.

RISCO DO ‘BEM BOLADO’ ENTREGUE PELO PRESIDENTE AO STF E AO MINISTÉRIO PÚBLICO É ALTO, MAS ELE ESPERA RETRIBUIÇÃO

Além do reconhecimento explícito de que oSTF é uma instância política, a indicação de Flavio Dino como mais novo integrante da corte tem um simbolismo mais abrangente. Lula reconhece que o Supremo é supremo.

Nesse sentido, as duas indicações – um novo ministro e um novo PGR – são uma operação casada ancorada na compreensão que os ministros do STF têm do próprio papel e da instituição. Embora neguem, os integrantes da Corte acabaram se tornando agentes políticos com posturas “políticas” também no sentido mais amplo (no sentido de que se julgam intérpretes do que seriam consensos na sociedade).

Além, claro, de encabeçarem uma corporação muito ciosa e bem organizada na defesa de suas prerrogativas e privilégios. E, ao que tudo indica, extremamente ciosos na garantia do espaço político conquistado com mais ênfase ainda no período de Bolsonaro na Presidência. Caso clássico de gênio que não volta mais para a garrafa.

O grande problema no exercício desse espaço “político-institucional” na recente era de embate político no qual o STF foi peça fundamental era justamente o Ministério Público. Em vários momentos os ministros “articuladores” no STF esperaram do PGR um fogo de cobertura que nunca veio. Ao contrário: o antigo PGR Augusto Aras desenvolveu por Alexandre de Moraes, o ponta de lança no embate político, o mesmo tipo de antagonismo que já existira em outros tempos entre Janot e Gilmar Mendes.

A operação casada no momento elimina o risco do STF ficar “sozinho na chuva”, como se sentiu sob Bolsonaro. Nesse sentido, ao contemplar uma indicação para o PGR trazida por dois ministros centrais nas constelações do STF, Lula encontrou um nome técnico perfeito com excelente trânsito nas esferas dos tribunais superiores.

William Waack – Estadão

Fonte: Blog do Gustavo Negreiros

Ex-marido de Ana Hickmann, o empresário Alexandre Correa, pediu a revogação da medida protetiva e entrou com um processo contra ela por alienação parental, segundo o advogado do empresário, Enio Martins Murad.

A notícia é da CNN Brasil. Enio disse à CNN que solicitou o direito ao convívio familiar com base no artigo 2º da Lei 12.318/2010, afirmando que Hickmann, “é um direito indelével do pai ver o filho e mãe, Ana Hickmann não é diferente das outras mulheres e tem por obrigação permitir essa convivência familiar”, diz Murad

A defesa de Corrêa diz que solicitou o direito de visitar o filho, “foi negado e por isso não restou outra alternativa senão a medida judicial cabível”, explica o advogado,

“A Lei da Alienação parental proíbe que a mãe exponha o pai publicamente e protege o direito de convivência entre Pai e Filho. Assim o processo permite corrigir essa situação”, alega advogado da defesa.

Procurada pela CNN, a assessoria da apresentadora respondeu que “o processo está sob segredo de justiça. A Ana Hickmann já prestou os seus esclarecimentos e confia na condução do caso pela justiça.”

Em novo posicionamento, na noite dessa terça-feira (28/11), o Tribunal Regional do Trabalho em Santa Catarina (TRT-12) informou que suspendeu a juíza Kismara Brustolin de novas audiências trabalhistas.

Em vídeo divulgado pela coluna, durante o dia, ela grita com uma testemunha durante audiência ocorrida em Xanxerê no dia 13 de novembro deste ano. Brustolin chama o rapaz que estava sendo ouvido de “bocudo” e exige ser chamada de “excelência”.

Segundo o TRT-SC, a decisão aconteceu após o recebimento do ofício enviado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Santa Catarina, que solicitou a abertura de uma apuração sobre o caso. Apesar de ter sido suspensa das audiências, Brustolin continuará autorizada a proferir sentenças e despachos em meio às investigações.

“Em ato contínuo, a Corregedoria Regional irá instaurar procedimento apuratório de irregularidade. A suspensão da realização de audiências deverá ser mantida até a conclusão do procedimento apuratório de irregularidade ou eventual verificação de incapacidade da magistrada, com o seu integral afastamento médico”, disse o TRT-SC.

Metrópoles

Após a morte de Cleriston Pereira da Cunha, um dos presos provisórios em razão dos atos extremistas do 8 de Janeiro, na Penitenciária da Papuda, em Brasília, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes mandou soltar pelo menos 11 réus. Todos eles tiveram pareceres favoráveis da Procuradoria-Geral da República (PGR) pela revogação das prisões preventivas.

Os réus estão proibidos de se ausentar das comarcas onde moram, têm que ficar em casa à noite e nos fins de semana, usar tornozeleira eletrônica 24 horas por dia e entregar os passaportes. Além disso, tiveram suspensos documentos de porte de arma de fogo.

No mesmo dia da morte de Cleriston Cunha, em 20 de novembro, em decorrência de mal súbito durante um banho de sol, Moraes requisitou informações detalhadas sobre o caso. O ministro requisitou também cópia do prontuário e relatório médico dos atendimentos recebidos pelo interno durante a custódia.

R7

O Brasil deve passar a semana discutindo a escolha de Paulo Gonet Branco para o cargo de procurador-geral da República e do ministro da Justiça, Flávio Dino, para o Supremo Tribunal Federal (STF). Ambos terão de iniciar seu périplo pleno Senado, batendo à porta de parlamentares, enquanto a imprensa analisa o notório saber de cada um e escava seus passados.

Lula, o arquiteto da ideia, no entanto não estará no país. Não se envolver no fogo que ele mesmo cria não é uma novidade, nem algo que ele esconda.

O presidente embarcou na tarde desta segunda-feira, 27, para Riade, a primeira parada de três países árabes onde ele deve passar toda a semana. Na volta, ele ainda vai à Alemanha, enquanto seus indicados se digladiam no debate público brasileiro. Em Brasília, ele só deve voltar a despachar após o dia 5 de dezembro.

O Antagonista